<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328</id><updated>2011-08-21T21:11:45.585-03:00</updated><title type='text'>Senta que lá vem História!</title><subtitle type='html'>Nós alunos do Terceiro I do colégio da policia militar vamos escrever um pouco sobre a História Geral e a História do Brasil.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>69</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-5973738704497967212</id><published>2009-11-03T23:42:00.004-03:00</published><updated>2009-11-03T23:42:55.335-03:00</updated><title type='text'>Diário Carioca, 3 de abril de 1964</title><content type='html'>"Montevidéu - O Sr. João Goulart é esperado neste páis com honras de Chefe de Estado - é o telegrama da "United Press International" distribuído, ontem, aos jornais brasileiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande número de parlamentares e jornalistas se dirigiu ao Aeroporto de Carrasco momentos após ter a Rádio Farroupilha, do Rio Grande do Sul, anunciado apêlo do presidente deposto no sentido de que cessasse a resistência "para evitar derramamento de sangue". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidiram as autoridades uruguaias que o presidente deposto seja recebido com honras de Chefe de Estado. Diz mais o telegrama da agência norte-americana que a fronteira está patrulhada por fôrças leais ao Sr. João Goulart. Está garantido qualquer pedido de asilo, para tanto, sido enviadas tropas uruguaias à linha demarcatória dos dois países. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um destróier uruguaio foi enviado para as proximidades da costa brasileira, prevendo-se a possibilidade de conflitos na fronteira, onde as guarnições continuam leais ao presidente deposto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Legislativo reuniu-se, extraordinariamente, para discutir a oportunidade de enviar uma mensagem ao Brasil. Ante a discussão não decisiva, entre as facções favoráveis e contrárias, foi suspensa a sessão. (ANSA - UPI - DC) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o momento de encerrármos os trabalhos desta edição não havia confirmação oficial da chegada do Sr. João Goulart a Montevidéu. Não se confirmaram, igualmente, as notícias de que o presidente Goulart havia se dirigido cara a capital Paraguaia, Assunção. Notícias de Pôrto Alegre informavam, entretanto, que Jango havia deixado aquela cidade na tarde de ontem." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dando por encerrada a "Rêde da Legalidade", às 13 horas de ontem, o prefeito de Pôrto Alegre, Sr. Sereno Chaise, leu a nota oficial alusiva ao ato, salientando em certo trecho que o presidente João Goulart, ao transitar pela capital sulina, dispensara o sacrifício da população gaúcha e de todo o Brasil na resistência ao movimento que o derrubara do poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o seguinte, na íntegra, a nota: "Ás primeiras horas de hoje, o presidente João Goulart chegou a Pôrto Alegre. Depois de ficar algum tempo, seguiu viagem. Antes examinou, com autoridades militares, amigos e correligionários, as condições de resistir ao processo golpista e decidiu dispensar o sacrifício do povo gaúcho e brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deputado Leonel Brizola pede ao povo gaúcho e brasileiro, a todos os patriotas, que enfrentem com serenidade e calma esta difícil passagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerramos a "Rêde da Legalidade", agradecendo a todo o povo gaúcho e brasileiro que compareceu em massa à sede da Prefeitura de Pôrto Alegre para resistir contra os golpistas. Fizemos tudo para manter a legalidade." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Confirmando que o esquema do golpe estava montado há algum tempo, o general Olímpio Mourão Filho, já nomeado pelo ministro da Guerra presidente da Petrobrás, falou, ontem, à imprensa, do gabinete do general Costa e Silva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirmou aquêle militar que antes de iniciar sua marcha teve de realizar três operações: silêncio, gaiola e Popay. A primeira consistiu em articular todo o movimento para que não pudesse ser fracassada a marcha do Exército revolucionário, a segunda para propiciar o clima de tranqüilidade do povo, prendendo os líderes que atuavam nas massas trabalhadoras e, a terceira, operação guerra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As declarações do novo presidente da Petrobrás foram assistidas por vários chefes militares e personalidades do mundo politico-militar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se não ocorresse a prisão dos líderes sindicais - afirmou - nós teríamos a marcha dificultada, pois não conseguiríamos rapidamente o apoio maciço dos companheiros". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O general Olímpio Mourão disse também que "saímos para lutar, prontos para qualquer situação. Felizmente, em lugar do primeiro tiro, encontramos os abraços dos nossos companheiros de farda, porque êles pensavam como nós" (...)"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-5973738704497967212?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/5973738704497967212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/diario-carioca-3-de-abril-de-1964.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5973738704497967212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5973738704497967212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/diario-carioca-3-de-abril-de-1964.html' title='Diário Carioca, 3 de abril de 1964'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-462359862562688964</id><published>2009-11-03T23:42:00.002-03:00</published><updated>2009-11-03T23:42:23.112-03:00</updated><title type='text'>O Dia, 2 de abril de 1964</title><content type='html'>"O Sr. Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara dos Deputados, poderá assumir ainda hoje a Presidência da República, em virtude do que dispõe o artigo 79 parágrafo 2o da Contituição, que declara: - Vagando os cargos de Presidente e Vice Presidente da República, far-se á eleição 60 dias depois de abertas a última vaga. Se as vagas ocorrerem na segunda metade do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita 30 dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma estabelecida em lei. Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período dos seus antecessores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em consequência, o Sr. Ranieri Mazzilli deverá exercer a Presidência até a posse do novo presidênte, a ser eleito no dia 1o de maio próximo pelo Congresso Nacional."&lt;br /&gt;"Em face da absoluta normalidade reinante na cidade com a cessação dos motivos que a determinaram, terminou à zero hora de hoje a greve geral decretada terça-feira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos deverão retornar tranqüilamente ao trabalho, evitando, contudo, aglomerações públicas nas ruas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sòmente os bancos ainda permanecerão fechados, hoje e amanhã, em virtude de decreto." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Brasília, 1o - Até às 22 horas de hoje o Sr. João Goulart ainda se encontrava na Granja do Torto, nesta capital, em companhia de sua espôsa e filhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No aeroporto militar, achava-se, pronto para decolar a qualquer instante um "Coronado", moderno jato da Varig, que tanto poderia se dirigir para Buenos Aires como para a Espanha, segundo afirmam fontes ligadas à família presidencial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após chegar a Brasília, às 15 horas, o Sr. João Goulart estêve no Palácio do Planalto uns 15 minutos, fechado em seu gabinete, retirando-se depois para a Granja do Torto, onde recebeu poucas pessoas, uma delas o deputado Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara dos Deputados. Pessoas, que privam com o Sr. Mazzilli, afirmam que êste ouviu do Sr. João Goulart a declaração de que, antes de partir de Brasília, lhe transmitiria o cargo de Presidente da República. Outras fontes adiantam que o Sr. João Goulart, durante a tarde, estêve redigindo o documento de renúncia, que será enviado ao Congresso de Pôrto Alegre, para onde irá nas próximas horas." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pôrto Alegre, 1o - O Sr. João Goulart, cêrca das 23 horas, chegou a esta capital em companhia de sua família e do Sr. darci Ribeiro. Antes de embarcar em Brasília, o Sr. João Goulart conferenciou novamente com o Presidente Ranieri Mazzilli." (...) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Às treze horas o Sr. João Goulart deixava o Rio, indo para Brasília e, pouco depois, a Cadeia da Liberdade anunciava que o Sr. Goulart havia partido nim avião da Varig para destino ignorado. Todos os comandos militares haviam aderido ás tropas do general Castelo Branco. Em recife soldados do IV exército cercaram o Palácio do Governador e prenderam o Sr. Miguel Arrais, por ordem do general Justino Alves. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministro Lafaiete de Andrade enviou emissário a Minas para decretar solidariedade ao Supremo Tribunal Federal à revolução. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 16 horas, foi lida esta ordem, firmada pelo general Castelo Branco: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que as tropas do I Exército cessem todas as operaçòes e voltem aos quartéis". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o fim da resistência e a vitória da Revolução. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As autoridades civis e militares estão lembrando a tôda a população que estão em vigor as leis e os códigos. Os culpados por atos condenáveis serão punidos. Aconselham que a população se abstenha de participar de aglomerações e movimentos coletivos. Avisam ainda que a normalidade voltou ao País e cessaram, imediatamente, todos os movimentos grevistas." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dezenas de automóveis trafegaram pelo centro da cidade, tocando suas businas, em sinal de alegria pela vitória da democracia em todo o País. As estações de rádio e televisão, que estavam sob censura, iniciaram suas transmissões normais, pouco depois das 17 horas. Os contingentes de fuzileiros navais que ocupavam as redações de alguns jornais, foram recolhidos aos quartéis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta das 17,15, o Forte de Copacabana anunciava, com uma salva de canhão, a aproximação das tropas do general Amauri Kruel, que atingiria o Estado da Guanabara às últimas horas da noite de ontem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população de Copacabana saiu ás ruas, em verdadeiro Carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento. (...)"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-462359862562688964?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/462359862562688964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/o-dia-2-de-abril-de-1964.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/462359862562688964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/462359862562688964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/o-dia-2-de-abril-de-1964.html' title='O Dia, 2 de abril de 1964'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-23317087916069766</id><published>2009-11-03T23:41:00.001-03:00</published><updated>2009-11-03T23:41:43.959-03:00</updated><title type='text'>Tribuna da Imprensa, 2 de abril de 1964</title><content type='html'>"Escorraçado, amordaçado e acovardado deixou o poder como imperativo da legítima vontade popular o sr. João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou, o Sr. João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos o direito de dizer tudo isso do Sr. João Goulart porque não lhe racionamos os adjetivos certos, por mais contundentes que fossem, na hora em que êle dominava o poder, e posava de líder todo-poderoso da Nação. Como não nos intimidamos na hora em que Jango e os comunistas estavam por cima e amargamos até cadeia, não precisamos nem fazer a demagogia da generosidade. Mesmo porque nào pode haver generosidade nem contemplação com canalhas. E Jango, Jurema, Assis Brasil, Arraes, Dagoberto, Darcy Ribeiro, Waldir Pires e toda a quadrilha que assaltou o poder não passam de canalhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E além de canalhas, covardes. E além de covardes, cínicos. E além de cínicos, pusilâmines. E além de pusilâmines, desonestos. Bravatearam, fingiram-se machões, disseram que fariam isto e aquilo, mas aos primeiros tiros sairam correndo espavoridos e ainda estão correndo até agora. Alguns, como Aragão, como Assis Brasil, como Crisanto de Figueiredo, como Arraes, como Cunha Melo, como todo o rebotalho comunista, não serão encontrados tão cedo. (...) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca se viu homens tão incapazes, tão desonestos e tão covardes. Agora que o País se livrou do fantasma da comunização podemos repetir o que vinhamos dizendo exaustivamente: todo comunista é covarde e mau caráter. Os episódios de agora vieram provar que estávamos cobertos de razão. (...) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Povo brasileiro lavou a alma. O Carnaval que se comemorou ontem em plena chuva só poderia mesmo ter sido feito por um povo que estava precisando dessa desforra que lhe era devida precisamente há 30 meses. O povo que comemorou ontem a queda de jango foi o mesmo que votou contra êle em 1960 e foi traído pela renúncia de Jânio. A comemoração de hoje é pois uma revanche e uma recuperação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos agora de organizar o mais ràpidamente possível o nôvo govêrno, pois os aproveitadores de sempre já cerram fileiras em tôrno dos cargos, já se apresentam como os heróis de uma batalha que não travaram. Junto com a organização do nôvo govêrno temos que providenciar, também urgentemente, para que os direitos políticos dos que foram ontem legitimamente banidos pelo povo, sejam cassados para sempre. (...) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de vingança, nem estamos aqui defendendo o esquartejamento dos derrotados. Mas quando o destino do País está em jôgo, quando se trata de decidir da sorte dos que queriam comunizar o País, não podemos ser generosos ou sentimentais. Para os civis, cassação dos direitos políticos. Para os militares como Assis Brasil, Crisanto, Cunha Melo, Napoleão Nobre, Castor da Nóbrega e para todos os comuno-carreiristas das Fôrças Armadas, o caminho é um só e inevitável: a reforma pura e simples. Não falavam tanto em reforma? Pois apliquemos a fórmula a êles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, começa hoje uma nova era para o Brasil. Confiemos no espírito público dos homens que salvaram a democracia brasileira, e no discernimento e superioridade com que o marechal Dutra se conduzirá nos próximos 22 meses."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-23317087916069766?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/23317087916069766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/tribuna-da-imprensa-2-de-abril-de-1964.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/23317087916069766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/23317087916069766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/tribuna-da-imprensa-2-de-abril-de-1964.html' title='Tribuna da Imprensa, 2 de abril de 1964'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-5286097761109713859</id><published>2009-11-03T23:40:00.000-03:00</published><updated>2009-11-03T23:41:05.532-03:00</updated><title type='text'>Diário de Notícias, 2 de abril de 1964</title><content type='html'>"À partir da tarde de ontem, principalmente depois que desceram os tanques da Vila Militar, dez dos quais foram colocados em frente ao Ministério da Guerra, onde também se encontram numerosos carros blindados e de combate, a crise político-militar pareceu assumir aspectos realmente perigosos, com a cidade sob o domínio de grande tensão e povo como que à espera de uma revolução a qualquer momento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Á margem dos preparativos da população como que para prevenir-se, sacando nos bancos e adquirindo mantimentos, ocorreram diversos incidentes entre populares e policiais, e dos quais o de maior gravidade se verificou na Federação dos Estivadores, na rua Santa Luzia. Á esta altura, em consequência da paralisação dos trens da Central e da Leopoldina, respectivamente, às 17h30m e às 19h30m, a cidade parecia em colapso no setor de transportes, com grandes filas se formando ao longo dos pontos de ônibus e lotações para a Zona Norte e cidades fluminenses. As sédes das ferrovias e os demais próprios federais passaram, então, a ser guarnecidos por tropas do Exército. A tensão crescia à medida que circulavam as notícias sôbre a situação em Minas, onde já se teria iniciado a revolução. Tôda Minas, principalmente a capital e cidades como Governador Valadares e Juiz de Fora, já anteriormente agitadas, estavam, segundo os comentários, "pegando fogo". As rodas de populares discutindo política se formavam e não eram poucos os incidentes registrados entre os mais exaltados." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A perspectiva mais alarmante da situação brasileira funda-se num dado concreto que não é possível obscurecer. É o fato de que jamais em nossa História, e até o presente, as esquerdas radicais - nomeadamente o comunismo e suas clássicas correntes auxiliares - estiveram tão à vontade, desfrutaram tanto prestígio e aproximaram-se tanto do êxito quanto no momento atual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que negaceie, tergiverse e dissimule, o Sr. João Goulart, ninguém poderá negar - porque está à vista de todos, porque é público e ostensivo - que os elementos chamados de "formação marxista" não somente conseguiram infiltrar-se fàcilmente em todos os postos, como também são os preferidos pelo govêrno para êsses postos, sobretudo os de comando e de direção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, no presente govêrno, que ainda se diz democrata, a ideologia marxista e mesmo a militância comunista indisfarçada constituem recomendação especial aos olhos do govêrno. Como se já estivéssemos em pleno regime "marxista-leninista", com que sonham os que desejam incluir sua pátria no grande império soviético, às ordens do Kremlin. (...)"&lt;br /&gt;Diário de Notícias, 1 de abril de 1964 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Enquanto o Congresso Nacional iniciava, em plena madrugada, em Brasília, a votação do "impeachment" do Sr. João Goulart, homiziado no sul, numa sessão tumultuada pela oposição do PTB, que ameaçava ir até o esfôrço físico para impedir o debate da matéria, o general Amauri Kruel chegava a São Paulo para conferenciar com o governador Ademar de Barros e ultimar os preparativos para os deslocamentos das tropas que deverão seguir para o Rio Grande do Sul a fim de esmagar o último foco de rebelião concentrado em Pôrto Alegre, sob o comando do Sr. João Goulart e Leonel Brizola. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, deverão ser abastecidos, hoje, em Santos, os três navios da esquadra, Tamandaré, Pará e Amazonas, que segundo se anuncia, sob o comando geral do almirante Sílvio Heck, rumam para o sul a fim de cooperar no completo esmagamento dos insurretos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, por ordem do Sr. Ademar de Barros, começa hoje em São Paulo, o racionamento de gasolina fixado em 70% para as indústrias e transportes coletivos e, em 30% para os carros particulares. A medida vai afetar profundamente o abastecimento de Brasília uma vez que o govêrno do Estado requisitou todos os estoques que transitam em direção à capital federal."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-5286097761109713859?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/5286097761109713859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/diario-de-noticias-2-de-abril-de-1964.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5286097761109713859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5286097761109713859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/diario-de-noticias-2-de-abril-de-1964.html' title='Diário de Notícias, 2 de abril de 1964'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-6510866729324084829</id><published>2009-11-03T23:39:00.000-03:00</published><updated>2009-11-03T23:40:13.510-03:00</updated><title type='text'>Correio da Manhã, 1 de abril de 1964</title><content type='html'>"A Nação não mais suporta a permanência do Sr. João Goulart à frente do Govêrno. Chegou ao limite a capacidade de tolerá-lo por mais tempo. Não resta outra saída ao Sr. João Goulart senão a de entregar o Govêrno ao seu legítimo sucessor. Só há uma coisa a dizer ao Sr. João Goulart: saia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante dois anos o Brasil agüentou um Govêrno que paralisou o seu desenvolvimento econômico, primando pela completa omissão, o que determinou a completa desordem e a completa anarquia no campo administrativo e financeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Sr. João Goulart saiu de seu neutro período de omissão foi para comandar a guerra psicológica e criar o clima de intranqüilidade e insegurança que teve o seu auge na total indisciplina que se verificou nas Forças Armadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso significou e significa um crime de alta traição contra o regime, contra a República, que êle jurou defender. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sr. João Goulart iniciou a sedição no país. Não é possível continuar no poder. Jogou os civis contra os militares e os militares contra os próprios militares. É o maior responsável pela guerra fratricida que se esboça no território nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ambição pessoal, pois sabemos que o Sr. João Goulart é incapaz de assimilar qualquer ideologia, êle quer permanecer no Govêrno a qualquer preço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós sabemos o que representa de funesto uma ditadura no Brasil, seja ela de direita ou de esquerda, porque o povo, depois de uma larga experiência, reage e reagirá com tôdas as suas fôrças no sentido de preservar a Constituição e as liberdades democráticas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sr. João Goulart não pode permanecer na Presidência da República, não só porque se mostrou incapaz de exercê-la como também porque conspirou contra ela como se verificou pelos seus últimos pronunciamentos e seus últimos atos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o Sr. João Goulart quem iniciou de caso pensado uma crise política, social e militar, depois de ter provocado a crise financeira com a inflação desordenada e o aumento do custo de vida em proporções gigantescas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer ditadura, no Brasil, representa o esmagamento de tôdas as liberdades como aconteceu no passado e como tem acontecido em todos os países que tiveram a desgraça de vê-la vitoriosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil não é mais uma nação de escravos. Contra a desordem, contra a masorca, contra a perspectica de ditadura, criada pelo próprio Govêrno atual, opomos a bandeira da legalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos que o Sr. João Goulart devolva ao Congresso, devolva ao povo o mandato que êle não soube honrar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós do Correio da Manhã defendemos intransigentemente em agôsto e setembro de 1961 a posse do Sr. João Goulart, a fim de manter a legalidade constitucional. Hoje, como ontem, queremos preservar a Constituição. O Sr. João Goulart deve entregar o Govêrno ao seu sucessor, porque não pode mais governar o país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Nação, a democracia e a liberdade estão em perigo. O povo saberá defendê-las. Nós continuaremos a defendê-las."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-6510866729324084829?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/6510866729324084829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/correio-da-manha-1-de-abril-de-1964.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/6510866729324084829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/6510866729324084829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/correio-da-manha-1-de-abril-de-1964.html' title='Correio da Manhã, 1 de abril de 1964'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-193414861722630132</id><published>2009-11-03T23:38:00.000-03:00</published><updated>2009-11-03T23:39:11.677-03:00</updated><title type='text'>Jornal do Brasil, 1 de abril de 1964</title><content type='html'>"Quem chegasse às 8h30m da noite de ontem ao Edifício do Jornal e da Rádio Jornal do Brasil não poderia entrar pois encontraria na porta, metralhadora em punho, um fuzileiro naval. E se olhasse pela parede de vidro dos estúdios da Rádio teria a impressão de assistir a um filme de gangsters: quatro outros fuzileiros, comandados pelo Tenente Arinos, moviam-se como gorilas pelo estúdio, seus movimentos tolhidos pelas metralhadoras que ameaçavam microfones, painéis de instrumentos e os funcionários, estupefatos com aquela irrupção de selvajaria tecnológica em plena Avenida Rio Branco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o Brasil regredindo ao estado de republiqueta latino-americana. Os fuzileiros navais, ao chegarem, dispararam dois tiros para o ar diante do prédio e entraram de metralhadoras em punho, pistolas na cinta, até o 5o andar. Tinham ordem de quem? indagamos. Do Ministro da Marinha, disseram. Onde está a ordem? Era verbal. Da Rádio, o Tenente telefonou a um Almirante, sem lhe dizer o nome. O prédio era muito grande, disse. Precisavam reforços. Deixaram dois de guarda na Rádio, outro na porta da rua e foram em busca dos tais reforços, sem dúvida para ocuparem todas as dependências do Jornal do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deve estar em desespêro o Govêrno do Sr. João Goulart. Dentro de meia hora, em lugar dos reforços, veio a ordem de retirar. Amontoados no elevador, capacetes na cabeça, metralhadoras se entrechocando e se apoiando nas costelas dêles próprios, desceram. E passaram diante de populares boquiabertos, na calçada da rua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem humilha assim os bravos Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil? Quem os transforma primeiro em gangsters violentos e os faz evacuar em seguida, confusos, um pugilo de homens envergonhados sob o pêso de tanto material bélico? Quem estimula a indisciplina de marujos e fuzileiros e depois os transforma em bandidos e em seguida em pobres diabos pilhados em flagrante? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 13 de março o Sr. João Goulart tem injuriado muitos, em muito pouco tempo. Agora, ao que tudo indica, já lhe resta muito pouco tempo para injuriar quem quer que seja." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao primeiro minuto de hoje teve início a greve geral em todo o país, por determinação do Comando Geral dos Trabalhadores e em apoio ao Presidente João Goulart, paralisando de imediato os trens da Central do Brasil e da Leopoldina, o Pôrto de Santos e os bondes da Guanabara, com a adesão de universitários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão da greve foi precipitada pela prisão ontem, no Sindicato dos Estivadores, de vários lideres sindicais pela Polícia Política da Guanabara. A Federação Nacional dos Marítimos, que decretou a greve ontem à noite, denunciou o desaparecimento de quatro estivadores, um líder sindical de Vitória e do Dr. Antônio Pereira Filho, líder dos bancários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Partido Comunista Brasileiro responsabilizou ontem os grupos radicais pela precipitação da crise política, tachando de imprudente a tática utilizada por líderes extremados. Acha o PCB que tal atitude conduzirá à união do centro contra a direita, neutralizando assim a ação dos setores mais moderados da esquerda, e que, no seu entender, levará à deposição do Presidente da República, com lastro na opinião pública." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governador Carlos Lacerda, embora tenha dito ao seu Secretariado que não acredita na crise nacional, montou um esquema de segurança para o Palácio Guanabara e para as ruas a êle adjacentes, com a qual pretende resistir contra qualquer intervenção federal no Estado da Guanabara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às três horas de hoje o Palácio Guanabara deu nota oficial informando que os fuzileiros para lá se dirigiram e chamava o povo para defender o Governador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cêrca de 500 homens da Polícia Militar, sob a ordem direta do Secretário de Segurança, General Salvador Mandim, são empregados na defesa do Palácio do Govêrno. Barricadas foram construídas com sacos de areia e os militares permanecem em regime de prontidão."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-193414861722630132?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/193414861722630132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/jornal-do-brasil-1-de-abril-de-1964.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/193414861722630132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/193414861722630132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/jornal-do-brasil-1-de-abril-de-1964.html' title='Jornal do Brasil, 1 de abril de 1964'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-2410296823036914680</id><published>2009-11-03T23:37:00.000-03:00</published><updated>2009-11-03T23:38:04.362-03:00</updated><title type='text'>O Golpe Militar de 1964 - (Jornais e Reportagens)</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;"O Presidente da República sente-se bem na ilegalidade. Está nela e ontem nos disse que vai continuar nela, em atitude de desafio à ordem constitucional, aos regulamentos militares e ao Código Penal Militar. Êle se considera acima da lei. Mas não está. Quanto mais se afunda na ilegalidade, menos forte fica a sua autoridade. Não há autoridade fora da lei. E, os apelos feitos ontem à coesão e à unidade dos sargentos e subordinados em favor daquele que, no dizer do próprio, sempre estêve ao lado dos sargentos, demonstra que a autoridade presidencial busca o amparo físico para suprir o carência de amparo legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não pode mais ter amparo legal quem no exercício da Presidência da República, violando o Código Penal Militar, comparece a uma reunião de sargentos para pronunciar discurso altamente demagógico e de incitamento à divisão das Forças Armadas. (...)"&lt;br /&gt;Jornal do Brasil, 31 de março de 1964&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-2410296823036914680?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/2410296823036914680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/o-golpe-militar-de-1964-jornais-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/2410296823036914680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/2410296823036914680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/o-golpe-militar-de-1964-jornais-e.html' title='O Golpe Militar de 1964 - (Jornais e Reportagens)'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-5875698554933130289</id><published>2009-11-03T23:29:00.001-03:00</published><updated>2009-11-03T23:31:16.013-03:00</updated><title type='text'>Contradições do Modelo de Desenvolvimento dos Anos 50</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Os desequilíbrios econômicos e sociais&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;O modelo de desenvolvimento brasileiro que se definiu durante a presidência de Juscelino não estava isento de contradições, que, aliás, tornaram-se claras na década de 1960. Desde o primeiro governo de Getúlio, o Estado assumiu a forma de empresário privilegiado, investindo diretamente na criação de unidades produtivas. O recurso financeiro para tais empreendimentos foi obtido através de uma política fiscal voltada para esse fim e também, sempre que necessário, através de emissões. Por isso, uma das conseqüências principais foi o recrudescimento da inflação, que levou à rápida perda do poder aquisitivo da moeda. Conseqüentemente, os detentores do capital foram impelidos aos investimentos, para evitar o seu desgaste.&lt;br /&gt;O estímulo ao investimento motivado pela inflação teve um efeito nefasto no corpo social, principalmente porque atingiu os assalariados. De certa maneira, é possível dizer que, através desse mecanismo, transferiram-se, indiretamente, os recursos dos assalariados para o setor empresarial. Em outros termos, os ricos ficaram cada dia mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Para piorar ainda mais a situação, os investimentos naturalmente resultaram no incremento da tecnologia. Com isso, restringiu-se a criação de novos empregos, atirando os excedentes populacionais em setores agrícolas, agropecuários, da indústria extrativa - que eram frágeis -, ou então ao comércio e ao setor de serviços, em que o subemprego tornou-se inevitável, dando origem a um “subproletariado marginal urbano”.&lt;br /&gt;Ao aprofundamento das diferenciações sociais correspondeu, no plano econômico, o agravamento das disparidades setoriais e regionais na produção. Em outras palavras, os investimentos não foram realizados de maneira generalizada e igual em todos os setores produtivos. Evidentemente, os investidores selecionaram as oportunidades que a eles se afiguravam como mais rentáveis. Em conseqüência, alguns setores - como o têxtil - permaneceram praticamente estagnados. Além do mais, os investimentos foram feitos de forma especulativa, provocando o "inchaço" de alguns setores, o que indicava alto grau de concentração de capitais. Foi o caso do setor da construção e a correspondente especulação imobiliária.&lt;br /&gt;O entrelaçamento dos desequilíbrios sociais e econômicos é bem ilustrativo das profundas contradições do modelo do desenvolvimento adotado na década de 1950.&lt;br /&gt;A inflação, como sabemos, tem um efeito corrosivo sobre os salários, diminuindo o seu poder aquisitivo. Se esse aspecto é a contrapartida da acumulação de capitais em mãos da burguesia, por outro lado, ao diminuir a capacidade aquisitiva do salário, a inflação tem como resultado a contração da demanda e, portanto, a restrição do mercado consumidor. A longo prazo, isso torna inviável o desenvolvimento industrial autônomo. Disso resulta a grande dificuldade enfrentada pelo governo de elevar o nível de vida da população, pois a elevação do salário, para neutralizar a elevação do custo de vida e combater a carestia, implica necessariamente a sua incorporação ao custo da produção, restabelecendo a tendência de alta dos preços. Assim se explica o círculo vicioso do governo Goulart, em que a corrida do salário e do preço apenas serviu para agravar o processo inflacionário, criando inquietações sociais difíceis de acalmar. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;As multinacionais &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Ao lado dos problemas internos gerados pelo modelo de industrialização, um outro se apresentou, e este com maior peso: a penetração e consolidação das empresas multinacionais. Desde Juscelino (Plano de Metas), a instalação de multinacionais no Brasil foi maciça. A partir de então, os setores fundamentais da indústria foram passando para o controle estrangeiro. Segundo Gabriel Cohn, o controle externo das indústrias automobilísticas, de cigarro e de eletricidade variou em torno de 80% a 90%. Nas indústrias farmacêutica e mecânica, a proporção foi de 70%.&lt;br /&gt;O resultado principal dessa nova conjuntura foi a minimização da importância da burguesia nacional, que passou para o plano secundário, muitas vezes como sócio menor das grandes corporações internacionais. Isso significa que os postos de comando de tais indústrias estavam em mãos de indivíduos diretamente designados pela direção da matriz estrangeira, ou seja, os centros de decisões se encontravam fora do país. Essa situação levou ao inevitável agravamento do desequilíbrio no Balanço de Pagamentos: a remessa de lucros para o exterior, além dos pagamentos pelo uso de marcas e patentes (royalties) e da importação de maquinaria, superou rapidamente o capital que as multinacionais inicialmente investiram.&lt;br /&gt;Naturalmente, as contradições engendradas pelo modelo de desenvolvimento da industrialização adotado na década de 1950 expressaram-se através do aguçamento das lutas sociais e políticas. A presença do capitalismo internacional e o seu papel cada vez mais decisivo no controle de nossa economia tiveram, por seu turno, uma importância certamente não desprezível no desfecho da luta. O movimento militar de 1964 teve aí suas raízes e as suas razões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-5875698554933130289?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/5875698554933130289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/contradicoes-do-modelo-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5875698554933130289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5875698554933130289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/contradicoes-do-modelo-de.html' title='Contradições do Modelo de Desenvolvimento dos Anos 50'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-3768155240635593686</id><published>2009-11-03T23:26:00.001-03:00</published><updated>2009-11-03T23:29:37.989-03:00</updated><title type='text'>Definindo o Caminho</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Presença norte-americana&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;No início da década de 1950, embora as opções fossem claras, a definição em torno da industrialização via capital estrangeiro ou estatal ainda não era evidente. Mas a presença norte-americana já era visível em nossa economia.&lt;br /&gt;Em 1951 a Comissão Mista Brasil-Estados Unidos reuniu-se para elaborar um grandioso projeto no setor energético e viário, em que uma considerável soma de capital norte-americano seria aplicada: cerca de 400 milhões de dólares. Em oposição a essa abertura ao capital estrangeiro, surgiu um maciço movimento de nacionalização do petróleo, sob o lema “O petróleo é nosso”. Em 1953, finalmente, o Congresso, pressionado pela força que o movimento atingira, aprovou a lei que instituiu o monopólio estatal da exploração e do refinamento do petróleo.&lt;br /&gt;Obviamente, o triunfo da iniciativa de um setor nacionalista, formado a partir da coligação de intelectuais, militares, estudantes, políticos e lideres operários, não poderia ser bem recebido pelos Estados Unidos, que, por esse tempo, atingiam o ponto culminante da guerra fria, com intensas repercussões internas. Para o presidente Eisenhower, tal atitude por parte do Brasil não era mais do que o resultado de manobras de "inspiração comunista". Por isso passou a pressionar o governo de Getúlio, através do corte unilateral da ajuda econômica, reduzindo drasticamente o programa de empréstimo.&lt;br /&gt;A partir de 1953, com o fim da Guerra da Coréia (1950-1953), teve início uma conjuntura extremamente desfavorável ao Brasil, devido à queda dos preços dos produtos primários no mercado internacional, motivada pelas manipulações dos Estados Unidos. A dificuldade de obter divisas com as exportações provocou uma crise financeira, de modo que o recurso de tomar empréstimos no exterior se tornou inevitável. A vinculação do Brasil ao capital internacional, particularmente ao norte-americano, começou então a delinear-se com clareza. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;O segundo governo de Vargas (1951-1954)&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;O suicídio de Getúlio Vargas, em agosto de 1954, representou a vitória dos partidários do desenvolvimento dependente do capital estrangeiro. Contudo, seria um exagero atribuir o suicídio de Vargas apenas a essa questão e, sobretudo, emprestar a ele, postumamente, a imagem de um nacionalista intransigente. Contrariamente ao que se pode supor, o comportamento político de Getúlio em relação ao capital estrangeiro - ao imperialismo, em suma - era bastante flexível, e em nenhum momento se descartou por completo sua participação na economia brasileira. Getúlio só não concordava com o alinhamento completo do Brasil aos Estados Unidos, como estes pareciam desejar. Na verdade, recusava-se a atuar como peça subordinada ao capital estrangeiro. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;O "desenvolvimentismo" juscelinista&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A ascensão de Juscelino Kubitschek, em 1956, marcou o início do processo de industrialização inteiramente ajustado aos interesses do capital internacional. Apesar da composição das forças políticas que serviram de base para sua eleição, o governo juscelinista definiu com clareza o rumo da industrialização ao implantar o modelo desenvolvimentista, estreitamente associado ao capital estrangeiro. Parece estranho que isso possa ter ocorrido com um governo aparentemente herdeiro do getulismo, pois é preciso notar que João Goulart era seu vice-presidente e que sua candidatura triunfou através da velha coligação PSD-PTB.&lt;br /&gt;Todavia, seria precipitado atribuir essa "guinada em favor do capital estrangeiro" a uma política deliberada de Kubitschek. Na realidade, sua posição diante do capital estrangeiro, tanto quanto a de Getúlio, era ambígua, e sua ambigüidade refletia a própria indecisão da formação capitalista no Brasil. De fato, a burguesia industrial brasileira sentia-se incapaz de conduzir o processo de industrialização em posição hegemônica, prensada como estava entre a participação do Estado e a do capital estrangeiro, representado pelas multinacionais. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;A formação do modelo&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A execução do Plano de Metas de Juscelino foi, nesse sentido, a grande responsável pela definitiva configuração do modelo de desenvolvimento industrial que o Brasil finalmente adotaria. Efetivamente, com esse ambicioso plano, a penetração do capital estrangeiro ocorreu de forma maciça, ocupando os ramos da indústria pesada: indústria automobilística e de caminhões, de material elétrico e eletrônico, de eletrodomésticos, de produtos químicos e farmacêuticos, de matéria plástica. Iniciou se aí a organização das multinacionais, que, monopolizando aquele que viria a ser o setor mais dinâmico da economia, estavam destinadas a exercer inegável influência na redefinição da orientação econômica e, também, política do Brasil.&lt;br /&gt;Segundo ainda o Plano de Metas, o capital estatal ficou encarregado de viabilizar o programa da infra-estrutura destinado a sustentar o modelo, através da construção de rodovias e da "ampliação do potencial de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica". &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Significado econômico de 1964&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Esse modelo de desenvolvimento econômico, que ganhou forma com Juscelino, seria retomado a partir de 1964, fazendo do movimento militar que derrubou João Goulart o seu herdeiro direto. Com o regime instalado em 1964, o modelo foi levado às suas últimas conseqüências. Houve, porém, uma considerável diferença entre os períodos de 1955 a 1965, aproximadamente, e de 1965 em diante. No primeiro período, apesar da maciça presença do capital estrangeiro, procurou-se através dele dirigir toda a força econômica para a dinamização do mercado interno. De 1965 em diante, a nova estratégia, com base na mesma força econômica, passou a orientá-la, entretanto, para o mercado mundial.&lt;br /&gt;Nesse sentido, o movimento militar de 1964 e o regime implantado a partir daí podem ser vistos como resultado, entre outras coisas, da luta entre aqueles que procuravam enquadrar as multinacionais às perspectivas da economia brasileira e aqueles que, inversamente, desejavam o enquadramento da economia brasileira à perspectiva econômica das multinacionais. O desfecho da luta, em 1964, foi a vitória da última tendência. Para Paul Singer, o movimento militar de 1964 "coincide com uma redivisão internacional do trabalho, que as multinacionais estão levando a cabo em todo mundo capitalista, e que consiste precisamente em transferir a países semi-industrializados, como o Brasil, determinadas linhas de produção industrial. A crescente exportação de bens industrializados pelas multinacionais instaladas no Brasil aumenta a importância destas empresas no cenário econômico nacional, pois delas passa a depender cada vez mais a Balança de Pagamentos. Sendo estes bens adquiridos por subsidiárias nos países importadores das mesmas multinacionais que os exportam - como da Ford do Brasil, que fornece motores à sua matriz americana -, sua presença no Brasil passa a se justificar não apenas por trazerem recursos de capital e know-how técnico, mas também por assegurarem mercado para uma parcela crescente de nossas exportações".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-3768155240635593686?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/3768155240635593686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/definindo-o-caminho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/3768155240635593686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/3768155240635593686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/definindo-o-caminho.html' title='Definindo o Caminho'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-6365768200149566693</id><published>2009-11-03T23:25:00.000-03:00</published><updated>2009-11-03T23:26:17.838-03:00</updated><title type='text'>Em Busca do Modelo de Industrialização</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff33;"&gt;Características industriais de 1950 &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Nos inícios dos anos 50, a indústria brasileira apresentava dois aspectos salientes: de um lado, empreendimentos centrados na produção de bens perecíveis e semiduráveis, destacando-se particularmente as indústrias têxtil, alimentar, gráfica, editorial, de vestuário, fumo, couro e peles; de outro, empresas inteiramente nacionais, normalmente gerenciadas pelo núcleo familiar proprietário. Quanto a estas últimas - segundo o economista Paul Singer –, embora algumas "tivessem dado mostras da apreciável capacidade de expansão via auto-acumulação, chegando a se constituir alguns ‘impérios industriais’ (como os de Francisco Matarazzo e Ermírio de Moraes), estava claro que nenhuma tinha possibilidade de mobilizar os recursos necessários para efetivamente iniciar a indústria pesada no país".&lt;br /&gt;Efetivamente, a industrialização em 1950 não estava ainda completa, pois, segundo o mesmo autor, a produção de bens perecíveis e semiduráveis de consumo não conduziu a indústria além dos limites da demanda por esse tipo de produto. Para compreender melhor o passo seguinte na industrialização, vejamos quais as partes essenciais de um sistema industrial completo. Segundo os economistas, as indústrias estão articuladas da seguinte maneira: indústria de consumo, que se caracteriza pela produção de bens e serviços destinados à direta satisfação dos consumidores (alimentos, roupas, diversões, sapatos, fumo, couro); indústria de bens intermediários, que produz bens que necessitam de transformações finais para se converterem em produtos aptos ao consumo (gusa para diversas indústrias, trigo para o padeiro, etc.); e, finalmente, a indústria de bens de capital, que não se destina à produção de bens imediatamente consumíveis, sendo organizada para dar eficiência ao trabalho humano, tornando-o mais produtivo (máquinas, estradas, portos, etc.).&lt;br /&gt;Pois bem, no Brasil havia quase que exclusivamente a indústria de consumo, ou leve, que se dedicava à produção de "bens perecíveis e semiduráveis”. Desse modo, a implantação definitiva do sistema industrial dependia do encontro de soluções para a implantação da indústria pesada, produtora de bens duráveis de consumo, bens intermediários e bens de capital.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-6365768200149566693?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/6365768200149566693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/em-busca-do-modelo-de-industrializacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/6365768200149566693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/6365768200149566693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/em-busca-do-modelo-de-industrializacao.html' title='Em Busca do Modelo de Industrialização'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-2104641931423088639</id><published>2009-11-03T23:24:00.000-03:00</published><updated>2009-11-03T23:25:04.067-03:00</updated><title type='text'>O Desenvolvimento Econômico do Brasil durante o período do populismo</title><content type='html'>O processo de industrialização do Brasil remonta aos últimos decênios do século XIX. O seu ponto de partida situa-se por volta da década de 80 do século passado, motivado essencialmente pela crise e abolição do trabalho escravo. Formou-se, com o trabalho livre assalariado, um mercado passivo que era preciso abastecer.&lt;br /&gt;A segunda fase da "luta pela industrialização" situa-se no período da Primeira Guerra, quando as potências capitalistas, momentaneamente, sustaram o fornecimento de manufaturas, deixando um espaço vazio que deu origem ao processo de "substituição das importações”. Mas, tão logo os conflitos terminaram, as potências industriais retomaram sua vida econômica, na ânsia de preencher os campos vazios que haviam deixado.&lt;br /&gt;Ora, em 1929, sobreveio a grave crise do sistema capitalista, que, de certa forma, relaciona-se à terceira fase, iniciada em 1930, com a revolução. Nessa fase, a industrialização ganhou corpo e se firmou. Em primeiro lugar, pela falência do federalismo da República Velha e pela implantação de um Estado fortemente centralizado, culminando na instituição da ditadura de Vargas (Estado Novo). Em virtude disso, formou-se um mercado verdadeiramente nacional para a indústria, em razão da quebra de barreiras entre as distintas unidades da federação, que facilitou a livre circulação de mercadorias, levando à fusão dos mercados isolados e locais. Além do mais, a construção de portos, ferrovias e rodovias, nesse período, integrou fisicamente as regiões dispersas. Porém e preciso acentuar que a industrialização assim empreendida não se difundiu igualmente por todo o Brasil. Ao contrário, concentrou-se em São Paulo, que se tornou o estado mais industrializado. Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, a hegemonia industrial de São Paulo era um fato consumado.&lt;br /&gt;Da Segunda Guerra até 1950, temos a quarta fase do processo de industrialização, induzido em grande parte pelos acontecimentos mundiais, marcando o final do "estilo de industrialização" que se havia inaugurado na década de 1930.&lt;br /&gt;Na década de 1950 iniciou-se uma nova forma de industrialização, que se prolongou até a época atual. Segundo o sociólogo Gabriel Cohn, “a década de 1950 marca um ponto de inflexão no processo de industrialização”. E a razão apontada pelo mesmo autor é a seguinte: naquela década encerrou-se a etapa de ocupação do mercado "passivo", preexistente e disponível em virtude da "contradição da oferta de produtos importados". Dessa forma, o processo de industrialização chegou a um ponto crucial, pois o seu prosseguimento já não era mais possível com a ocupação episódica do mercado, que por uma ou outra razão havia sido momentaneamente abandonado pelas potências industriais dominantes. De fato, a continuidade da industrialização passou a depender daquele momento em diante da criação de um mercado dotado de dinamismo próprio e, portanto, autônomo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É essa última etapa, iniciada em 1950, que nos interessa de perto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-2104641931423088639?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/2104641931423088639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/o-desenvolvimento-economico-do-brasil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/2104641931423088639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/2104641931423088639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/o-desenvolvimento-economico-do-brasil.html' title='O Desenvolvimento Econômico do Brasil durante o período do populismo'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-3810497519037524535</id><published>2009-11-03T23:19:00.003-03:00</published><updated>2009-11-03T23:33:14.234-03:00</updated><title type='text'>Características do Populismo à brasileira</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Origens &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;O período da história republicana do Brasil que vai da queda do Estado Novo (1945) ao movimento militar de 1964 é caracterizado como populismo. O populismo, entretanto, não foi um fenômeno político exclusivamente brasileiro, mas latino-americano, que floresceu no período pós-guerra. O termo populismo foi tomado de empréstimo à história política da Europa e serviu para designar, no século XIX, um movimento revolucionário russo conhecido como narodniki.&lt;br /&gt;No Brasil, todavia, aquilo que se convencionou chamar de populismo não data propriamente do novo período que se abriu em 1945 e se encerrou em 1964. Ele mergulha suas raízes na revolução de 1930, configurando-se como produto do cruzamento entre o processo da crise política e o desenvolvimento econômico que então principiava. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Ambigüidade&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Como produto de forças transformadoras e contraditórias, o populismo trazia a marca de suas origens: é essencialmente uma configuração política ambígua. Segundo o sociólogo Francisco Weffort, o populismo e, como "estilo de governo", sempre sensível às pressões populares; simultaneamente, como "política de massa", procura conduzir e manipular suas aspirações.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo em que foi expressão da crise da forma oligárquica de governo, típica da República Velha, representou também a democratização do Estado, embora apoiado no autoritarismo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Conclusões&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;O populismo foi, enfim, a expressão política do deslocamento do pólo dinâmico da economia - do setor agrário para o urbano -, através do processo de desenvolvimento industrial, em grande parte impulsionado pela revolução de 1930.&lt;br /&gt;No plano social, tais transformações econômicas implicaram a emergência das classes populares urbanas, cujos anseios foram sistematicamente ignorados e reprimidos na República Oligárquica. Chama-se de populismo, nesse contexto, à forma de manifestação das insatisfações da massa popular urbana e, ao mesmo tempo, o seu reconhecimento e sua manipulação pelo Estado. Do ponto de vista da camada dirigente, o populismo é, por sua vez, a forma assumida pelo Estado para dar conta dos anseios populares e, simultaneamente, elaborar mecanismos para o seu controle.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-3810497519037524535?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/3810497519037524535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/caracteristicas-do-populismo-brasileira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/3810497519037524535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/3810497519037524535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/caracteristicas-do-populismo-brasileira.html' title='Características do Populismo à brasileira'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-6409869031020175667</id><published>2009-11-03T23:17:00.000-03:00</published><updated>2009-11-03T23:19:06.050-03:00</updated><title type='text'>República Populista</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;João Goulart (1961-1964)&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Continuação da crise&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Com a renúncia de Jânio, a presidência deveria ser assumida por João Goulart. Durante toda a sua vida política, Jango - como era popularmente conhecido - estivera ligado às forças getulistas e parecia ser o principal herdeiro de Vargas. Fora ministro do Trabalho no governo de Getúlio, vice-presidente de Juscelino e novamente reeleito vice de Jânio. Todavia, sua atuação política era identificada pelas forças conservadoras como notoriamente comunista; na União Soviética seu nome era citado com simpatia pelos jornais. Para fortalecer ainda mais essas opiniões, quando Jânio renunciou, Jango encon&amp;shy;trava-se em visita à China comunista, onde declarara, dirigindo-se ao líder do PC chinês, Mao Tsetung: "Congratulo-me com Vossa Excelência pelos triunfos obtidos pelo povo e pelo governo da República chinesa em sua luta heróica pelo progresso e pela elevação do padrão de vida do povo”. Evidentemente, tratava-se de uma deferência e de simples formalidade, pois declarações elogiosas ele fizera em outras ocasiões e em países absolutamente anticomunistas. No entanto, a saudação protocolar de Jango foi utilizada pelos conservadores como "prova" de que ele era comunista. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O agravamento da crise&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Devido à ausência de Jango, a presidência foi assumida por Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara dos Deputados. Porém, efetivamente, o poder estava nas mãos dos três ministros militares - general Odílio Denys (ministro da Guerra), brigadeiro Moss (ministro da Aeronáutica) e almirante Sílvio Heck (ministro da Marinha) -, que imediatamente declararam estado de sítio para evitar qualquer manifestação pública. Ao mesmo tempo, passaram a controlar a imprensa e o rádio, intervieram nos sindicatos e prenderam seus opositores, incluindo deputados e até o general Lott - este último acusado de "subversivo" pelo ministra da Guerra.&lt;br /&gt;Toda essa movimentação tinha uma finalidade: impedir a posse de Jango.&lt;br /&gt;Entretanto, uma clara cisão militar surgiu no Rio Grande do Sul, onde o comandante do III Exército, general Machado Lopes, se declarou favorável ao cumprimento da Constituição, isto é, dar posse a Jango. Naturalmente, a atitude do general foi hostilizada de imediato pelo general Denys e por Lacerda, que lideravam a UDN no movimento antijanguista.&lt;br /&gt;A prisão do general Machado Lopes foi cogitada. Mas como fazê-lo, se o Rio Grande do Sul era governado por Leonel Brizola, que entre outras coisas era cunhado de João Goulart? Brizola, aliás, deu ordens de defender a Constituição e preparar o Rio Grande do Sul contra tentativas de invasão. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O encaminhamento da solução&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Enquanto as divergências se radicalizavam de parte a parte, na iminência de uma guerra civil, os Estados Unidos, temendo que o exemplo cubano se repetisse no Brasil, alteraram sua tática antijanguista e passaram a pressionar o general Denys e seus aliados para uma solução de compromisso. Aliás, ao que parece, mesmo João Goulart não estava interessado em liderar a revolta armada que os gaúchos julgavam próxima. A razão era bem simples: Jango era um fazendeiro m' milionário, em cujas terras criava-se um dos melhores gados do Brasil; por isso, não lhe interessava uma revolução que alterasse o regime de propriedade ou simplesmente desorganizasse a economia nacional. Tanto assim que, conciliatoriamente, aceitou as condições que lhe impuseram para assumir o poder.&lt;br /&gt;A solução de compromisso foi iniciativa do deputado federal Plínio Salgado - ex-chefe integralista -, que apresentou ao Congresso uma emenda constitucional estabelecendo o regime parlamentarista no Brasil. Desse modo, João Goulart seria chefe de Estado, mas com poderes limitados. A emenda foi aprovada pelo Congresso "sob pressão m' militar", declarou Kubitschek, ex-presidente e naquele momento senador da República. Assim, a 7 de setembro de 1961, João Goulart prestou juramento como o novo presidente da República.&lt;br /&gt;A intensa hostilidade de que se cercou a posse de Jango já denunciava o grande desgaste do "populismo”. Durante o governo de João Goulart, esse desgaste atingiu o seu auge: em 1964, através de um movimento militar, o presidente foi deposto, encerrando-se a era do populismo. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-6409869031020175667?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/6409869031020175667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/republica-populista_6811.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/6409869031020175667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/6409869031020175667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/republica-populista_6811.html' title='República Populista'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-219193018769679623</id><published>2009-11-03T23:15:00.000-03:00</published><updated>2009-11-03T23:17:06.880-03:00</updated><title type='text'>República Populista</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Jânio da Silva Quadros (31/1/1961-25/8/1961) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Jânio, o "antipolítico"&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Segundo o historiador norte-americano Thomas Skidmore, um conhecido “brazlianist”, Jânio era um "corpo estanho por excelência" no cenário político da época. Ainda segundo o mesmo autor, Jânio "apresentava-se como um candidato dinâmico de grande presença, que estimulava o público levando-o a confiar nele. Oferecia, assim, ao cidadão comum do eleitorado urbano a presença de uma transformação radical através da força redentora de uma única personalidade líder". Juntamente com Getúlio, Jânio foi um dos maiores lideres carismáticos do Brasil. Embora de início não estivesse totalmente identificado com o getulismo, posteriormente, após sua renúncia, repetiria, com freqüência, que de Getúlio tiraram a vida, mas não os ideais, ao passo que dele haviam tirado o ideal, e não a vida, estabelecendo assim uma significativa analogia. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O "estilo" de Jânio&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Todavia, apesar da "excentricidade" aparente, Jânio era um político bastante conservador e autoritário. Desde o início, procurou controlar os sindicatos, não hesitou em reprimir os protestos camponeses do nordeste, mandou prender estudantes rebeldes, adotou uma política de austeridade e acreditou poder corrigir os vícios da administração pública reprimindo a corrupção. Apesar de sua estreita concepção política no plano interno, Jânio curiosamente declarou-se favorável a uma política externa independente, colocando-a em prática. Reatou as relações diplomáticas e comerciais com o bloco comunista, o que desagradou profundamente ao governo norte-americano.&lt;br /&gt;Entretanto, os problemas que Jânio tinha a resolver eram muitos e difíceis. Em primeiro lugar, a pesada herança das contas legadas por Juscelino, referentes à construção de Brasília. De outro lado, não se mostrava capaz de superar a crise financeira, pois a sua política de austeridade era constituída de medidas impopulares, como congelamento dos salários, restrição ao crédito, corte de subsídios federais, desvalorização do cruzeiro. Com isso, as inquietações empresariais e operárias não tardaram a aparecer.&lt;br /&gt;À falta de solução para os problemas internos acrescentaram-se os externos: "em agosto de 1961", narra um jornalista norte-americano, "Quadros manda ao Congresso seu projeto sobre lucros, que determina um novo imposto sobre todos os lucros, nacionais ou estrangeiros, de 30% - com uma condição importante: os lucros reinvestidos nas indústrias que beneficiavam o serviço público, ou a criação de novas indústrias, especialmente no Nordeste, seriam taxados em apenas 10%. Como já existe uma taxa de 20% sobre todos os lucros exportados, nossas companhias que mandam seus lucros para os Estados Unidos, ou as companhias locais que investem seus lucros no exterior, sofrem, portanto, uma taxa de 50%, ainda inferior às taxas nos Estados Unidos". Em suma, Jânio queria, através de medidas tributárias, bloquear, em parte, a acumulação de capitais e a remessa de lucros, ferindo os interesses do imperialismo e da classe dominante no Brasil. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A renúncia&lt;/span&gt;  &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Isso foi suficiente para que uma tempestade desabasse sobre o governo de Jânio, na forma de sistemática campanha da oposição por intermédio da imprensa. O pretexto para intensificar essa campanha foi dado pelo próprio presidente, ao agraciar Ernesto "Che" Guevara, que retornando da primeira conferência de Punta del Este (Uruguai) passara pelo Brasil. Ora, Guevara, ao lado de Fidel Castro, era a figura mais conhecida da revolução cubana de 1959, e nesse período Cuba já havia tomado, decididamente, o caminho do socialismo. Bastou esse novo gesto de Quadros - insignificante em si, pois a condecoração era mero protocolo - para que a oposição buscasse identificar o governo de Jânio com o comunismo. O ponto culminante da campanha antijanista foi a denúncia de Carlos Lacerda, então governador do estado da Guanabara, através de uma rede nacional de televisão, acusando-o de estar tramando para o Brasil um regime análogo ao de Cuba. No dia seguinte (2 5 de agosto de 1961), segundo algumas versões, o general Cordeiro de Farias, comandante-chefe do Exército, teria exigido que Jânio mudasse sua política externa, ao que ele teria replicado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor está preso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o senhor está deposto! - teria respondido Cordeiro de Farias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a versão que se popularizou, diante das oposições acirradas, Jânio, irritado, teria simplesmente renunciado, com esperanças de ser recolocado no poder pelo povo, a fim de estabelecer, talvez, um governo forte, centrado na sua autoridade pessoal. Na carta renúncia (25 de agosto de 1961), Jânio acusou as "forças terríveis que se levantaram contra mim", levando ao fracasso seu plano de governo. Essas "forças ocultas", ele jamais chegou a nomear com total clareza. Seguramente, referia-se aos representantes do imperialismo norte-americano: John Moors Cabot (ex-embaixador), Adolf Berle e o secretário do Tesouro americano, Douglas Dillon, além de Herbert Dittman, embaixador da Alemanha Ocidental. Internamente, tratava se das forças antipopulistas aglutinadas na UDN, notadamente Carlos Lacerda.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-219193018769679623?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/219193018769679623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/republica-populista_2514.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/219193018769679623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/219193018769679623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/republica-populista_2514.html' title='República Populista'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-7625736972852979411</id><published>2009-11-03T23:12:00.002-03:00</published><updated>2009-11-03T23:14:56.842-03:00</updated><title type='text'>República Populista</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Juscelino Kubitschek (1956-1961) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Plano de Metas: o desenvolvimentismo &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;O governo Juscelino Kubitschek foi marcado por transformações de grande alcance, sobretudo na área econômica. Enfatizando o "desenvolvimento econômico industrial", estabeleceu, através do Plano de Metas, 31 metas, entre as quais energia, transporte, alimentação, indústria de base, educação e construção da nova capital, considerada “a 44 síntese de todas as metas”.&lt;br /&gt;Essa "política desenvolvimentista" do governo Kubitschek baseava-se na utilização do Estado como instrumento coordenador do desenvolvimento, estimulando o empresariado nacional, e também criando um clima favorável à entrada do capital estrangeiro, quer na forma de empréstimos, quer na forma de investimento direto. Assim, em 1959, o governo criou a Sudene (Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste), para auxiliar o nordeste e integrá-lo economicamente ao mercado nacional. Talvez a mais significativa das medidas tenha sido a criação do Grupo de Estudos da Indústria Automobilística (GEIA), constituindo aquilo que seria, no futuro, o carro-chefe da industrialização brasileira, apesar de todas as distorções econômicas verificadas posteriormente.&lt;br /&gt;Esse ambicioso programa de desenvolvimento econômico levou Juscelino a repensar o sistema americano, resultando na criação da Operação Pan Americana (OPA), que redefiniu as relações da América Latina com os Estados Unidos. Através dessa iniciativa, Juscelino procurou transformar a solidariedade pan-americana numa aliança entre os países, visando a superação do subdesenvolvimento. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;As transformações&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Sem dúvida, o esforço juscelinista acarretou a alteração da fisionomia econômica do país. A euforia desenvolvimentista não era, de fato, carente de fundamento. As indústrias se desenvolveram sensivelmente e a economia se diversificou. Todavia, com o modelo de desenvolvimento econômico concebido e executado, outros problemas apareceram. A abertura para o capital estrangeiro, que se tornou a principal alavanca do desenvolvimento industrial, começou a pressionar a economia, provocando a inflação. Apesar da criação da Sudene, o esforço para anular as disparidades econômico-regionais não teve saldo positivo. Ao contrário, o centro-sul desenvolveu-se aceleradamente, agravando ainda mais aquelas disparidades. Com isso, a transferência da mão-de-obra das áreas tradicionais para o centro-sul, isto é, do campo para a cidade, modificou a composição social dos grandes centros urbanos, aumentando a pobreza. Novos desequilíbrios se anunciavam, desdobrando-se nos anos seguintes em graves crises que culminariam com o movimento militar de 1964. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O imperialismo&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Uma das dimensões, talvez a mais importante, do estilo desenvolvimentista do período de Juscelino foi o pleno enquadramento do Brasil nas novas exigências do capitalismo internacional, que tinha os Estados Unidos como centro hegemônico. De fato, o Brasil ajustou-se nesse período à linha mestra do capitalismo de organização - o capitalismo das multinacionais -, que modificou o caráter da dominação imperialista. Em vez da exportação de capitais - fórmula típica do capitalismo monopolista que surgiu nos anos 70 do século passado -, a ação do capitalismo avançado se deu pela implantação direta de indústrias, de unidades produtivas. Com isso, iniciava-se a internacionalização do mercado brasileiro, aprofundando a dependência econômica do país. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;As eleições presidenciais de 1960  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Nas eleições de 1960 concorreram Jânio da Silva Quadros, apoiado pela UDN, e Henrique Lott, através da coligação PTB, PSD e PSB. A emergência de Jânio Quadros e o amplo apoio popular com que contou ofereceram aos setores da oposição, agrupados na UDN, a mais excelente perspectiva para quebrar a hegemonia PSD-PTB, herdeira do getulismo. A vitória janista foi verdadeiramente impressionante, com uma diferença de mais de 1 milhão de votos (5 636 623 contra 3 846 825).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-7625736972852979411?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/7625736972852979411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/republica-populista_9642.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/7625736972852979411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/7625736972852979411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/republica-populista_9642.html' title='República Populista'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-6875917050593694590</id><published>2009-11-03T23:09:00.002-03:00</published><updated>2009-11-03T23:12:20.099-03:00</updated><title type='text'>República Populista</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Getúlio Vargas (1951-1954)&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O nacionalismo &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;O novo governo de Vargas realizou-se no momento em que os países capitalistas se reorganizavam, tendo como centro os Estados Unidos. Desse modo, o processo de industrialização, que havia sido facilitado pela Segunda Guerra, foi anulado, pois o imperialismo retomou seu vigor e a reconquista do mercado brasileiro foi empreendida. Todavia, a política econômica de Vargas era marcadamente nacionalista, chocando-se por isso com os interesses imperialistas, sobretudo os norte-americanos. A mais significativa decisão de Vargas no período foi a nacionalização do petróleo, com a criação da Petrobrás, através da lei 2 004 de 3 de outubro de 1953, que estabeleceu o monopólio estatal do petróleo. Naturalmente, o nacionalismo de Vargas não agradava aos capitalistas norte-americanos, e o presidente dos Estados Unidos, Eisenhower, cancelou unilateralmente o acordo de desenvolvimento entre o Brasil e os Estados Unidos, entregando apenas 180 milhões de dólares dos quase 400 milhões prometidos anteriormente. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O reforço do sindicalismo&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Paralelamente à política econômica nacionalista, Getúlio concedeu especial atenção ao movimento trabalhista, procurando apoiar-se na grande massa popular para sustentar o seu programa econômico. As oposições cresceram com a nomeação de João Goulart como ministro do Trabalho, em princípios de 1953. O novo ministro reorganizou os sindicatos de modo a dar ao governo maiores condições de manipular a massa operária. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;As oposições &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Como era de esperar, Vargas teve de enfrentar a oposição dos conservadores, cada vez mais violenta com a participação de Carlos Lacerda, proprietário do jornal Tribuna da Imprensa. Na campanha antigetulista, Lacerda não hesitou em explorar mesquinhamente a vida privada do presidente e dos seus assessores. Além disso, procurou identificar o novo governo de Getúlio com o retorno ao Estado Novo. De outro lado, as pressões norte-americanas, sobretudo das empresas petrolíferas, criavam dificuldades cada vez maiores para Vargas. A luta chegou ao auge em meados de 1954, quando o jornalista Carlos Lacerda sofreu um atentado. Embora Lacerda tenha escapado, o atentado resultou na morte de um oficial da Aeronáutica, major Rubens Vaz. O envolvimento de pessoas que compunham a segurança pessoal de Vargas fez com que o Exército se colocasse contra o presidente, exigindo a sua renúncia. Na manhã de 24 de agosto de 1954, depois de escrever uma carta-testamento, Getúlio se suicidou. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;De Getúlio a Juscelino&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nos dezesseis meses que se seguiram ao suicídio de Vargas três presidentes se sucederam: o vice-presidente Café Filho, que assumiu o poder mas, por motivos de saúde, imediatamente deixou o cargo; o presidente da Câmara dos Deputados, Carlos Luz, que pouco depois foi interditado pelo Congresso Nacional (11 de novembro de 1955); e finalmente Nereu Ramos, vice-presidente do Senado, que se manteve na presidência até 31 de janeiro de 1956.&lt;br /&gt;Nas eleições presidenciais de 1956 foi eleito, novamente pelas forças getulistas, Juscelino Kubitschek de Oliveira, apoiado pelo PSD e pelo PTB. Derrotadas, as forças antigetulistas - notadamente a UDN - reagiram à ascensão de Juscelino e tentaram impedir a sua posse, que foi garantida pelo "golpe preventivo" do general Henrique Teixeira Lott, então ministro da Guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-6875917050593694590?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/6875917050593694590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/republica-populista_531.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/6875917050593694590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/6875917050593694590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/republica-populista_531.html' title='República Populista'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-3229549930217593335</id><published>2009-11-03T23:06:00.001-03:00</published><updated>2009-11-03T23:08:49.105-03:00</updated><title type='text'>República Populista</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Eurico Gaspar Dutra (1946-1951)&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A Constituição de 1946&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Durante a sua presidência foi eleita a Assembléia Constituinte que, em 18 de setembro de 1946, deu origem à quarta Constituição republicana, a quinta do Brasil. Embora tenha mantido a federação e o presidencialismo, a nova. Constituição, como a de 1934, fugiu bastante às linhas doutrinárias de 1891.&lt;br /&gt;Para controlar o Executivo, determinou o comparecimento compulsório dos ministros ao Congresso, quando convocados, para informações e interpelações, tornando-os responsáveis pelos atos que referendassem; previu, ainda, a formação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI’s), segundo o modelo norte-americano.&lt;br /&gt;Além disso, a nomeação dos ministros não acarretaria a perda dos mandatos legislativos que exercessem, e o período presidencial duraria cinco anos.&lt;br /&gt;Cumpre acrescentar que os direitos trabalhistas do período getulista foram incorporados ao texto constitucional. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Reflexos da guerra fria  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;No plano internacional a presidência de Dutra inseriu-se nos quadros da guerra fria, caracterizada a partir de 1947 com a Doutrina Truman. Integrado como estava na área de influência norte-americana, o Brasil definiu-se no plano da política externa como aliado da grande potência do Norte. O ingresso oficial do Brasil no cenário da guerra fria aconteceu com o tratado de assistência mútua, em setembro de 1947, entre Brasil e Estados Unidos. Além disso, na IX Conferência Interamericana, realizada em Bogotá, o Brasil associou-se ao sistema de segurança do hemisfério ocidental atlântico.&lt;br /&gt;Segundo a nova norma das relações internacionais que o Brasil assumiu, Dutra coerentemente rompeu relações diplomáticas com a União Soviética, ao mesmo tempo em que o Partido Comunista do Brasil, chefiado por Luís Carlos Prestes, foi declarado ilegal.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A sucessão presidencial&lt;/span&gt;  &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Na disputa pela sucessão de Dutra concorreram quatro candidatos: novamente Eduardo Gomes (UDN), João Mangabeira pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), Cristiano Machado (PSD) e Getúlio Vargas, apoiado pelo PTB, pelo PSP (Partido Social Progressista) e pela facção dissidente do próprio PSD. Venceu Getúlio Vargas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-3229549930217593335?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/3229549930217593335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/republica-populista_03.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/3229549930217593335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/3229549930217593335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/republica-populista_03.html' title='República Populista'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-1086249855011008234</id><published>2009-11-03T23:04:00.001-03:00</published><updated>2009-11-03T23:06:11.170-03:00</updated><title type='text'>República Populista</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;José Linhares (29/10/1945-31/1/1946)&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;As eleições de 2 de dezembro&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;Com a queda de Getúlio Vargas, a presidência passou a ser ocupada por José Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal. No período em que ficou no poder foram realizadas as eleições presidenciais. Concorreram Eurico Gaspar Dutra, apoiado pela coligação PSD-PTB, Eduardo Gomes (UDN), Yedo Fiúza (PCB) e ainda Rolim Teles (Partido Agrário). Saiu vitoriosa a candidatura do general Dutra, por ampla maioria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-1086249855011008234?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/1086249855011008234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/republica-populista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/1086249855011008234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/1086249855011008234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/republica-populista.html' title='República Populista'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-6382624869024045164</id><published>2009-11-03T23:00:00.000-03:00</published><updated>2009-11-03T23:02:30.482-03:00</updated><title type='text'>A Redemocratização de 1946 (Estado Novo)</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;As duas fases da redemocratização &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;O processo de redemocratização comportou pelo menos duas etapas distintas: a primeira vai de outubro de 1943, data do Manifesto dos Mineiros, até 29 de outubro de 1945; a segunda começa com a presidência transitória de Linhares (29 de outubro de 1945 a 1° de fevereiro de 1946) e vai até setembro de 1946, com o encerramento dos trabalhos da Constituinte. A primeira fase correspondeu às agitações democráticas que culminaram com a queda de Vargas. A segunda - que Weffort considera "a fase da colheita" - correspondeu à reorganização do país segundo as determinações da fase anterior. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;A vitória aparente da UDN &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Com o golpe de 9 de outubro de 1945 e a deposição de Vargas, a UDN aparentemente tinha saído vitoriosa. Visto mais de perto, o golpe desencadeado pela UDN limitou-se à mera conspiração, com caráter palaciano, sem o concurso da mobilização popular. De modo que a derrubada de Vargas não teve, como se esperava, a devida repercussão política e popular. Ao contrário, a forma como Getúlio caiu fez com que ele aparecesse, aos olhos da opinião pública, como vítima do "partido dos ricos". O prestígio do ditador não diminuiu e, inversamente ao que se poderia supor, o "queremismo" não fora motivado apenas por forças oficiais. Surpreendentemente, a popularidade de Getúlio, "pai dos pobres", mostrou-se bem acima das expectativas criadas nas eleições presidenciais que levaram o general Dutra ao poder. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;O PCB&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;O PCB, por sua vez, manteve-se dentro da orientação anterior à queda de Vargas. Para preservar a "frente" e a aliança com as "forças progressistas", ofereceu apoio a Linhares e, posteriormente, a Dutra.Afastou-se de Getúlio, acusando-o de ter traído o povo. Estranhamente, a esquerda tinha como linha política apoiar sempre a situação, evitando - parece - a qualquer custo passar para a oposição. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;A persistência do Estado Novo&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;A redemocratização ambicionada por toda a oposição antigetulista estava limitada desde o início, pois as forças políticas em jogo tinham sido formadas no seio do Estado Novo e não se haviam libertado do passado recente. Basta referir aqui o fato de o próprio Dutra ter sido ministro da Guerra de Getúlio. Dutra dependia de Vargas, uma vez que não podia governar senão com o apoio dos grandes partidos (PSD e PTB) formados por Getúlio no fim do Estado Novo.&lt;br /&gt;A persistência do Estado Novo foi favorecida ainda pela emergência do movimento operário, que retomou seu vigor no princípio do ano de 1946, sem, todavia encontrar ressonância nos partidos políticos organizados. Estes não possuíam a sabedoria de compreender que a verdadeira democracia tinha que passar pelo teste da incorporação das forças operárias. A cisão entre as elites políticas e a massa popular facilitou a adoção de medidas repressivas, próprias do Estado Novo: intervenções nos sindicatos, dispositivos legais que permitiam o controle e a repressão do operariado. Mesmo o PCB não soube canalizar as forças operárias, pois era adepto da "ordem e tranqüilidade" e estava aquém da proposta do operariado.&lt;br /&gt;A alteração da conjuntura das relações internacionais, logo após o término da Segunda Guerra Mundial, também contribuiu para a manutenção de traços do Estado Novo. Com efeito, depois da derrota do nazi-fascismo, o declínio da Europa - antes, o centro hegemônico mundial - era evidente. O eixo das relações internacionais deslocou-se para as duas superpotências em ascensão: Estados Unidos e União Soviética. A relação bipolar que se impôs daria origem ao principal fenômeno do pós-guerra: a guerra fria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-6382624869024045164?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/6382624869024045164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/redemocratizacao-de-1946-estado-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/6382624869024045164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/6382624869024045164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/redemocratizacao-de-1946-estado-novo.html' title='A Redemocratização de 1946 (Estado Novo)'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-1982503107991714520</id><published>2009-11-03T22:54:00.002-03:00</published><updated>2009-11-03T23:00:19.515-03:00</updated><title type='text'>A Queda do Estado Novo (Estado Novo)</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Reflexos políticos da Segunda Guerra&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A partir de 1942, quando a posição do Brasil se definiu claramente a favor das potências liberais, o engajamento no grande conflito não pôde deixar de repercutir na conjuntura política interna. Como resolver a contradição de um Estado inspirado no fascismo italiano que se empenhara na luta antifascista, em defesa dos ideais antiautoritários. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A crise interna &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;É claro que as repercussões da Segunda Guerra, por si sós, não explicam a transformação política no Brasil. Na verdade, elas se entrelaçaram à crise política interna, formando uma complexa rede de contradições que resultou na criação de conjunturas favoráveis ao desmantelamento do Estado Novo.&lt;br /&gt;Em 1943, esgotou-se o limite que o Estado Novo impusera “para a legitimação, por meio de um plebiscito, da Constituição outorgada em 1937”. Nessa conjuntura surgiu o Manifesto dos Mineiros (outubro de 1943), assinado por Virgílio de Melo Franco, Afonso Arinos, Milton Campos, Magalhães Pinto, Adauto Lúcio Cardoso, Odilon Braga, Pedro Aleixo e Bilac Pinto, futuros líderes da União Democrática Nacional (UDN). O citado documento, reconhecendo "que o Brasil está em fase de progresso material e tem sabido mobilizar muitas das suas riquezas naturais, aproveitando inteligentemente as realizações do passado e as eventualidades favoráveis do presente", criticava a "ilusória tranqüilidade e a paz superficial que se obtêm pelo banimento das atividades cívicas, [que] podem parecer propícias aos negócios e ao comércio, ao ganho e à própria prosperidade, mas nunca benéficas ao revigoramento dos povos”. Em síntese, o manifesto exigia a participação política dos agentes do progresso econômico, isto é, um desenvolvimento político correspondente e compatível com a prosperidade material. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A vitória dos Aliados  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A crise interna acompanhou o progressivo avanço dos Aliados na Segunda Guerra. E, aliás, a coincidência desse avanço com as etapas de redemocratização no Brasil, como afirma Weffort, “não é simples fruto do acaso”. O próprio Vargas, sentindo o comprometimento de seu poder, assumiu, ambiguamente, uma posição mais flexível. No seu discurso de novembro de 1943 declarou: “Quando terminar a guerra, em ambiente próprio de paz e ordem, com as garantias máximas à liberdade de opinião, reajustaremos a estrutura política da nação, faremos de forma ampla e segura as necessárias consultas ao povo brasileiro”.&lt;br /&gt;Apesar dessa declaração, as forças de oposição que estavam emergindo não acolheram com entusiasmo a promessa de Vargas. Em 1945, quando a guerra chegou ao fim, essas forças se manifestaram, levando o Estado Novo à inelutável desagregação. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;As agitações&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;As agitações pela redemocratização iniciaram-se com o I Congresso Brasileiro de Escritores, em janeiro de 1945, que se manifestou favoravelmente ao restabelecimento da democracia. As declarações de José Américo de Almeida, no jornal Correio da Manhã, tiveram um grande impacto. Francisco Weffort assim vê o momento: "Da parte do governo há o ato adicional prometendo a realização de eleições para o dia 2 de dezembro. Quase ao mesmo tempo rompe-se o dique da censura à imprensa. Logo depois, aparece a candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes, articulada pela oposição liberal, que, por sua vez, passa a constituir-se em partido: União Democrática Nacional (UDN). E em março surge a candidatura do general Enrico Dutra, que fora ministro da Guerra do Estado Novo. À sua volta articulavam-se as forças governistas, que logo dariam origem ao Partido Social Democrático (PSD); a segunda agrupação governista deveria surgir depois e para aderir igualmente à candidatura de Dutra" 9.&lt;br /&gt;A descompressão da vida política promoveu a formação de agremiações partidárias que exprimiam os anseios até então represados. Para Lourdes Sola, o "Partido Social Democrático, que tinha Dutra por candidato, era integrado pelas oligarquias rurais, por industriais e banqueiros habituados a negociações com o governo central" 1°. Todavia, esse partido não possuía unidade ideológica, embora controlasse uma poderosa máquina eleitoral. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB)&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Mobilizava a burocracia sindical ligada ao trabalhismo, sob a direção de seus criadores, Marcondes Filho, Hugo Borghi, e de seu principal ideólogo, Alberto Pasqualini. O governo procurava organizar assim, agora sob forma partidária, um dos outros pólos em que se baseara seu prestígio, as camadas populares urbanas, que passaram a representar um conjunto significativo de votos. A ideologia populista desse partido mantinha e reforçava a tradição inaugurada por Vargas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A União Democrática Nacional (UDN)  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Ainda segundo a autora, fundada em 1944, a UDN reunia os elementos antigetulistas: antigos liberais constitucionais como Armando Sales, Júlio de Mesquita Filho, proprietários de uma cadeia de jornais como Assis Chateaubriand, o dono do Correio da Manhã, Paulo Bittencourt, e a burguesia comercial urbana, ligada aos interesses exportadores e importadores, prejudicados em seus lucros pelo intervencionismo econômico do Estado Novo. Contava também com a adesão das classes médias urbanas, assustadas com a retomada do processo inflacionário, que se acentuara a partir de 1942. A ideologia da UDN, politicamente liberal, no plano econômico se manifestava também liberal, reivindicando a liquidação do protecionismo, identificado como causa principal do aumento dos preços. Isso conquistava a simpatia daquelas camadas médias, cujas perspectivas econômicas se orientavam pelo ponto de vista do consumidor. Uma ala da UDN, a Esquerda Democrática, mais tarde se desdobraria numa nova organização, o Partido Socialista Brasileiro (PSB). &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A Anistia&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Diante das pressões crescentes da opinião pública, Getúlio decretou anistia aos presos políticos, inclusive ao líder comunista Luís Carlos Prestes, que estava preso desde 1936, com o fracasso da intentona comunista de 1935. Depois de nove anos na prisão do Estado Novo, Prestes voltou a atuar, organizando no dia 23 de maio de 1945 uma gigantesca manifestação popular no Rio de Janeiro. Curiosamente, nessa manifestação, o Partido Comunista, legalizado desde maio, expressou seu apoio ao governo de Getúlio. Apesar de estranha, tal atitude do PCB estava de acordo com sua linha política, baseada no antiiperialismo e na aliança com as forças progressistas nacionais. Além disso, o apoio a Getúlio expressava também a presença da diretriz, fixada pela União Soviética, de formação de uma frente popular nos países que lutaram contra o Eixo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;O queremismo&lt;/span&gt;  &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;No segundo semestre de 1945, a tônica das movimentações políticas mudou a ênfase. Até o primeiro semestre do mesmo ano, a campanha eleitoral absorvera as energias políticas. A partir do semestre seguinte, a tônica recaiu sobre a questão da Constituinte, que deveria reunir-se somente depois da eleição presidencial, marcada para 2 de dezembro daquele ano. Foi quando se expandiu a pregação do "queremismo" (" Queremos Getúlio"), orientada pelos trabalhistas e apoiada pelos comunistas. Vargas discretamente alimentou esses movimentos populares urbanos, propondo a "lei malaia" (junho de 1945), como ficou conhecida a lei antitruste, que tinha um caráter nitidamente nacionalista e antiimperialista. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A queda de Vargas&lt;/span&gt;  &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;O queremismo representou, portanto, o respaldo - ainda que indefinido - de que Getúlio necessitava para continuar no poder. E isso despertou na UDN uma desconfiança extrema a qualquer ação de Getúlio. A situação se tornou mais clara a partir de agosto de 1945, quando a manobra continuísta se evidenciou com a evolução do queremismo para o grito de "Constituinte com Getúlio”. Isso veio inquietar a oposição udenista, pois a Constituinte antes das eleições presidenciais significaria a preservação do poder nas mãos de Vargas, segundo Weffort, "pelo menos até o momento em que estivesse estabelecida uma nova ordem institucional, assegurando-se a possibilidade de uma influência decisiva sobre a sua elaboração" 13. No início do mês de outubro, o Partido Comunista estava inteiramente disposto a apoiar Vargas. Mas "é precisamente nesse momento, em que as forças getulistas e seus aliados estão no máximo de sua capacidade de ação, que se desencadeia o Golpe de Estado" 14. Um grande comício pró -getulista, marcado para o dia 27, foi proibido pelo chefe de policia do Distrito Federal. Getúlio reagiu, substituindo-o pelo seu irmão, Benjamim Vargas. Contudo, a derradeira manobra encontrou forte resistência em Góis Monteiro. Dois dias depois, em 29 de outubro de 1945, Getúlio foi obrigado a abandonar o poder, transmitindo-o ao Judiciário. Terminou aí o Estado Novo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-1982503107991714520?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/1982503107991714520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/queda-do-estado-novo-estado-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/1982503107991714520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/1982503107991714520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/queda-do-estado-novo-estado-novo.html' title='A Queda do Estado Novo (Estado Novo)'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-6504651233914862460</id><published>2009-11-03T22:47:00.002-03:00</published><updated>2009-11-03T22:54:07.523-03:00</updated><title type='text'>O Brasil na Conjuntura da Segunda Guerra Mundial (Estado Novo)</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;As indecisões&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Embora identificado com os regimes totalitários europeus, o Estado Novo getulista conservava-se neutro em relação ao conflito que eclodira em 1939, entre os Estados liberais e o nazi-fascismo europeus.&lt;br /&gt;Apesar das pressões norte-americanas, o governo continuava indeciso. E essa indecisão era reflexo das tendências contraditórias dos homens do governo: enquanto Filinto Müller, chefe da polícia do Rio, e Francisco Campos eram favoráveis às potências fascistas do eixo Berlim-Roma-Tóquio, Osvaldo Aranha colocava-se contra. Entre as duas tendências oscilavam os generais Góis Monteiro e Dutra. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;O rompimento com o Eixo&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A inclinação a favor das potências aliadas deu-se a partir do sucesso das negociações de empréstimos entre o Brasil e o Eximbank, em 1941. Já na II Conferência de Consulta dos Chanceleres no Rio de janeiro, em meados de janeiro de 1942, a aliança política entre Brasil e Estados Unidos foi efetivada. Tornou-se inevitável o rompimento das relações diplomáticas com o Eixo. Em março do mesmo ano, o comprometimento do Brasil se aprofundou, com a assinatura de um acordo que permitia aos Estados Unidos a utilização das costas nordestinas como bases aeronavais. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff99;"&gt;A entrada do Brasil na guerra  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A participação direta do Brasil no conflito mundial aconteceu após repetidos ataques aos navios brasileiros por parte da força submarina alemã. Cerca de dezoito navios foram perdidos nesses ataques, realizados até em águas brasileiras. Além das perdas materiais, 607 brasileiros foram mortos.&lt;br /&gt;Evidentemente, isso provocou reações espontâneas que resultaram em manifestações populares exigindo a entrada do Brasil na guerra. Em 21 de agosto de 1942, finalmente, Osvaldo Aranha, ministro das Relações Exteriores, declarou oficialmente guerra contra a Itália e a Alemanha.&lt;br /&gt;A participação do Brasil limitou-se de início ao fornecimento de matérias-primas estratégicas e ao auxílio no policiamento do Atlântico Sul. Somente em 1944 foi enviado à Itália um contingente de 23 334 soldados, que formaram a Força Expedicionária Brasileira (FEB), sob o comando do general Mascarenhas de Morais. Na Itália, incorporada ao 5°. Exército norte-americano - chefiado pelo general Clark -, a FEB obteve algumas vitórias contra as tropas fascistas, destacando-se as batalhas de Monte Castelo e Montese.&lt;br /&gt;No entanto, o triunfo das forças democráticas do mundo contra a barbárie fascista pôs o Estado Novo em posição extremamente incômoda. No dia seguinte ao final da guerra, a ditadura de Vargas já não tinha lugar, pois havia sido ultrapassada pelos acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-6504651233914862460?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/6504651233914862460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/o-brasil-na-conjuntura-da-segunda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/6504651233914862460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/6504651233914862460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/o-brasil-na-conjuntura-da-segunda.html' title='O Brasil na Conjuntura da Segunda Guerra Mundial (Estado Novo)'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-4501727827340658213</id><published>2009-11-03T22:45:00.002-03:00</published><updated>2009-11-03T22:47:36.789-03:00</updated><title type='text'>O Desenvolvimento Industrial (Novo Estado)</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;As inovações de Vargas&lt;/span&gt;  &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Já nos referimos anteriormente à relação existente entre a economia cafeeira e a industrialização. Na verdade, a industrialização no Brasil começou sem apoio decidido do Estado, sem uma clara política voltada para ela. Na era de Vargas, esse reforço finalmente apareceu, e as realizações efetivamente inovadoras tomaram forma.&lt;br /&gt;Um plano qüinqüenal, elaborado em 1939 por iniciativa de Vargas e seu ministro da Fazenda, Sousa Costa, tinha como meta "uma usina de aço, fábrica de aviões, usinas hidrelétricas em Paulo Afonso, drenagem do rio São Francisco, estrada de ferro e de rodagem e a compra na Alemanha de navios para o Lloyd Brasileiro, de destróieres e aviões". Apenas parte desse plano foi levada a cabo, mas a importância para a vida nacional das inovações efetivadas não foi pequena.&lt;br /&gt;Ora, a inovação mais importante consistiu “em um novo tipo de interferência do Estado, em nível da economia. Até então, ele organizara e centralizara, intensificando os processos econômicos já existentes: na agricultura, estimulando a diversificação da produção e suportando, em nível mais oneroso do que se fizera na República Velha, os preços do café; na indústria, concedendo facilidades de financiamento, de créditos a juros baixos através do Banco do Brasil. Agora, através da instalação de novas indústrias, estatais, o Estado assumia o papel de principal investidor. Criavam-se também, com isso, as bases institucionais de que emergiria uma nova espécie de grupo burocrático - composta de militares e civis, bem mais duradoura do que o próprio regime de Vargas, e que proliferaria nos anos 50 -, uma” burocracia industrial “, amplamente remunerada e prestigiada. Surgia um novo agente econômico (e político), o ‘tecnocrata”.&lt;br /&gt;“Além disso, esses investimentos tinham uma significação intrínseca: em sua maioria canalizados para a indústria pesada, setor pouco atraente para os investidores particulares, em que a remuneração do capital se faz a longo prazo, resultaram na instauração das condições infra-estruturais para o desenvolvimento do capitalismo no Brasil”. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Os efeitos da Segunda Guerra (1939-1945)  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A eclosão da Segunda Guerra Mundial (19391945) teve efeitos favoráveis à política de industrialização em curso no Brasil, pois, "além de passarem a ter o mercado interno a seu inteiro dispor, muitas indústrias brasileiras viram-se chamadas a preencher o vácuo deixado, em outros países, pela perda de contato com os seus fornecedores tradicionais de produtos manufaturados. Assim, a exportação de tais artigos tornou-se, pela primeira vez, um item ponderável na pauta exportadora do país".&lt;br /&gt;Conseqüentemente, os industriais, sobretudo do Rio de Janeiro e de São Paulo, puderam ampliar suas funções. O Estado encarregou-se de criar a infra-estrutura necessária. Através de empréstimos do Eximbank (banco semi-oficial norte-americano), Vargas obteve o empréstimo desejado para construir a Usina de Volta Redonda (1941). Os meios de transporte para alimentar a usina foram viabilizados: incrementou-se o transporte marítimo para trazer o carvão do sul (Santa Catarina); equipou-se a estrada de ferro Central do Brasil para transportar o minério extraído em Minas Gerais, onde foi criada a Companhia do Vale do Rio Doce (1942).&lt;br /&gt;De acordo com o mesmo espírito nacionalista que presidiu a formação da indústria pesada no Brasil, o Estado interveio na formação do Conselho Nacional do Petróleo (1938), a fim de controlar o refinamento e a distribuição do combustível, essencial para assegurar o desenvolvimento dos transportes. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;A aviação  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A aviação comercial no Brasil começou em 1925, com a instalação de uma linha aérea francesa ligando Rio de Janeiro e Buenos Aires. Em Porto Alegre, foi fundada a Viação Aérea Rio-Grandense (Varig). Outras companhias apareceram, como a Cia. Sindicator Condor (1927), futura Cruzeiro do Sul, e a Nyrba do Brasil (1928), futura Panair do Brasil. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Contradições do Estado Novo&lt;/span&gt;  &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Desde a Primeira Guerra (1914-1918), passando pela crise de 1929 até a Segunda Guerra (1939-1945), havia no Brasil uma conjuntura favorável à industrialização, que, não obstante, se efetivou associada à economia cafeeira e não em oposição a ela. Na realidade, os capitais investidos nas indústrias eram provenientes da acumulação no setor agrícola, donde se conclui que a exploração da grande massa rural era a chave daquela acumulação. Por isso, apesar de sua aparência antioligárquica, o Estado Novo manteve intocado o sistema de dominação no campo. Daí, para Lourdes Sola, "as características contraditórias do Estado Novo, combinando aspectos progressistas, como o impulso à industrialização, e conservadores, como a repressão aos movimentos de coerção apoiado nos grupos militares(...)”. Tomado em conjunto, na era de Vargas, particularmente no período do Estado Novo, o Estado funcionou, efetivamente, como o mais poderoso instrumento de promoção da acumulação de capitais, colocando o Brasil nos trilhos do capitalismo. À medida que o Estado autoritário getulista criou condições para o deslanche da industrialização, inevitavelmente criou também condições para a ampliação do debate em torno da forma do desenvolvimento. A burguesia passou a exigir uma participação maior nas decisões, e isso implicava a passagem do Estado para o segundo plano, apagando sua pesada e incômoda presença no campo econômico. Em outros termos, o Estado Novo foi "adequado" para promover a "acumulação primitiva" de capital. Uma vez cumprida essa etapa, a própria forma do Estado passou a ser obstáculo a superar, e a "redemocratização" tornou-se o caminho inevitável, selando o destino de Vargas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-4501727827340658213?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/4501727827340658213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/o-desenvolvimento-industrial-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/4501727827340658213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/4501727827340658213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/o-desenvolvimento-industrial-novo.html' title='O Desenvolvimento Industrial (Novo Estado)'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-8337949694667422597</id><published>2009-11-03T22:42:00.000-03:00</published><updated>2009-11-03T22:44:51.345-03:00</updated><title type='text'>As Transformações Econômicas (Estado Novo)</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;O fortalecimento do mercado interno&lt;/span&gt;  &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Até os fins da República Velha, o Brasil não havia superado de todo a pesada herança colonial. Continuava um país monocultor (café) e estritamente dependente do mercado externo. Porém, desde a abolição da escravatura, esse esquema econômico estava condenado, por causa da generalização do trabalho assalariado. Em muito contribuiu, ainda, a maciça imigração estrangeira. Dessa maneira, com o aumento da mão-de-obra livre e assalariada, criou-se necessariamente um mercado interno.&lt;br /&gt;Essa transformação estava relacionada com o desenvolvimento do capitalismo: ao ampliar o seu potencial produtivo, a Europa passou a necessitar de um mercado cada vez maior. Foi o que determinou no Brasil, segundo Caio Prado Jr., a emergência do "fator consumo, praticamente imponderável no conjunto do sistema anterior, em que prevalece o elemento produção". &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;A crise do modelo agrário-exportador&lt;/span&gt;  &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Evidentemente, num sistema voltado para a produção de bens primários - café, borracha, açúcar, algodão, cacau - e exclusivamente para fora, as crescentes necessidades do mercado interno tornaram-se um problema de difícil solução, pois a única saída era importar cada vez mais, o que acarretava um sério desequilíbrio na balança comercial.&lt;br /&gt;A direção do desenvolvimento econômico começou então a mudar, com a crescente diversificação no que se refere à produção tanto de alimentos quanto de manufaturas.&lt;br /&gt;Essa tendência à "nacionalização da economia" já era visível durante e após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), e com a crise de 1929 ela se intensificou, pois a política de valorização do café, que até então sustentava o modelo agrário-exportador, entrou em seu ciclo descendente. A falta de financiamento e o bloqueio às importações favoreceram o desenvolvimento industrial. A fisionomia econômica começou a se alterar profundamente. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;A queima do café  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A demonstração mais evidente da inadequação do modelo agrário-exportador brasileiro ao mercado internacional capitalista foi o beco sem saída em que se encontrava a política cafeeira. Mesmo após a ascensão de Vargas, procurou-se proteger o café com base na mesma política de valorização herdada da República Velha. Qual o resultado? Empréstimo externo, endividamento crescente e queima do café assim adquirido. O aumento extraordinário da dívida externa levou finalmente o governo ao seu congelamento, em 1938-39. Queimaram-se 78 milhões de sacas de café até 1944. O absurdo da situação, por si mesmo, indicou novos caminhos.&lt;br /&gt;Na verdade, desde o Convênio de Taubaté (1906), a economia cafeeira havia entrado numa crise que se repetiria de forma permanente, como um círculo vicioso. O empréstimo externo para financiar e depois queimar e destruir a produção excedente, a fim de manter o preço e a lucratividade dos cafeicultores, estimulava a produção, tornando necessários novos empréstimos. Dessa forma, a situação foi se agravando cada vez mais, e a política de valorização apenas adiou a catástrofe final, que veio com a crise de 1929. Nesse contexto, o desenvolvimento industrial e a diversificação da economia eram um rumo "natural" a ser tomado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-8337949694667422597?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/8337949694667422597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/as-transformacoes-economicas-estado.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/8337949694667422597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/8337949694667422597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/as-transformacoes-economicas-estado.html' title='As Transformações Econômicas (Estado Novo)'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-5152416185702935155</id><published>2009-11-03T22:39:00.002-03:00</published><updated>2009-11-03T22:42:36.238-03:00</updated><title type='text'>Controle e Repressão (Estado Novo)</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;O DIP: Departamento de Imprensa e Propaganda&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Para garantir o funcionamento do novo regime, foram criados vários instrumentos de controle e repressão. Inicialmente, destacou-se o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), encarregado do controle ideológico. Para tanto, exercia a censura total dos meios de comunicação - imprensa, rádio e cinema -, através dos quais, inoculando na sociedade o medo do "perigo comunista", sustentava o clima de insegurança que justificara o novo regime. Além disso, trabalhava na propaganda do presidente, formando dele uma imagem sempre favorável. Com esse fim foi instituída a Hora do Brasil, emissão radiofônica obrigatória. Naturalmente, a intolerância pela diversificação da informação era a base do novo regime. E qualquer oposição ideológica era duramente reprimida, a exemplo do confisco do jornal O Estado de S. Paulo, fundado por Júlio de Mesquita. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;A Polícia Secreta &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Ao mesmo tempo em que a repressão ideológica alargou seus horizontes através da oficialização, avultou o papel da Polícia Secreta, chefiada por F' Filinto Müller. Tal como nos regimes totalitários europeus, a Polícia Secreta se especializou em práticas violentas, reprimindo, com torturas e assassinatos, os indivíduos considerados nocivos à ordem pública. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffcc00;"&gt;O controle dos sindicatos &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A preocupação do novo regime era neutralizar e anular a influência política do operariado, fazendo os trabalhadores ligarem-se aos sindicatos. O princípio norteador dessa política trabalhista foi a concepção corporativa do fascismo, que consistia na negação da luta de classes e na afirmação da colaboração entre elas. Esse princípio não reconhecia, portanto, as diferenças de interesses entre patrões e empregados, colocando acima das contradições de classe o suposto interesse, mais geral, da "nação”. Por isso, pela Constituição de 1937, as greves e o lockout foram proibidos, por serem "recursos anti-sociais, nocivos ao trabalho e ao capital, incompatíveis com os superiores interesses nacionais”.&lt;br /&gt;A autonomia sindical foi finalmente liquidada com a instituição do Imposto Sindical, cobrado compulsória e anualmente de todos os trabalhadores e equivalente a um dia de trabalho.&lt;br /&gt;Esse imposto - destinado a remunerar o pessoal encastelado no aparato burocrático sindical - era recolhido pelo Ministério do Trabalho, que então fazia a redistribuição entre os sindicatos. Assim, os sindicatos tornaram-se entidades dependentes do Estado e, portanto, facilmente manipuláveis por ele.&lt;br /&gt;Uma das conseqüências para os sindicatos foi o surgimento dos "pelegos", trabalhadores que não representam autenticamente os interesses de sua classe; beneficiados pelo sistema sindical, identificavam-se com o governo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-5152416185702935155?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/5152416185702935155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/controle-e-repressao-estado-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5152416185702935155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5152416185702935155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/controle-e-repressao-estado-novo.html' title='Controle e Repressão (Estado Novo)'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-3269102479866531740</id><published>2009-11-03T22:35:00.001-03:00</published><updated>2009-11-03T22:39:08.267-03:00</updated><title type='text'>A Constituição de 1937 (Estado Novo)</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Características do novo regime&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Apesar da inegável afinidade entre o novo regime, instituído pelo golpe de 1937, e o regime dos Estados fascistas europeus, certas características peculiares destes não apareceram na formação do Estado Novo. O golpe de 1937, segundo Locardes Sola, "não representou a vitória de um partido organizado (a participação dos integralistas era adjetiva), nem teve apoio ativo das massas". Careceu, por outro lado, de força e coerência ideológica. A instauração do Estado Novo foi - na opinião da mesma autora - "um golpe de elites político-militares contra elites político-econômicas”.&lt;br /&gt;Nesse sentido, o decreto de 2 de dezembro de 1937, que dissolveu todos os partidos, é bem elucidativo. Comecemos com as razões do decreto. Segundo ele, os partidos políticos eram "artificiosas combinações de caráter jurídico e formal" e tinham "objetivos meramente eleitorais”. A crítica dirigia-se claramente aos partidos tradicionais herdados da República Velha - expressões dos interesses locais e incapazes, portanto, de formar a "nação”. Por isso no decreto se afirmou que os partidos não correspondiam "aos reais sentimentos do povo brasileiro", pois "não possuem conteúdo programático nacional”. Essa última denúncia não era aplicável, no entanto, à AIB e à ANL, pois ambas haviam superado os partidos até então existentes por trazerem "conteúdo programático nacional”. Entretanto, contra a AIB e a ANL, as acusações seriam outras: elas espelhavam ideologias e doutrinas contrárias aos postulados do novo regime. Assim, uma vez que todos os partidos eram inadequados, a instauração do novo regime foi a solução ideal, pois fora fundado em nome da nação para atender às suas aspirações e necessidades, devendo estar em contato direto com o povo.&lt;br /&gt;Portanto, o pano de fundo da ideologia do Estado Novo foi o mito da nação e do povo, duas entidades abstratas que por si sós não significam absolutamente nada. Na realidade, esse foi o momento em que, através da ditadura, se procurou suprimir os localismos e viabilizar um projeto realmente nacional.&lt;br /&gt;Identificando nação e povo, e ambos com o ditador, sem a distância interposta dos partidos, o Estado Novo tinha a ilusão de que finalmente o povo governaria a si próprio e a nação se reencontraria. O ditador era então a encarnação viva do povo e da nação. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;A nova Constituição&lt;/span&gt;  &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A Carta Outorgada de 1937 teve como principal autor Francisco Campos e caracterizou-se pelo predomínio do poder Executivo, considerado o "órgão supremo do Estado", usurpando até as prerrogativas do Legislativo. O presidente foi definido como a "autoridade suprema do Estado, que coordena os órgãos representativos de grau superior, dirige a política interna e externa, promove ou orienta a política legislativa de interesse nacional e superintende a administração do País", conforme o texto constitucional. Passou a ter completo controle sobre os estados, podendo a qualquer tempo nomear interventores.&lt;br /&gt;Instituiu-se ainda o estado de emergência, que permitia ao presidente suspender as imunidades parlamentares, prender, exilar e invadir domicílios; para completar, instaurou-se novamente a pena de morte e legalizou-se a censura para os meios de comunicação -- jornais, rádio e cinema.   &lt;/p&gt;&lt;p&gt;- O mandato presidencial foi dilatado para seis anos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- O poder Legislativo seria composto pelo presidente da República, pelo Conselho Nacional (que substituiu o Senado) e pelo Parlamento Nacional (Câmara dos Deputados).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- O Parlamento Nacional, com três a dez representantes por estado, seria eleito por voto indireto (vereadores das Câmaras Municipais e dez eleitores por voto direto).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- O Conselho Nacional seria composto por um representante de cada estado, eleito pelas  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Assembléias Estaduais, e por dez membros nomeados pelo presidente, com mandatos de seis anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob inspiração do Estado corporativo do regime fascista italiano, a nova Constituição criou o Conselho da Economia Nacional, composto pelos representantes da produção - indicados por associações profissionais e sindicatos reconhecidos por lei -, com representação paritária de empregados e sob a presidência de um ministro de Estado. O Conselho da Economia Nacional tinha a função de assessoria técnica, visando obter a colaboração das classes, a racionalização da economia e a promoção do desenvolvimento técnico. Tudo isso significava também que o Estado iria intervir e dirigir a economia nacional.&lt;br /&gt;A Carta Outorgada de 1937 deveria ter sido submetida a um plebiscito*, como determinava o seu texto, mas o ditador fez por esquecer esse compromisso. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;O DASP &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP) foi criado em 1938 com a finalidade de dar ao Estado um aparato burocrático racionalizador da administração pública. Em suma, tratava-se de modernizar a burocracia.&lt;br /&gt;Segundo Hélio de Alcântara Avellar, o DASP tinha a função de pôr fim ao "caráter político do recrutamento do funcionalismo, partindo do imperativo técnico da neutralidade do serviço e do servidor público".&lt;br /&gt;Com o DASP, generalizou-se o sistema de mérito, isto é, o recrutamento passou a ser feito mediante a avaliação da capacidade, através de concursos e provas de habilitação.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-3269102479866531740?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/3269102479866531740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/constituicao-de-1937-estado-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/3269102479866531740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/3269102479866531740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/constituicao-de-1937-estado-novo.html' title='A Constituição de 1937 (Estado Novo)'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-14986374563466797</id><published>2009-11-03T22:30:00.002-03:00</published><updated>2009-11-03T22:34:52.306-03:00</updated><title type='text'>A Aliança Nacional Libertadora (Estado Novo)</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;A frente antifascista&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A ascensão dos totalitarismos de direita, quase por toda parte, motivou a formação de frentes antifascistas, com predomínio dos partidos comunistas em todos os países. Aliás, a Terceira Internacional (Komintern) - reunião dos partidos comunistas de todo o mundo - havia preconizado essa tática na luta antifascista: aglutinar todos aqueles que, por uma razão ou outra, eram contrários ao fascismo. O Partido Comunista do Brasil, fundado no início dos anos 20, adotou essa linha. A formação da frente antiintegralista resultou na Aliança Nacional Libertadora. Luís Carlos Prestes, que rompera com o tenentismo para converter-se ao marxismo, foi eleito presidente de honra da ANL, passando, assim, rapidamente à cúpula dirigente do PCB. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;A "intentona" comunista&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A ANL desde então cresceu vertiginosamente, despertando, em conseqüência, o receio das camadas dirigentes. O próprio presidente Getúlio Vargas, a fim de fortalecer o seu poder, serviu-se da ANL. Depois, através da intervenção policial, invadiu suas sedes e mandou prender seus líderes. Enfim, impediu a atuação da ANL na legalidade, forçando-a a passar para a clandestinidade.&lt;br /&gt;Por causa da repressão da polícia, o PCB, movido pela ala radical, acabou optando pelo método insurrecional, dando origem à intentona comunista.&lt;br /&gt;A rebelião eclodiu prematuramente (23/11/ 1935) em Natal, no Rio Grande do Norte, onde o batalhão em levante se uniu a populares, organizando o Comitê Popular Revolucionário. A repressão foi imediata, com o apoio da Polícia Militar e de fortes contingentes armados enviados pelos fazendeiros. Dois dias depois a insurreição foi esmagada.&lt;br /&gt;No dia 25, em Recife e Olinda, guarnições militares sob domínio comunista se sublevaram e também foram reprimidas sem maiores dificuldades.&lt;br /&gt;O mesmo aconteceu no Rio de janeiro no dia 27 de novembro. Destacaram-se na época, como representantes das forças repressoras, Eduardo Gomes (um dos sobreviventes dos 18 do Forte, 1922) e Eurico Gaspar Dutra. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;A&lt;span style="color:#ffff00;"&gt; preparação do golpe&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Para combater os levantes comunistas, Getúlio Vargas decretou o estado de sítio em novembro, que se prolongou até o ano seguinte. Era o pretexto de que necessitava para conduzir o país à ditadura. Era um pretexto, porque Vargas sabia de antemão dos planos insurrecionais do PCB através de elementos da polícia infiltrados no partido. E serviu-se do levante comunista - mal concebido, mal planejado e mal executado, sem a mínima chance de vitória - para atingir objetivos pessoais. Utilizando o argumento da "ameaça comunista", preparou, pacientemente, seu próprio caminho.&lt;br /&gt;Quando se iniciou a campanha para a sucessão presidencial, a oligarquia paulista lançou o seu candidato, Armando de Sales Oliveira; os getulistas defendiam a candidatura de José Américo de Almeida. Porém, nem um nem outro estava nos planos de Getúlio, pois ele pretendia continuar no poder. E tinha fortes argumentos para isso; contava com o apoio do general Góis Monteiro, chefe do estado-maior do Exército, e do general Dutra, seu ministro da Guerra. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;O “Plano Cohen” (1937) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Contudo, o Congresso Nacional, sentindo as manobras golpistas de Vargas, o impediu de renovar o estado de sítio. Para forçar a situação, Vargas simulou a farsa do Plano Cohen, de autoria duvidosa: tratava-se de um plano supostamente comunista, que visava ao assassinato de personalidades importantes, a fim de tomar o poder. Segundo a versão dos interessados na farsa, o documento fora "descoberto" e entregue a Góis Monteiro pelo capitão Olímpio Mourão Filho, membro integralista. O nome Plano Cohen foi dado por Góis Monteiro, responsável pela divulgação alarmista por toda a imprensa.&lt;br /&gt;Diante da "ameaça vermelha", o governo pediu o estado de guerra, e o Congresso concedeu. Criaram-se assim as condições para o golpe. Getúlio buscou e conseguiu o apoio do governador de Minas, Benedito Valadares; no nordeste, a missão Negrão de Lima conseguiu a adesão de vários estados.&lt;br /&gt;No dia 9 de novembro de 1937, Armando de Sales Oliveira apelou para as Forças Armadas, pedindo a manutenção da legalidade. Inutilmente, pois Francisco Campos, de tendência integralista e futuro ministro da justiça, já tinha sido encarregado de redigir a nova Constituição.&lt;br /&gt;No dia seguinte, usando como pretexto a necessidade de se colocar fim às agitações, Vargas decretou o fechamento do Congresso e anunciou a nova Constituição. Em 2 de dezembro de 1937, os partidos foram dissolvidos. Era o início do Estado Novo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-14986374563466797?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/14986374563466797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/alianca-nacional-libertadora-estado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/14986374563466797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/14986374563466797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/alianca-nacional-libertadora-estado.html' title='A Aliança Nacional Libertadora (Estado Novo)'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-1744909961330404317</id><published>2009-11-03T22:29:00.000-03:00</published><updated>2009-11-03T22:30:26.021-03:00</updated><title type='text'>O Integralismo (Estado Novo)</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Características &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;O integralismo surgiu no bojo dos acontecimentos europeus e era tributário do fascismo italiano. Doutrinariamente, o integralismo preconizava o governo ditatorial ultranacionalista, com base na hegemonia de um único partido, a Ação Integralista Brasileira (AIB), obediente a um único chefe. Os fundamentos doutrinais da AIB encontravam-se no Manifesto à Nação Brasileira (1932), de autoria de Plínio Salgado, ex-integrante do PRP Nele, o autor fazia a defesa da "Pá tria, Deus, Família", isto é, do "chauvinismo", da "civilização cristã" e do "patriarcalismo". A AIB encontrava apoio na oligarquia tradicional, na alta hierarquia militar, no alto clero, em suma, nos setores mais conservadores da sociedade.&lt;br /&gt;Tal como o seu modelo europeu, a AIB utilizava-se do ódio aos comunistas para elevar a tensão emocional de seus partidários. O "perigo vermelho" era visto por toda a parte, o que mantinha a permanente vigilância e o fervor partidário.&lt;br /&gt;Entre 1932 e 1935, quando os efeitos da crise de 1929 se faziam sentir com intensidade e as agitações esquerdistas começavam a tomar corpo, os integralistas formaram, como na Itália, grupos paramilitares que agiam com violência para dissolver as manifestações esquerdistas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-1744909961330404317?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/1744909961330404317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/o-integralismo-estado-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/1744909961330404317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/1744909961330404317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/o-integralismo-estado-novo.html' title='O Integralismo (Estado Novo)'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-6286064678228997643</id><published>2009-11-03T22:27:00.000-03:00</published><updated>2009-11-03T22:29:08.567-03:00</updated><title type='text'>O Estado Novo (1937 – 1945)</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;O Surgimento de Novos Partidos&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;O declínio do tenentismo&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Desde a Constituinte (1933) e a promulgação da Constituição (1934), o tenentismo estava em declínio. Esse movimento, um dos mais radicais e reformistas da República Velha, foi também a mais séria tentativa de superar o domínio das oligarquias estaduais. Todavia, ideologicamente, o tenentismo era desprovido de coerência; da mesma forma, não tinha nenhum programa político suficientemente claro, que mobilizasse setores significativos da sociedade para a reorganização do país.&lt;br /&gt;Em 1934, o tenentismo já tinha deixado de existir como movimento organizado. Em seu lugar, novas organizações políticas começaram a surgir, influenciadas pelos acontecimentos europeus. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;A conjuntura internacional&lt;/span&gt;  &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Após o término da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), começaram a se fortalecer na Europa as tendências políticas contrárias aos ideais burgueses nascidos no século XVIII: o liberalismo e a democracia. A ideologia burguesa passou a ser criticada tanto pela direita (fascismo e nazismo) como pela esquerda (marxismo). A primeira crítica não era revolucionária e buscava, através de um regime ultranacionalista, belicoso e ditatorial, uma saída para a crise do capitalismo, sem, contudo o destruir. A segunda, revolucionária, preconizava a superação do capitalismo, com a tomada do poder pela classe operária e a transformação da sociedade. Em outras palavras, o fim da propriedade privada dos meios de produção e da exploração do trabalho assalariado.&lt;br /&gt;Essas duas tendências políticas (ultra-reacionária e revolucionária) estavam em luta acirrada durante o período entreguerras e refletiram-se no Brasil com a formação da Ação Integralista Brasileira (tendência fascista) e da Aliança Nacional Libertadora (tendência esquerdista).&lt;br /&gt;Esses dois partidos eram bem diferentes daqueles até então existentes, pois tinham um programa político bem delineado e haviam superado os antagonismos regionais, substituindo-os pelos antagonismos de classes. Portanto, já não eram agrupamentos políticos de defesa de um estado ou outro, de uma região ou outra. Ao contrário, defendiam claramente os pontos de vista de uma classe, independentemente da área geográfica.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-6286064678228997643?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/6286064678228997643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/o-estado-novo-1937-1945.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/6286064678228997643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/6286064678228997643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/o-estado-novo-1937-1945.html' title='O Estado Novo (1937 – 1945)'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-1685937008630055974</id><published>2009-11-03T22:14:00.002-03:00</published><updated>2009-11-03T22:18:30.421-03:00</updated><title type='text'>A Assembléia Constituinte e a Constituição de 1934 (Revolução de 1930)</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A Constituinte&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Em 3 de maio de 1933, com base no novo Código Eleitoral, realizaram-se as eleições para a Assembléia Constituinte, instalada em novembro do mesmo ano. A composição da Assembléia representou o ressurgimento das antigas oligarquias estaduais. Ao lado delas, surgiram os representantes classistas eleitos pelos sindicatos profissionais.&lt;br /&gt;A Assembléia foi presidida pelo mineiro Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, e a terceira Constituição do Brasil - a segunda da República - foi promulgada no dia 16 de julho de 1934.A nova Constituição preservava o federalismo, o presidencialismo e a independência dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Executivo  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;No plano do Executivo, nas disposições transitórias, fixou-se em caráter excepcional a eleição do primeiro presidente pelo voto indireto da própria Assembléia. Getúlio Vargas foi confirmado na presidência, vencendo seu opositor, Borges de Medeiros. A inovação mais notável no Executivo foi a obrigatoriedade da adoção de uma assessoria técnica para cada ministério. Extinguiu-se a vice-presidência. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Legislativo&lt;/span&gt;  &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;No âmbito do Legislativo, foi mantida a divisão entre Câmara e Senado, sendo seus representantes eleitos por voto direto, secreto e universal, bem como pelo voto profissional, como preconizava o Código Eleitoral de 1932. O número de representantes na Câmara dos Deputados era proporcional ao número de habitantes dos estados: até vinte deputados, um deputado para cada 150 000 habitantes; acima de vinte, um deputado para cada 250 000 habitantes. Além disso, a Câmara contava com deputados eleitos indiretamente pelos sindicatos - patronais e de empregados, cujo número não excedia um quinto do total de representantes. O mandato dos deputados era de quatro anos. Quanto ao Senado, era integrado por dois representantes por estado, incluindo o Distrito Federal (Rio de Janeiro). O mandato dos senadores era de oito anos, sendo a metade renovada a cada quatro anos. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Judiciário  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;O Supremo Tribunal Federal foi transformado em Corte Suprema. Segundo Hélio de Alcântara Avellar, “à definição e atribuição pertinentes a esse poder, incluíram-se seções referentes à Justiça Eleitoral e Militar. Surge a Justiça do Trabalho”. Outra inovação foi o mandado de segurança, que permitia ao cidadão proteger-se contra os atos arbitrários de qualquer autoridade.&lt;br /&gt;Nacionalismo e estatização. A política de imigração sofreu restrições, visando sobretudo a imigração japonesa: estabeleceu-se o limite de 2% sobre as nacionalidades já residentes no país. Proibiu-se a concentração de estrangeiros numa mesma região. Preconizou-se ainda a estatização de empresas estrangeiras e nacionais, quando fosse do interesse geral da nação. As companhias de seguro estrangeiras foram nacionalizadas; estabeleceu-se o princípio da propriedade nacional do subsolo, explorável privadamente mediante explicita concessão estatal. Por fim, ocorreu a nacionalização da informação, proibindo-se a imprensa nas mãos de estrangeiros. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A legislação trabalhista&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A grande novidade da Constituição de 1934 foi a legislação referente ao trabalho. A questão social, que Washington Luís classificara como “caso de polícia”, passou a ser considerada “caso de política”.&lt;br /&gt;Desde os primórdios da revolução de 1930 era nítida a preocupação com o trabalhador, antes simplesmente ignorado e destituído de qualquer direito. Assim, criou-se o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio (26/11/1930), com Lindolfo Collor à frente. Nos anos seguintes, regulamentaram-se os sindicatos, a jornada de trabalho e o trabalho dos menores e das mulheres.&lt;br /&gt;No texto constitucional, artigo 121, proibiram-se as diferenças salariais com base em diferenças de sexo, idade, nacionalidade ou estado civil. Foram estabelecidos salários mínimos regionais; jornada de trabalho de oito horas; descanso semanal; férias anuais remuneradas; indenização do trabalhador em caso de demissão sem justa causa; regulamentação das profissões; proibição do trabalho a menores de 14 anos, de trabalho noturno para menores de 16 anos, de trabalho reconhecidamente nocivo à saúde aos menores de 18 anos e às mulheres.&lt;br /&gt;A razão principal que levou a nova classe dominante a se importar com o mundo do trabalho foi a preocupação em controlar e frear a formação de um operariado organizado, com ideologia própria. Desde a primeira década do presente século já era visível a propagação do anarquismo e do comunismo. Para vincular o trabalhador ao Estado, preparou-se uma legislação própria, que acabou ligando todos os órgãos trabalhistas (sindicatos) diretamente ao Ministério do Trabalho. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A educação &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A criação do Ministério da Educação e Saúde, em 1930 (cujo primeiro titular foi Francisco Campos), já era sintoma de uma nova visão na área da educação. A nova Constituição estabeleceu, nesse ponto, o ensino primário obrigatório, com a perspectiva de fazer o mesmo, posteriormente, com outros graus de ensino.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-1685937008630055974?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/1685937008630055974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/assembleia-constituinte-e-constituicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/1685937008630055974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/1685937008630055974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/assembleia-constituinte-e-constituicao.html' title='A Assembléia Constituinte e a Constituição de 1934 (Revolução de 1930)'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-4175131275387241187</id><published>2009-11-03T22:12:00.000-03:00</published><updated>2009-11-03T22:14:43.053-03:00</updated><title type='text'>A Revolução Constitucionalista de 1932 (Revolução de 1930)</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;São Paulo: perda da hegemonia&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Com a revolução de 1930, São Paulo foi o grande perdedor. A “política dos governadores” e a política de valorização do café, que tinham garantido sua hegemonia até então, foram postas de lado com o triunfo da revolução de 1930 e a crise de 1929.&lt;br /&gt;Por outro lado, agravou-se a contradição entre a velha oligarquia e a interventoria do tenente João Alberto. O Partido Democrático e o Partido Republicano Paulista se uniram, sob a palavra de ordem “interventor civil e paulista”, para exigir a imediata reconstitucionalização do país. A pressão da oligarquia paulista foi afinal sentida pelo governo central. Em 1 ° de março de 1932, Pedro de Toledo foi nomeado interventor de São Paulo, atendendo-se à primeira exigência. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;O Código Eleitoral&lt;/span&gt;  &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Apesar da oposição tenentista aglutinada em torno do Clube Três de Outubro, no dia 24 de fevereiro de 1932 Getúlio mandou publicar o novo Código Eleitoral e o anteprojeto da Constituição, marcando para maio de 1933 as eleições para a Assembléia Constituinte. Pelo novo Código Eleitoral foram estabelecidos o voto secreto e, pela primeira vez, o voto feminino, além da representação classista, isto é, os sindicatos profissionais, tanto patronais como de empregados, elegeriam deputados que teriam as mesmas prerrogativas dos demais parlamentares. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A revolução&lt;/span&gt;  &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Apesar das reformas, em 9 de julho de 1932, eclodiu em São Paulo a revolução constitucionalista, que durou três meses. Os paulistas, chefiados pelo general Isidoro Dias Lopes, permaneceram isolados, sem adesão das demais unidades da federação, excetuando um pequeno contingente militar vindo de Mato Grosso, sob o comando do general Bertoldo Klinger.&lt;br /&gt;Para reprimir a rebelião paulista, Vargas enfrentou sérias dificuldades no setor militar, pois inúmeros generais simplesmente recusaram a missão. Percebendo o débil apoio que tinha no seio da cúpula do Exército, e a fim de consegui-lo, Vargas rompeu em definitivo com os tenentes, que não eram bem vistos pelos oficiais legalistas.&lt;br /&gt;Em 3 de outubro de 1932, em meio à crise militar e apesar dela, Getúlio conseguiu esmagar a revolta paulista.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-4175131275387241187?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/4175131275387241187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/revolucao-constitucionalista-de-1932.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/4175131275387241187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/4175131275387241187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/revolucao-constitucionalista-de-1932.html' title='A Revolução Constitucionalista de 1932 (Revolução de 1930)'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-1962205863682161771</id><published>2009-11-03T22:10:00.001-03:00</published><updated>2009-11-03T22:25:19.071-03:00</updated><title type='text'>Getúlio Vargas no Poder (Primeiro Governo de Vargas)</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;O Governo Provisório&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A 11 de novembro de 1930, através do decreto n°. 19 398, dissolveu-se ajunta Governativa que derrubara Washington Luís, formando-se o Governo Provisório, sob a chefia de Getúlio Vargas. O decreto definia as atribuições do novo governo e ratificava as medidas da junta Governativa. Confirmava-se nele a dissolução do Congresso Nacional e das Casas Legislativas estaduais e municipais. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;As ambigüidades de Vargas &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Tão logo a revolução triunfou, três forças políticas se alinharam. De um lado, as oligarquias tradicionais, que perderam o controle do poder; de outro, os tenentes, que, influenciados pelo fascismo - em voga na Europa -, defendiam a mais completa centralização do poder; no centro, os militares legalistas, que pretendiam a manutenção da ordem. Getúlio Vargas, equilibrando-se sobre essas tendências, não se definiu por nenhuma delas. Assim, entre 1931 e 1932, fez concessões aos tenentes, nomeando-os interventores em diversos estados. Destacou-se nessa época o tenente Juarez Távora, que teve sob seu controle nada menos que doze estados, do Espírito Santo para o norte, o que lhe valeu, segundo a expressão dos seus opositores, o apelido de Vice-rei do Norte. O núcleo tenentista aos poucos foi sendo marginalizado. Nos fins da década de 1930, seria neutralizado pelo crescente prestígio que Vargas concedeu aos militares legalistas, que se opunham à tendência radical dos tenentes.&lt;br /&gt;Portanto, o Governo Provisório não conseguiu solucionar os conflitos, pois Getúlio não atendeu às reivindicações dos tenentes e, tampouco, às reivindicações da oligarquia tradicional. Os primeiros, organizando-se em clubes políticos - entre os quais se destacou o Clube Três de Outubro -, defendiam um esquema de poder francamente ditatorial e a adoção de medidas econômicas nacionalistas, como a nacionalização dos bancos estrangeiros e das riquezas minerais. A última aspirava ao retorno imediato à normalidade constitucional, com a realização de eleições que supostamente a recolocariam no poder.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-1962205863682161771?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/1962205863682161771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/getulio-vargas-no-poder-revolucao-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/1962205863682161771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/1962205863682161771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/getulio-vargas-no-poder-revolucao-de.html' title='Getúlio Vargas no Poder (Primeiro Governo de Vargas)'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-731807622347209348</id><published>2009-11-03T22:07:00.000-03:00</published><updated>2009-11-03T22:10:46.172-03:00</updated><title type='text'>Revolução de Trinta</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;A República Velha em Crise &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A “Lei Celerada” (1927) &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Enquanto a presidência de Artur Bernardes (1922-1926) foi extremamente conturbada, o que o obrigou a governar permanentemente em estado de sítio, a de seu sucessor, Washington Luís (1926 - 1930), sob esse aspecto foi tranqüila.&lt;br /&gt;As revoltas tenentistas e o avanço do movimento operário - em suma, a questão social que chegou a ameaçar o poder da velha oligarquia - estavam dominados. Em 1927, entrou em vigor a lei Celerada, censurando a imprensa e restringindo o direito de reunião; essa nova lei era dirigida contra os tenentes e os operários filiados à organização revolucionária BOC (Bloco Operário Camponês).&lt;br /&gt;Mas a aparente calmaria política do governo de Washington Luís era enganosa. No final do seu mandato, todos os vícios acumulados pela República Oligárquica conduziram a uma solução violenta - a Revolução de 1930 -, que pôs fim à República Velha.&lt;br /&gt;A crise de 1929 e o fim da valorização do café - Em 1906, como já vimos, o Convênio de Taubaté deu início à política de valorização do café. O excedente era comprado mediante empréstimos no exterior e estocado, a fim de manter o seu preço internacional. Durante a Primeira Guerra Mundial, que paralisou o comércio internacional, a exportação brasileira de café declinou, trazendo de volta o fantasma da superprodução. Em 1917, diante da ameaça de uma supersafra, o governo central apoiou a realização de uma segunda valorização, com a compra de 3 milhões de sacas. Para alivio geral, em 1918, a geada atingiu 40% dos cafezais. Nesse mesmo ano, com o fim da guerra, o comércio internacional se normalizou, elevando o preço do café, para a euforia dos cafeicultores.&lt;br /&gt;A alegria não durou muito. Em 1921, foi colocada em prática a terceira valorização do café, com a compra efetuada pelo governo central. A cada valorização, estimulava-se o plantio de novos cafezais, de modo que, nos anos 20, já se começava a pensar numa política que tornasse permanente a valorização.&lt;br /&gt;Ora, um dos fatores básicos da Revolução de 1930 foi a crise da política de valorização do café, em virtude da violenta crise do capitalismo (1929).A grande depressão solapou a base artificial em que se vinha mantendo a lucratividade dos grandes cafeicultores.&lt;br /&gt;Os efeitos da crise foram a retração do mercado consumidor, a suspensão do financiamento para estocagem do café, a exigência da liquidação imediata dos débitos anteriores. Em suma, caiu por terra toda a paciente montagem da política de valorização. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Cisão das oligarquias  &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Ao lado da crise da política de valorização, surgiu, em 1930, a questão sucessória. Washington Luís, ao contrário do que era esperado, não indicou como seu sucessor um mineiro, segundo o hábito do rodízio das oligarquias do PRP e do PRM. Em vez de um mineiro, Washington Luís preferiu apoiar a candidatura de Júlio Prestes, um paulista, para garantir a continuidade das práticas de proteção ao café. Ora, Antônio Carlos, presidente do estado de Minas, esperando ser o presidente da República, viu-se frustrado. Daí a cisão entre o PRP e o PRM, dois partidos que eram a base da República Velha.&lt;br /&gt;Imediatamente, Antônio Carlos tomou o encargo de articular uma candidatura de oposição. Para isso, buscou o apoio do Rio Grande do Sul. Dessa união nasceu a Aliança Liberal, que lançou Getúlio Vargas (gaúcho) como candidato à presidência e João Pessoa, um paraibano, como vice-presidente. Para firmar o nome de seus candidatos, a Aliança Liberal baseou sua campanha na necessidade de reformas políticas: instituição do voto secreto, anistia política, criação de leis trabalhistas para regulamentar a jornada de trabalho e outras voltadas para a assistência do trabalhador. Rapidamente, a AL sensibilizou a massa urbana, ganhando apoio até mesmo dos tenentes. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A vitória de Júlio Prestes&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Entretanto, nas eleições de 1° de março de 1930, o candidato eleito foi Júlio Prestes. Os velhos líderes gaúchos, como Borges de Medeiros, tendiam a aceitar o resultado. Um inconformismo tomou conta de políticos então emergentes, como Osvaldo Aranha e Lindolfo Collor, aos quais se juntaram os tenentes Juarez Távora e Miguel Costa. Um grave acontecimento veio enfim precipitar a revolução: o assassinato de João Pessoa.&lt;br /&gt;João Pessoa governava o estado da Paraíba desde 1928 e era membro da Aliança Liberal. A sua política no estado sofreu forte oposição de coronéis do interior, apoiados pelos paulistas, que os ajudaram com o envio de armas. O seu assassinato em julho de 1930, quando conversava com amigos numa confeitaria, foi motivado por questões pessoais. Não se tratou de um atentado político. Mas, dado o clima de tensão e de frustração pela derrota, a morte de João Pessoa serviu como bandeira para os aliancistas desencadearem um levante armado contra a oligarquia paulista.&lt;br /&gt;A 3 de outubro de 1930, toda a oposição se uniu, e um movimento militar teve início no Rio Grande do Sul. No nordeste, sob a liderança de Juarez Távora, começou a rebelião. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A deposição de Washington Luís&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt; Enquanto isso, Washington Luís nada podia fazer, em virtude do seu isolamento. O próprio estado de São Paulo não estava coeso em torno dele. O Partido Democrático, fundado em 1926, fazia-lhe oposição. Assim, a perspectiva de resistência contra as tropas do sul, sob o comando do tenente-coronel Góis Monteiro, era nula. Para evitar maiores conseqüências, em 24 de outubro Washington Luís foi deposto pelos generais Mena Barreto, Tasso Fragoso e pelo almirante Isaías de Noronha. Washington Luís partiu para o exílio e Getúlio Vargas, chefe do movimento, assumiu a chefia do Governo Provisório.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-731807622347209348?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/731807622347209348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/revolucao-de-trinta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/731807622347209348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/731807622347209348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/revolucao-de-trinta.html' title='Revolução de Trinta'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-9066758425444571648</id><published>2009-11-03T21:58:00.000-03:00</published><updated>2009-11-03T22:00:33.438-03:00</updated><title type='text'>A Política de Valorização do Café (República Velha)</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A organização da economia cafeeira. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;As fazendas de café estavam espalhadas pelo interior, distantes dos grandes centros urbanos onde a produção era vendida. Com as precárias condições de transporte, aliadas ao fato de que os fazendeiros administravam diretamente as suas propriedades, os cafeicultores acabaram delegando a terceiros (os chamados comissários) a colocação de sua produção no mercado.&lt;br /&gt;Esses encarregados da negociação das safras nos grandes centros eram, de início, pessoas de confiança com a incumbência de realizar as operações no lugar do fazendeiro. Aos poucos, de simples encarregados, esses comissários começaram a concentrar em suas mãos as safras de vários fazendeiros, tornando-se importantes intermediários entre produtores e exportadores, em geral estrangeiros.&lt;br /&gt;As casas comissárias que então se organiza&amp;shy;ram passaram a negociar em grande escala o café de várias procedências. Com o tempo, apareceu um novo intermediário: os ensacadores. Estes compravam o café das casas comissárias, classificavam e uniformizavam o produto, adaptando-o ao gosto dos consumidores estrangeiros e, finalmente, o revendiam aos exportadores.&lt;br /&gt;Com a profissionalização dos comissários, estes começaram a atuar também como banqueiros dos cafeicultores, financiando a produção por conta da safra a ser colhida.&lt;br /&gt;Por volta de 1896, esse esquema começou a mudar. Os exportadores (estrangeiros), com a finalidade de aumentar os seus lucros, passa&amp;shy;ram a procurar diretamente os fazendeiros para negociar a compra antecipada das safras. Com seus representantes percorrendo as fazendas para fechar negócio, essa nova relação entre produtores e exportadores indicava, na verdade, que o mercado brasileiro encontrava&amp;shy;se em fase de profunda transformação.&lt;br /&gt;De fato, conforme o esquema até então vi&amp;shy;gente, os comissários não apenas intermediavam a venda das safras, como também intermediavam a compra dos fazendeiros nas grandes casas importadoras de produtos de consumo estrangeiros. O esquema, portanto, era o seguinte: fazendeiros - comissários - ensacadores ---c› exportadores/importadores comissários - fazendeiros.&lt;br /&gt;A decisão dos exportadores em negociar a safra diretamente com os fazendeiros modificou também a forma de atuação dos importadores que, não dispondo mais do comissário que intermediava as compras para o fazendeiro, tive&amp;shy;ram de espalhar agentes e representantes de vendas pelo interior. O mercado ficou mais segmentado mas, em compensação, mais livre. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A crise de superprodução.&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Contudo, desde 1895, a economia cafeeira não andava bem. Enquanto a produção do café crescia em ritmo acelerado, o mercado consumidor europeu e norte-americano não se expandia no mesmo ritmo. Conseqüentemente, sendo a oferta maior que a procura, o preço do café começou a despencar no mercado internacional, trazendo sérios riscos para os fazendeiros.&lt;br /&gt;Nos primeiros dois anos do século XX, o Brasil havia produzido pouco mais de 1 milhão de sacas acima da capacidade de consumo do mercado internacional. Essa cifra saltou para mais de 4 milhões em 1906, alarmando a cafeicultura. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;O Convênio de Taubaté (1906). &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Para solucionar o problema, os governadores de São Paulo, Minas Gerais e Rio de janeiro reuniam-se na cidade de Taubaté, no interior de São Paulo. Decidiu-se então que, a fim de evitar a queda de preço, os governos estaduais interessados deveriam contrair empréstimos no exterior para adquirir parte da produção que excedesse o consumo do mercado internacional. Dessa maneira, a oferta ficaria regulada e o preço poderia se manter. Teoricamente, o café estocado deveria ser liberado quando a produção, num dado ano, fosse insuficiente. Ao lado disso, decidiu-se desencorajar o plantio de novos cafezais mediante a cobrança de altos impostos. Estabelecia-se, assim, a primeira política de valorização do café.&lt;br /&gt;O governo federal foi contra o acordo, mas a solução do Convênio de Taubaté acabou se impondo. De 1906 a 1910, quando terminou o acordo, perto de 8 500 000 sacas de café haviam sido retiradas de circulação.&lt;br /&gt;O acordo não foi propriamente uma solução, mas um simples paliativo. E o futuro da economia cafeeira continuou incerto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-9066758425444571648?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/9066758425444571648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/politica-de-valorizacao-do-cafe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/9066758425444571648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/9066758425444571648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/politica-de-valorizacao-do-cafe.html' title='A Política de Valorização do Café (República Velha)'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-2683371119652724048</id><published>2009-11-03T21:55:00.002-03:00</published><updated>2009-11-03T22:01:55.215-03:00</updated><title type='text'>O Crescimento do Mercado Interno (República Velha)</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;O mercado consumidor.&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Na última década do século XIX, o mercado de consumo se expandiu e se transformou estruturalmente devi&amp;shy;do à implantação do trabalho livre.&lt;br /&gt;Conforme já mencionamos, na época da escravidão, os senhores concentravam o poder de compra, já que eles adquiriam os produtos necessários não apenas para si e sua família, mas também para os escravos. Assim, antes da maciça imigração européia, a parte mais importante do mercado de consumo era representada quase exclusivamente pelos fazendeiros.&lt;br /&gt;A implantação do trabalho livre emancipou não apenas os escravos, mas também os consumidores, pois a intermediação dos fazendeiros, embora não desaparecesse completamente, começou, gradativamente, a perder importância. Consumidores, com dinheiro na mão, decidiam por si mesmos o que e onde comprar. Com isso, o mercado de consumo se pulverizou. Conforme veremos adiante, esse crescimento e segmentação do mercado de consumo exerceu uma pressão poderosa no sentido da modernização da economia brasileira. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A tradição da monocultura.&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Entretanto, o principal setor da economia - a cafeicultura - continuava crescendo dentro de padrões coloniais. Na verdade, a cafeicultura não apenas precisava preservar o caráter colonial da economia brasileira, mas também ajudava a mantê-lo. Como no passado, a economia cafeeira estava inteiramente organizada para abas&amp;shy;tecer o mercado externo, no qual, por sua vez, adquiria os produtos manufaturados de que precisava.&lt;br /&gt;Esse padrão econômico tinha como conseqüência o fraco desenvolvimento tanto da produção de produtos manufaturados, mesmo os de consumo corrente, quanto da agricultura de subsistência. Com o crescimento do mercado de consumo que se seguiu à abolição, as importações aumentaram, pois até produtos alimentícios eram trazidos de fora. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;O endividamento externo. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;As exportações, todavia, não cresceram na mesma proporção, de modo que, para financiar as importações, o governo começou a se endividar continua&amp;shy;mente. Esses empréstimos eram contratados sobretudo na Inglaterra, que, assim, tornou-se a maior credora do Brasil. Enfim, chegou-se a um ponto em que as dívidas se acumularam a ponto de desencadear uma crise por falta de capacidade de o país saldar as suas dívidas externas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;O funding loan. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Em 1898, antes mesmo de Campos Sales tomar posse, o ministro da Fazenda, Joaquim Duarte Murtinho, foi à Inglaterra renegociar a dívida. Conhecido como funding loan (empréstimo de consolidação), o acordo financeiro negociado com os credores consistiu no seguinte: o Brasil substituiu o pagamento em dinheiro por pagamento em títulos dos juros dos empréstimos anteriores e um novo empréstimo lhe foi concedido para criar condições futuras de pagamento dos débitos. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;O estímulo à industrialização.&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Diante de tal situação, o governo federal adotou uma política para desestimular as importações. Acontece que, com a República, a arrecadação dos impostos fora dividida do seguinte modo: os esta&amp;shy;dos ficavam com os impostos sobre as exportações, e o governo federal com os impostos sobre as importações. Ora, desestimular as importações significaria diminuir as suas receitas. Por essa razão, o governo federal recorreu ao imposto de consumo, que já havia sido instituído, mas até então não tinha sido cobrado.&lt;br /&gt;Observemos que a simples instituição do imposto de consumo indicava que o mercado de consumo já havia atingido dimensões significativas e revelava a expectativa do governo em relação ao seu crescimento. E isso testemunhava a importância já adquirida pelo mercado interno.&lt;br /&gt;Devido aos problemas gerados pelo aumento do consumo, o governo federal foi obrigado a estimular a produção interna a fim de diminuir as importações. Esse problema não existi&amp;shy;ria se as exportações, principalmente do café, fossem suficientes para cobrir todos os gastos com as importações. Não era esse o caso. Entretanto, para que o modelo agroexportador fosse preservado, era necessário criar condições para o abastecimento através da produção nacional própria. Foi por esse motivo que a industrialização começou a ser estimulada no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-2683371119652724048?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/2683371119652724048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/o-crescimento-do-mercado-interno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/2683371119652724048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/2683371119652724048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/o-crescimento-do-mercado-interno.html' title='O Crescimento do Mercado Interno (República Velha)'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-1253460042604926127</id><published>2009-11-03T21:51:00.002-03:00</published><updated>2009-11-03T21:54:51.687-03:00</updated><title type='text'>A "Política dos Governadores" e a Constituição da República Oligárquica</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A hegemonia dos cafeicultores. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Vimos anteriormente que a República tornou-se possível, em grande parte, graças à aliança entre militares e fazendeiros de café. Esses dois grupos tinham, entretanto, dois projetos distintos em relação à forma de organização do novo regime: os primeiros eram centralistas e os segundos, federalistas. Os militares não eram suficientemente poderosos para impor o seu projeto nem contavam com aliados que pudessem lhes dar o poder de que precisavam.&lt;br /&gt;Os cafeicultores, ao contrário, contavam com um amplo arco de aliados potenciais e compunham, economicamente, o setor mais poderoso da sociedade. A partir de Prudente de Morais, que, em 1894, veio a suceder Floriano, o poder passou definitivamente para esses grandes fazendeiros. Mas foi com Campos Sales (189&amp;amp; 1902) que uma fórmula política duradoura de dominação foi finalmente elaborada: a "política dos governadores”. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A "política dos governadores".&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Criada por Campos Sales (1898-1902), a "política dos governadores" consistia no seguinte: o presidente da República apoiava, com todos os meios ao seu alcance, os governadores estaduais e seus aliados (oligarquia estadual dominante) e, em troca, os governadores garantiriam a eleição, para o Congresso, dos candidatos oficiais. Desse modo, o poder Legislativo, constituído por deputados e senadores aliados do presidente - poder Executivo -, aprovava as leis de seu interesse. Estava afastado assim o conflito entre os dois poderes.&lt;br /&gt;Em cada estado existia, portanto, uma minoria (oligarquia) dominante, que, aliando-se ao governo federal, se perpetuava no poder. Existia também uma oligarquia que dominava o poder federal, representada pelos políticos paulistas e mineiros. Essa aliança entre São Paulo e Minas - que eram os estados mais poderosos -, cujos lideres políticos passaram a se revezar na presidência, ficou conhecida como a "política do café com leite". &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A Comissão de Verificação. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;As peças para o funcionamento da "política dos governadores" foram, basicamente, a Comissão de Verificação e o coronelismo. As eleições na República Velha não eram, como hoje, garantidas por uma justiça eleitoral. A aceitação dos resultados de um pleito era feita pelo poder Legislativo, através da Comissão de Verificação. Essa comissão, formada por deputados, é que oficializava os resultados das eleições.&lt;br /&gt;O presidente da República podia, portanto, através do controle que tinha sobre a Comissão de Verificação, legalizar qualquer resultado que conviesse aos seus interesses, mesmo no caso de fraudes, que, aliás, não eram raras. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;O coronelismo.&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;O título de "coronel", recebido ou comprado, era uma patente da Guarda Nacional, criada durante a Regência, como já vimos. Geralmente, o termo era utilizado para designar os fazendeiros ou comerciantes mais ricos da cidade e havia se espalhado por todos os municípios.&lt;br /&gt;Durante o Segundo Reinado, os localismos haviam sido sufocados pela política centralizadora, mas eles renasceram às vésperas da República. Com a proclamação e a adoção do federalismo, os coronéis passaram a ser as figuras dominantes do cenário político dos municípios.&lt;br /&gt;Em torno dos coronéis giravam o membros das oligarquias locais e regionais. O seu poder residia no controle que exerciam sobre os eleitores. Todos eles tinham o seu "curral" eleitoral, isto é, eleitores cativos que votavam sempre nos candidatos por eles indicados, em geral através de troca de favores fundados na relação de compadrio. Assim, os votos despejados nos candidatos dos coronéis ficaram conheci&amp;shy;dos como "votos de cabresto”. Porém, quando a vontade dos coronéis não era atendida, eles a impunham com seus bandos armados - os jagunços -, que garantiam a eleição de seus candidatos pela violência.&lt;br /&gt;A importância do coronel media-se, portanto, por sua capacidade de controlar o maior número de votos, dando-lhe prestígio fora de seu domínio local. Dessa forma, conseguia ob&amp;shy;ter favores dos governantes estaduais ou federais, o que, por sua vez, lhe dava condições para preservar o seu domínio.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-1253460042604926127?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/1253460042604926127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/politica-dos-governadores-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/1253460042604926127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/1253460042604926127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/politica-dos-governadores-e.html' title='A &quot;Política dos Governadores&quot; e a Constituição da República Oligárquica'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-7531050517320801412</id><published>2009-11-03T21:33:00.002-03:00</published><updated>2009-11-03T21:44:07.224-03:00</updated><title type='text'>A Consolidação da República (1891-1894)</title><content type='html'>&lt;p&gt;“Em vez de quatro poderes, como no Império, foram adotados três: Executivo, Legislativo e Judiciário”.&lt;br /&gt;Executivo, exercido pelo presidente da República, eleito por voto direto, por quatro anos, com um vice-presidente, que assumiria a presidência no afastamento do titular, efetivando-se, sem nova eleição, no caso de afastamento definitivo depois de dois anos de exercício.&lt;br /&gt;Legislativo, com duas casas temporárias Câmara dos Deputados e Senado Federal que, reunidos, formavam o Congresso Nacional (...).&lt;br /&gt;Judiciário, com o Supremo Tribunal Federal, como órgão máximo, cuja instalação foi providenciada pelo Decreto n° 1, de 26 de fevereiro de 1891, que também dispôs sobre os funcionários da Justiça Federal. Os três poderes exercer-se-iam harmoniosa, mas independentemente.” &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Civis e militares.&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A República foi obra, basicamente, dos partidos republicanos - notadamente o de São Paulo -, unidos aos militares de tendência positivista. Porém, tão logo o grande objetivo foi atingido, ocorreu a cisão entre os "republicanos históricos" e os militares. As divergências giraram em torno da questão federalista: os civis defendiam o federalismo e os militares eram centralistas, portanto partidários de um poder central forte. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A eleição de Deodoro. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Conforme ficara estabelecido, a Assembléia Constituinte, após a elaboração da nova Constituição, transformou-se em Congresso Nacional, encarregado de eleger o primeiro presidente da República. Para essa eleição apresentaram-se duas chapas: a primeira era encabeçada por Deodoro da Fonseca para presidente e o almirante Eduardo Wandenkolk para vice, a segunda era constituída por Prudente de Morais para presidente e o marechal Floriano Peixoto para vice.&lt;br /&gt;A eleição realizou-se em meio a tensões muito grandes entre militares e civis, pois o Congresso Nacional era francamente contrário a Deodoro. Em primeiro lugar, porque este ambicionava fortalecer o seu poder, chegando mesmo a se aproximar de monarquistas confessos, como o barão de Lucena, a quem convidou para formar o segundo ministério no Governo Provisório, após a renúncia coletiva do primeiro. Em segundo, devido à impopularidade de e ao desgaste de Deodoro, motivados pelas crises desencadeadas pelo "encilhamento", pelas quais, junto com Rui Barbosa, era direta mente responsável.&lt;br /&gt;Prudente de Morais tinha a maioria. Teoricamente seria eleito. Contudo, os militares ligados a Deodoro fizeram ameaças, pressionando o Congresso a elegê-lo. E foi o que aconteceu, embora por uma pequena margem de votos. O vice de Deodoro, entretanto, foi derrotado por ampla diferença por Floriano Peixoto. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A renúncia de Deodoro.&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Deodoro, finalmente eleito presidente pelo Congresso, não conseguiu governar com este último. Permanente&amp;shy;mente hostilizado pelo Congresso, buscou o apoio dos governos dos estados. Na oposição estavam o mais poderoso dos estados - São Paulo - e o mais influente dos partidos - o PRP (Partido Republicano Paulista).&lt;br /&gt;Em 3 de novembro de 1891, a luta chegou ao auge. Sem levar em conta a proibição constitucional, Deodoro fechou o Congresso e decretou o estado de sítio, a fim de neutralizar qualquer reação e tentar reformar a Constituição, no sentido de conferir mais poderes ao Executivo.&lt;br /&gt;Porém, o golpe fracassou. As oposições - tanto civis como ' 'tares - cresceram e culminaram com a rebelião do contra-almirante Custódio de Melo, que ameaçou bombardear o Rio de Janeiro com os navios sob seu comando. Deodoro renunciou, assumindo em seu lugar Floriano Peixoto.&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Floriano Peixoto (1891-1894). &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A ascensão de Floriano foi considerada como o retorno à legalidade. As Forças Armadas - Exército e Marinha - e o Partido Republicano Paulista apoiaram o novo governo. Os primeiros atos de Floriano foram: a anulação do decreto que dissolveu o Congresso; a derrubada dos governos estaduais que haviam apoiado Deodoro; o controle da especulação financeira e da especulação com gêneros alimentícios, através de seu tabelamento. Tais medidas desencadearam, imediatamente, violentas reações contra Floriano. Para agravar ainda mais a situação, a esperada volta à legalidade não aconteceu.&lt;br /&gt;De fato, para muitos, era preciso convocar rapidamente uma nova eleição presidencial, conforme estabelecia o artigo 42 da Constituição, no qual se lia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Art. 42 - Se, no caso de vaga, por qual&amp;shy;quer causa, da presidência ou vice-presidência, não houverem ainda decorrido dois anos do período presidencial, proceder-se-á à nova eleição.&lt;br /&gt;Floriano não convocou nova eleição e permaneceu no firme propósito de concluir o mandato do presidente renunciante. A alegação de Floriano era de que a lei só se aplicava aos presidentes eleitos diretamente pelo povo. Ora, como a eleição do primeiro presidente fora indireta, feita pelo Congresso, Floriano simples&amp;shy;mente ignorou a lei. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;O manifesto dos treze generais.&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Contra as pretensões de Floriano, treze oficiais (generais e almirantes) lançaram um manifesto em abril de 1892, exigindo a imediata realização das eleições presidenciais, como mandava a Constituição. A reação de Floriano foi simples: afastou os oficiais da ativa, reformando-os. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A revolta da Armada. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Essa inabalável firmeza de Floriano frustrou os sonhos do contra-almirante Custódio de Melo, que ambicionava a presidência. Levadas por razões de lealdade pessoal, as Forças Armadas se dividiram. Custódio de Melo liderou a revolta da Armada estacionada na baía de Guanabara (1893). Essa rebelião foi imediatamente apoiada pelo contra-almirante Saldanha da Gama, diretor da Escola Naval, conhecido por sua posição monarquista. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A revolução federalista.&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;No Rio Grande do Sul, desde 1892, uma grave dissensão política conduzira o Partido Republicano Gaúcho e o Federalista ao confronto armado. Os partidários do primeiro, conhecidos como "pica&amp;shy;paus", eram apoiados por Floriano, e os do segundo, chamados de "maragatos", aderiram à rebelião de Custódio de Melo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Floriano, o Marechal de Ferro.&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Contra as rebeliões armadas, Floriano agiu energicamente, graças ao apoio do Exército e do PRP (Parti&amp;shy;do Republicano Paulista), o que lhe valeu a al&amp;shy;cunha de Marechal de Ferro. Retomando o controle da situação ao reprimir as revoltas, Floriano aplainou o caminho para a ascensão dos civis.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-7531050517320801412?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/7531050517320801412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/consolidacao-da-republica-1891-1894.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/7531050517320801412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/7531050517320801412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/consolidacao-da-republica-1891-1894.html' title='A Consolidação da República (1891-1894)'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-3362336073983859416</id><published>2009-11-03T21:32:00.001-03:00</published><updated>2009-11-03T21:45:14.526-03:00</updated><title type='text'>A Constituição de 1891</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Características. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Logo após a proclamação da República, foi convocada uma Assembléia Constituinte para elaborar uma nova Constituição, promulgada em 24 de fevereiro de 1891.&lt;br /&gt;A nova Constituição inspirou-se no modelo norte-americano, ao contrário da Constituição imperial, inspirada no modelo francês.&lt;br /&gt;Segundo a Constituição de 1891, o nosso país estava dividido em vinte estados (antigas províncias) e um Distrito Federal (ex-município neutro). Cada estado era governado por um “presidente”. Declarava também que o Brasil era uma república representativa, federalista e presidencialista.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-3362336073983859416?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/3362336073983859416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/constituicao-de-1891.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/3362336073983859416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/3362336073983859416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/constituicao-de-1891.html' title='A Constituição de 1891'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-3149172356587747562</id><published>2009-11-03T21:21:00.004-03:00</published><updated>2009-11-03T21:45:50.353-03:00</updated><title type='text'>República Velha (1889 – 1930)</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Os treze presidentes. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Ao longo da República Velha, que é a denominação convencional para a história republicana que vai da proclamação (1889) até a ascensão de Getúlio Vargas em 1930, o Brasil conheceu uma seqüência de treze presidentes. O traço mais saliente dessa primeira fase republicana encontra-se no fato de que a política esteve inteiramente dominada pela oligarquia cafeeira, em cujo nome e interesse o poder foi exercido.&lt;br /&gt;Desses treze presidentes, três foram vices que assumiram o poder: Floriano Peixoto, em virtude da renúncia de Deodoro da Fonseca; Nilo Peçanha, pela morte de Afonso Pena; e, finalmente, Delfim Moreira, pela morte de Rodrigues Alves, ocorrida logo após a sua reeleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/SvDJwXi1g1I/AAAAAAAAACc/gO1v2o3D_DI/s1600-h/presidentes.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 176px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400038801598018002" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/SvDKre6TcdI/AAAAAAAAACk/HVDntBGHpfI/s320/presidentes.jpg" /&gt; &lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Governo Provisório (1889-1891). &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Proclamada a República, na mesma noite de 15 de novembro de 1889 formou-se o Governo Provisório, com o Marechal Deodoro como chefe de governo. Eis o primeiro ministério da República:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Interior: Aristides da Silveira Lobo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Relações Exteriores: Quintino Bocaiúva; • Fazenda: Rui Barbosa;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Guerra: tenente-coronel Benjamin Constant;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Marinha: Eduardo Wandenkolk;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Agricultura, Comércio e Obras Públicas: Demétrio Nunes Ribeiro;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Justiça: Manuel Ferraz de Campos Sales. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Primeiras medidas.&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;O Governo Provisório, assim formado, decretou o regime republicano e federalista e a transformação das antigas províncias em "estados" da federação. O Império do Brasil chamava-se, agora, com a República, Esta&amp;shy;dos Unidos do Brasil - o seu nome oficial.&lt;br /&gt;Em caráter de urgência, foram tomadas também as seguintes medidas: a "grande naturalização", que ofereceu a cidadania a todos os estrangeiros residentes; a separação entre Igreja e Estado e o fim do padroado; a instituição do casamento e do registro civil. Porém, dentre as várias medidas, destaca-se particularmente o "encalhamento", adotado por Rui Barbosa, então ministro da Fazenda. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;O “encilhamento”.&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Na corrida de cavalos, a iminência da largada era indicada pelo seu encalhamento, isto é, pelo momento em que se apertavam com as cilhas (tiras de couro) as selas dos cavalos. É o instante em que as tensões transparecem no nervosismo das apostas. Por analogia, chamou-se "encilhamento" à poli&amp;shy;tica de emissão de dinheiro em grande quantidade que redundou numa desenfreada especulação na Bolsa de Valores.&lt;br /&gt;Para compreender por que o Governo Provisório decidiu emitir tanto papel-moeda, é preciso recordar que, durante a escravidão, os fazendeiros se encarregavam de fazer as com&amp;shy;pras para si e para seus escravos e agregados. E o mercado de consumo estava praticamente limitado a essas compras, de modo que o dinheiro era utilizado quase exclusivamente pelas pessoas ricas. Por essa razão, as emissões de moeda eram irregulares: emitia-se conforme a necessidade e sem muito critério.&lt;br /&gt;A situação mudou com a abolição da escravatura e a grande imigração. Com o trabalho livre e assalariado, o dinheiro passou a ser utilizado por todos, ampliando o mercado de consumo.&lt;br /&gt;Para atender à nova necessidade, o Governo Provisório adotou uma política emissionista em 17 de janeiro de 1890. O ministro da Fazenda, Rui Barbosa, dividiu o Brasil em quatro regiões, autorizando em cada uma delas um banco emissor. As quatro regiões autorizadas eram: Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. O objetivo da medida era o de cobrir as necessidades de pagamento dos assalariados - que aumentaram desde a abolição - e, além disso, expandir o crédito a fim de estimular a criação de novas empresas.&lt;br /&gt;Todavia, a desenfreada política emissionista acarretou uma inflação* incontrolável, pois os "papéis pintados" não tinham como lastro outra coisa que não a garantia do governo. Por isso, o resultado foi muito diverso do espera&amp;shy;do: em vez de estimular a economia a crescer, desencadeou uma onda especulativa. Os especuladores criaram projetos mirabolantes e irrealizáveis e, em seguida, lançaram as suas ações na Bolsa de Valores, onde eram vendidas a alto preço. Desse modo, algumas pessoas fizeram fortunas da noite para o dia, enquanto seus projetos permaneciam apenas no papel.&lt;br /&gt;Em 1891, depois de um ano de orgia especulativa, Rui Barbosa se deu conta do cará&amp;shy;ter irreal de sua medida e tentou remediá-la, buscando unificar as emissões no Banco da República dos Estados Unidos do Brasil. Mas a demissão coletiva do ministério naquele mesmo ano frustrou a sua tentativa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-3149172356587747562?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/3149172356587747562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/republica-velha-1889-1930.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/3149172356587747562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/3149172356587747562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/republica-velha-1889-1930.html' title='República Velha (1889 – 1930)'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/SvDKre6TcdI/AAAAAAAAACk/HVDntBGHpfI/s72-c/presidentes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-6474906153273547986</id><published>2009-11-03T21:08:00.002-03:00</published><updated>2009-11-03T21:46:50.352-03:00</updated><title type='text'>A Proclamação da República</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;O isolamento da monarquia.&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A tradição historiográfica relaciona três questões responsáveis pela queda da monarquia:&lt;br /&gt;-a questão servil (escravidão); • a questão religiosa;&lt;br /&gt;- a questão militar.&lt;br /&gt;O Estado imperial apoiava-se na escravidão e era apoiado pelos escravistas. O processo abolicionista, portanto, corroeu sua base social. O conflito do Estado com a Igreja Católica e com o Exército isolou a monarquia de duas outras fontes de seu apoio.&lt;br /&gt;Além do processo de abolição da escravatura é preciso examinar ainda as crises religiosa e militar, fatores decisivos também para a derrocada do Império e implantação da República.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A questão religiosa. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;O catolicismo era a religião oficial do Brasil e, como em Portugal, a Igreja estava subordinada ao Estado, através do regime do padroado. Segundo essa tradição, cabia ao imperador a escolha dos clérigos para os cargos importantes da Igreja, da mesma for&amp;shy;ma que as bulas (ou decretos) papais só eram aplicadas com o consentimento explicito do monarca.&lt;br /&gt;Pois bem, através de uma bula, o papa condenou a maçonaria e interditou padres e fiéis de pertencerem a seus quadros. Essas determinações, entretanto, não foram aplicadas no Brasil, visto que era grande o número de católicos filiados à maçonaria.&lt;br /&gt;Em 1872, os bispos de Olinda e Belém, obedientes às ordens papais, suspenderam irmandades religiosas que se recusavam a afastar os membros maçons. Por solicitação das irmandades atingidas, D. Pedro II anulou as suspensões. Como, no entanto, os bispos mantiveram firme o propósito de sustentar a de&amp;shy;cisão, eles foram julgados e condenados por ordem imperial.&lt;br /&gt;Embora tenham sido anistiados mais tarde, em 1875, a prisão dos bispos foi uma afronta à Igreja, ao mesmo tempo em que feriu a religiosidade popular. Como conseqüência, a Igreja afastou-se do governo imperial. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A questão militar. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;O Exército como "unidade espiritual e orgânica" só começou a existir no Brasil a partir da Guerra do Paraguai. Até então, fora mantido em posição secundária, num regime de absoluta supremacia dos civis.&lt;br /&gt;Depois da Guerra do Paraguai, o Exército tomou consciência de sua importância e gradativa mente começou a manifestar insatisfação pelo tratamento recebido do governo imperial. Aos poucos, os militares foram tornando públicas as suas queixas, ao mesmo tempo em que um grupo minoritário de oficiais, mas extremamente ativo, difundia o ideal republicano e positivista, sob a liderança de Benjamin Constant.&lt;br /&gt;Foi nesse clima de crescente descontenta&amp;shy;mento que se deu a chamada questão militar. Para compreendê-la, é preciso saber que os militares estavam proibidos, por regulamento, de se pronunciarem através da imprensa sobre questões internas do Exército.&lt;br /&gt;A questão militar teve início com um incidente ocorrido em 1884. Nesse ano, foram libertados no Ceará os últimos escravos, tornando-o a primeira província brasileira a extinguir completamente a escravidão. O jangadeiro Francisco do Nascimento, conhecido como Dragão do Mar, por ter liderado os jangadeiros a não transportar escravos para o tráfico, foi considerado o símbolo da luta abolicionista cearense. Glorificado pelos abolicionistas, recebeu o convite de entidades abolicionistas na Corte que pretendiam homenageá-lo. Foi recebido como herói no Rio, onde visitou também a Escola de Tiro, em Campo Grande, sendo bem recebido pelo seu comandante, tenente&amp;shy;coronel Sena Madureis, um veterano da Guerra do Paraguai. Essa visita foi noticiada pela imprensa.&lt;br /&gt;Chegando o fato ao conhecimento do ministro da Guerra, este tratou imediatamente de interpelar Sena Madureira, que, entretanto, alegando estar diretamente subordinado à Sua Alteza o Conde d'Eu, só a ele devia explicações.&lt;br /&gt;Com esse episódio e outros incidentes que se seguiram, uma forte tensão instalou-se no Exército, desencadeando a questão militar, que culminou num conflito protagonizado pelo coronel Ernesto Augusto da Cunha Matos. Este, em inspeção à tropa no Piauí, denunciou irregularidades praticadas pelo capitão Pedro José de Lima, oficial pertencente aos quadros do Partido Conservador. Um deputado do Piauí, pertencente ao mesmo partido, saiu em defesa do seu correligionário, fazendo um violento ataque ao coronel Cunha Matos na tribuna da Câmara. O coronel respondeu ao ataque pela imprensa e acabou punido pelo ministro da Guerra, com base no regulamento. Esse incidente provocou uma intensa discussão na Câmara, e o próprio ministro da Guerra com&amp;shy;pareceu ao Senado para discutir o assunto. Tendo sido citado nos debates, Sena Madureis, que agora servia no Rio Grande do Sul, publicou no jornal A Federação um artigo em defesa do coronel Cunha Matos e foi punido pelo ministro da Guerra.&lt;br /&gt;A partir disso, os debates ganharam os quartéis e envolveram chefes militares de expressão, como o visconde de Pelotas - um dos militares enobrecidos pela sua atuação na Guerra do Paraguai - e o marechal Deodoro da Fonseca. O clima criado pela questão militar favoreceu a difusão do ideal republicano no Exército, afastando-o de D. Pedro II. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A queda da monarquia.&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A insatisfação militar, ao aproximar o Exército dos republicanos, deu origem à aliança que resultaria no golpe de 15 de novembro de 1889.&lt;br /&gt;A situação crítica da monarquia fez com que o governo imperial tentasse uma solução para superar os problemas. A tentativa foi feita pelo visconde de Ouro Preto, que assumiu a chefia do ministério em julho de 1889. O seu programa de governo era amplamente reformista e tinha como objetivo neutralizar as críticas e atender a aspirações insatisfeitas.&lt;br /&gt;Na sessão de 11 de junho, apresentou à Câmara o seu programa, que, de fato, era ousa&amp;shy;do. Depois de uma intensa discussão o programa foi rejeitado pela Câmara, dominada pelos deputados conservadores. Como reação, o governo decretou a dissolução da Câmara no dia 17 de julho e a convocação de uma nova, que deveria se reunir extraordinariamente em 20 de novembro de 1889.&lt;br /&gt;O impasse criado gerou um clima de intensa agitação. Os Partidos Republicanos do Rio de janeiro e de São Paulo pediram a intervenção militar, e o Exército se mostrou sensível ao apelo. No dia 11 de novembro, líderes republicanos reuniram-se com o marechal Deodoro da Fonseca, pedindo-lhe que liderasse o movimento para depor a monarquia. Estavam presentes Rui Barbosa, Benjamin Constant, Aristides Lobo, Bocaiúva, Glicério e o coronel Solon. Deodoro aceitou a proposta. No dia 15 de novembro de 1889, a República foi final&amp;shy;mente proclamada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-6474906153273547986?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/6474906153273547986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/proclamacao-da-republica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/6474906153273547986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/6474906153273547986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/proclamacao-da-republica.html' title='A Proclamação da República'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-436436747595207803</id><published>2009-11-03T20:03:00.003-03:00</published><updated>2009-11-03T22:04:05.152-03:00</updated><title type='text'>A Industrialização no Brasil (Crise do Imperio)</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Os primeiros passos da industrialização.&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Com a extinção do tráfico negreiro em 1850, o capital até então empregado no comércio de escravos foi reinvestido em outras atividades econômicas, entre elas a indústria. Os empreendimentos do visconde de Mauá, aos quais já nos referimos, ocorreram exatamente nesse contexto.&lt;br /&gt;O início da industrialização do Brasil ocorreu por volta de 1870, em estreita relação com a imigração em massa e a expansão do café em São Paulo.&lt;br /&gt;A expansão cafeeira, com a incorporação dos imigrantes, transformava esse setor agrícola num empreendimento capitalista e altamente rentável. Com isso, os cafeicultores acumulavam capital e diversificavam suas atividades, investindo, inclusive, na área industrial. Por outro lado, a crise e a abolição da escravatura e os imigrantes - sobretudo italianos -, trabalhando em regime de colonato, converteram-se em base tanto para a formação do mercado de trabalho quanto para a formarão do mercado interno.&lt;br /&gt;Até 1870, a produção industrial era feita por pequenas oficinas artesanais espalhadas por várias regiões. As primeiras indústrias tiveram o papel de substituir e concentrar as produções artesanais. Mais tarde, já na República, um novo surto industrial terá o papel de substituir os produtos importados.&lt;br /&gt;As primeiras indústrias, entretanto, tinham por objetivo substituir as produções artesanais dispersas e não substituir os produtos importados. Outro impulso decisivo seria dado, como veremos, no início da República. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;O Movimento Republicano &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;As transformações da sociedade. A partir de 1850, com a abolição do tráfico, iniciava-se no Brasil um processo de profunda transformação econômica e social. Podemos enumerar alguns dados que a comprovam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- a população brasileira, que era de aproximadamente 3 milhões em 1822, passou a 14 milhões por volta de 1880;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-as indústrias, principalmente têxteis, se desenvolvem: de 175 estabelecimentos, em 1874, o número salta para mais de 600 em 1880;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-o transporte melhorou com a construção de 9 mil km de ferrovias e a introdução do bar&amp;shy;co a vapor, no final do Império;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-incremento da urbanização;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-melhorias técnicas foram introduzidas na produção do açúcar e do café, ao mesmo tempo em que os escravos eram substituídos pelos trabalhadores livres (imigrantes);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-multiplicaram-se os estabelecimentos de crédito (bancos), etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, o que esse conjunto de transformações tem a ver com a proclamação da República?&lt;br /&gt;Ressaltemos dois pontos essenciais para se compreender esse processo: primeiro, a substituição do trabalho escravo pelo livre acarretou uma cisão na camada dominante dos grandes proprietários; segundo, o Estado imperial não se modernizou na mesma proporção e não acompanhou as mudanças.&lt;br /&gt;Cabe fazer ainda outra observação: a queda da monarquia e implantação da República não foi propriamente uma revolução. É verdade que, com a República, a participação direta dos fazendeiros do café no poder tornou-se realmente efetiva e avassaladora, como jamais acontecera durante o Império. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A origem da República.&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A proclamação da República em 15 de novembro de 1889 foi fruto de inúmeros fatores conjugados.A aspiração republicana era muito antiga no Brasil e, como já vimos, ela se mostrou em vários movimentos anticoloniais, a exemplo da Inconfidência Mineira, Confederação do Equador, etc. Mas devemos lembrar que o ideal republicano desses movimentos era mais um instrumento para contestar o regime colonial ou a autocracia do primeiro imperador do que propriamente um propósito central e consciente, como se tornou no final do século XIX. E mais ainda: o ideal republicano era uma expressão local, das províncias periféricas. No final do século XIX, ele renasceu na própria capital do Império.&lt;br /&gt;O movimento republicano. O ponto de partida do movimento republicano situou-se no lançamento do Manifesto Republicano em 1870. Tratava-se, entretanto, de um documento conservador e nitidamente contra-revolucionário. Num de seus trechos, estava escrito: "Como homens livres, e essencialmente subordinados aos interesses de nossa pátria, não é nossa intenção convulsionar a sociedade em que vivemos”.&lt;br /&gt;Na realidade, em 1870 a influência dos liberais sobre os republicanos era muito grande e, na prática, era muito difícil distinguir uns dos outros. E, de fato, os republicanos de então defendiam a velha tese dos liberais de que era necessário fazer reformas para evitar a revolução. O jornalista Quintino Bocaiúva, um dos lideres republicanos, declarava-se um convicto "evolucionista" e acreditava que a evolução histórica levaria fatalmente a humanidade à república.&lt;br /&gt;Publicado no Rio de janeiro, o Manifesto não foi recebido da mesma forma em todo o Brasil. A sua repercussão foi imediata em São Paulo e Minas Gerais, onde se constituíram rapidamente núcleos republicanos. O Rio Grande do Sul reagiu mais lentamente, mas de forma positiva.&lt;br /&gt;Nas províncias do norte, a recepção foi praticamente nula, inclusive na Bahia, que, depois de Minas Gerais, era a província mais populosa. Em Pernambuco a recepção foi um pouco melhor, dada a sua tradição de luta democrática, fraca em comparação às províncias do centro e do sul.&lt;br /&gt;Em toda parte, a ascensão dos republicanos foi prejudicada, até 1878, pela falta de identidade própria, devido ao seu estreito convívio com os liberais, que, apesar de alguns pontos em comum com os republicanos, eram, no final das contas, monarquistas. Somente depois de 1878 é que os republicanos começaram a atuar de modo independente, ganhando assim uma identidade própria como movimento. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;O federalismo. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Outro fator da queda da monarquia foi o federalismo. Devemos ter em mente que a defesa do federalismo não é, por si só, necessariamente anti-monarquista ou republicana.&lt;br /&gt;Porém, em geral, o federalismo foi a expressão de uma insatisfação real. Os presidentes de províncias, nomeados pelo poder central, atuavam normalmente como representantes dos interesses do governo do Rio de Janeiro ou do partido no poder e pouco se interessavam pelos problemas internos da província que deveriam administrar.&lt;br /&gt;O mais grave era que a administração central estava emperrada e não acompanhou o processo de modernização que ganhara impulso no Brasil depois de 1850. Pior ainda: ameaçava paralisar o desenvolvimento de centros dinâmicos, como São Paulo.&lt;br /&gt;Isso se devia à prática política adotada pelo imperador, que utilizava como critério para preencher os altos cargos administrativos um costume ditado pela tradição. Com isso, para os cargos diretivos, nomeava rotineiramente os indivíduos pertencentes às famílias de passado ilustre, perpetuando no poder os agrupamentos tradicionais.&lt;br /&gt;Assim, os setores mais dinâmicos da elite econômica do país encontravam-se afastados dos centros de decisão. Comparativamente à sua importância econômica, os cafeicultores ocupavam no governo um espaço muito modesto e reduzido. Os grandes fazendeiros, entretanto, eram agraciados com títulos nobiliárquicos, em sinal de reconhecimento pelo Império. Essa iniciativa tinha apenas um caráter honorífico e pouco prático.&lt;br /&gt;Da perspectiva, por exemplo, do empresariado cafeeiro de São Paulo - o mais dinâmico do Brasil -, o governo imperial era sentido inevitavelmente como inadequado para seus interesses. Segundo o economista Sérgio Silva, “durante a década de 1880 a produção [cafeeira] de São Paulo ultrapassa a produção do Rio de Janeiro, os planaltos de São Paulo praticamente substituem o vale do Paraíba”. No entanto, a representação de São Paulo tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados não condizia com a sua importância econômica: São Paulo tinha 3 senadores, como o Pará, enquanto a Bahia tinha 6, Minas 10, Pernambuco 6 e o Rio de Janeiro 5. Na Câmara dos Deputados acontecia o mesmo: São Paulo tinha 9 deputados, enquanto o Ceará tinha 8, Pernambuco 13, Bahia 14, Rio de Janeiro 12 e Minas 20.&lt;br /&gt;Foi essa uma das fortes razões por que ganharam prestígio em São Paulo as idéias federalistas, que se associaram intimamente aos princípios do republicanismo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Revolução ou evolução? &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Os republicanos eram, em sua esmagadora maioria, contrários à revolução, entendendo-se por essa palavra a derrubada da monarquia por meios violentos. Vários líderes, como Quintino Bocaiúva, declaravam-se "evolucionistas”. A esse grupo vieram pertencer também os seguidores do filósofo francês Augusto Comte, fundador do positivismo, cuja importância é ressaltada graças ao seu lema inscrito em nossa bandeira republicana: "Ordem e Progresso”.&lt;br /&gt;A partir de 1850, começaram a circular entre professores e estudantes de engenharia as idéias de Augusto Comte. Por essa época, Benjamin Constant, professor de matemática da Escola militar, também iniciava a sua formação positivista, tornando-se posteriormente o seu mais conhecido divulgador. Por volta de 1874, sob sua influência, converteu-se à filosofia positivista um jovem estudante republicano, Miguel Lemos, e, já em 1876, criava-se a Sociedade Positivista do Rio de Janeiro. Sob iniciativa de Miguel Lemos, que se transformara num adepto fanático de Comte, a Sociedade converteu-se em Igreja Positivista do Brasil, em 1881.&lt;br /&gt;Foi assim que, agrupados na Igreja Positivista do Brasil, os fiéis discípulos de Comte constituíram uma pequena seita, cuja finalidade suprema consistia em preservar a pureza da doutrina do mestre. Porém, a sua in&amp;shy;fluência política só será efetiva depois da proclamação da República.&lt;br /&gt;O positivismo caracterizava-se pela crença no poder absoluto da ciência - que, afinal, não é uma atitude científica, mas cientificista, isto é, uma deturpação da ciência, pois nada é mais estranho a esta do que a crença no "absoluto”. No plano político, o positivismo brasileiro não foi menos decepcionante: seus partidários defendiam posições anti-revolucionárias, elitistas e ditatoriais. Acreditavam os positivistas na existência de uma lei na história que fatalmente faria o Brasil desembocar na república. Essa crença na inevitabilidade da república era considerada uma previsão rigorosamente científica, de modo que, coerentemente, os positivistas limitaram-se a adotar uma postura de total passividade.&lt;br /&gt;Enfim, quando a República foi proclamada, os principais líderes positivistas deixaram claro que estavam em desacordo com a forma como ela fora proclamada e também não a aprovaram tal como se encontrava organizada.&lt;br /&gt;Contrastando com esse perfil, Antônio Silva Jardim, jovem advogado, apesar de pertencer ao grupo positivista, foi, ao contrário da maioria, um adepto declarado da revolução e um ativo propagandista da república. Entre&amp;shy;tanto, foi no Exército que a influência do positivismo mostrou-se duradoura, mas numa versão menos inflexível, graças à influência do general Benjamin Constant Botelho de Magalhães - que, por sinal, desentendeu-se com Miguel Lemos, desligando-se já em 1881 do núcleo fanático e ortodoxo do positivismo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-436436747595207803?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/436436747595207803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/industrializacao-no-brasil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/436436747595207803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/436436747595207803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/industrializacao-no-brasil.html' title='A Industrialização no Brasil (Crise do Imperio)'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-2713622163927952172</id><published>2009-11-03T19:47:00.003-03:00</published><updated>2009-11-03T22:03:37.390-03:00</updated><title type='text'>A Transição da Escravidão ao Trabalho Livre na Cafeicultura (Crise do Imperio)</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;O problema da mão-de-obra na economia cafeeira&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O problema da mão-de-obra na economia cafeeira. O desenvolvimento da economia cafeeira, fator essencial para a estabilidade do Império, desde o inicio estava comprometido com a escravidão. À medida que o café foi se tornando o centro da economia imperial e sua cultura se expandiu, o tráfico negreiro se intensificou.&lt;br /&gt;Porém, essa intensificação ocorreu num clima internacional desfavorável à escravidão: o desenvolvimento do capitalismo industrial e a conseqüente generalização do trabalho assalariado tornaram a escravidão repulsiva à nova consciência.&lt;br /&gt;Desde a abolição do tráfico em 1850, a questão da substituição do escravo pelo trabalhador livre passou a ser seriamente considera&amp;shy;da por alguns cafeicultores.&lt;br /&gt;Ocorre que a cafeicultura estava, naquele momento, expandindo-se no Oeste paulista. E foi essa circunstância histórica que possibilitou aos fazendeiros paulistas lançarem mão da imigração européia, transformando a cafeicultura numa economia capitalista.&lt;br /&gt;A cafeicultura do vale do Paraíba, mais antiga e totalmente modelada pela escravidão, apresentava maiores dificuldades em substituir seus escravos por trabalhadores livres. A do Oeste paulista, ao contrário, encontrava.-se em plena formação. Por esse motivo, foi em São Paulo e não em outra região que a substituição do escravo pelo trabalhador livre se deu mais rapidamente, imprimindo ao setor o caráter de empreendimento capitalista. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;As colônias de parceria. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Na realidade, desde 1840 buscava-se no Brasil uma solução alternativa à mão-de-obra escrava. O pioneiro nesse sentido foi Nicolau Pereira de Campos Vergueiro, que, em sua fazenda de Ibicaba, no município paulista de Limeira, adotou uma solução que se denominou colônia de parceria.&lt;br /&gt;Essa solução baseou-se na imigração de europeus - cerca de 177 famílias de 1847 a 1857 - que se comprometeram a cultivar certo número de cafeeiros, colher e beneficiar o produto, repartindo o dinheiro da venda com o fazendeiro.&lt;br /&gt;Os resultados práticos não foram animadores e a experiência fracassou. As frustrações dos colonos foram enormes, pois a dívida contraída pelo preço da passagem, paga pelo fazendeiro, mais o juro de 6% ao ano, além das despesas de alimentação financiadas pelo fazendeiro, nunca podia ser saldada. Analisando melhor, verifica-se que, na verdade, Vergueiro havia implantado o antiqüíssimo sistema da escravidão por dívidas. Diante de problemas insuperáveis e sentindo-se enganados, os colonos se revoltaram em Ibicaba, em 1857. Essa revolta repercutiu na Europa e levou alguns governos a proibir a imigração para o Brasil. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;O comércio interno de escravos. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Todavia, a solução mais comum depois da extinção do tráfico negreiro foi a compra de escravos do norte pelos fazendeiros do sul. A decadência econômica do norte, aliada ao alto preço que o escravo atingiu, facilitou esse comércio, apesar dos protestos e tentativas dos deputados nortistas no sentido de proibi-lo.&lt;br /&gt;A transferência dos escravos de uma região para outra trouxe dupla conseqüência: agravou a situação econômica do norte e não resolveu as necessidades de mão-de-obra do sul.&lt;br /&gt;Assim, o fim do tráfico negreiro condenou a escravidão, que tinha contra ela a militância de dois fatores, tornando sua abolição irreversível: no norte, o amadurecimento da consciência abolicionista; no sul, o desenvolvimento da corrente imigratória européia, com o objetivo de engajá-la no trabalho livre. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Abolicionismo e imigração.&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A cultura cafeeira ocupou, sucessivamente, o vale do Paraíba, o Oeste paulista velho, com centro em Campinas, e o Oeste paulista novo, com centro em Ribeirão Preto. Até recentemente, os historiadores consideravam os cafeicultores do Oeste paulista mais modernos e adeptos do trabalho livre, em contraste com os do vale do Paraíba, retrógrados e escravistas. Pesquisas atualizadas, entretanto, mostraram que os cafeicultores de ambas as regiões eram igual&amp;shy;mente escravistas e defensores da escravidão.&lt;br /&gt;Pressionados pela opinião pública brasileira e internacional, os cafeicultores formaram um único bloco de resistência contra a abolição. Contudo, os do Oeste paulista, cujos cafezais eram mais produtivos e recentes, encontravam-se em melhores condições para arcar com os custos da abolição. E foi sob a pressão abolicionista e a ameaça de desorganização das suas fazendas motivada pelas fugas dos escravos que os cafeicultores paulistas finalmente lançaram mão da imigração.&lt;br /&gt;A originalidade da solução paulista foi a de ter buscado a mão-de-obra necessária na Europa e não na China ou na Índia. Porém, como já vimos anteriormente, as primeiras tentativas - colônias de parceria - fracassaram.&lt;br /&gt;A imigração européia, como solução definitiva, só se tornou realidade quando o próprio governo da província de São Paulo assumiu o encargo de subvencioná-la, desonerando os fazendeiros. A primeira lei nesse sentido apareceu em 1871. Pouco mais de dez anos depois, a imigração tornou-se maciça! &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A Lei de Terras (1850) e o colonato.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Em 1850, no mesmo ano em que era abolido o tráfico negreiro, foi estabelecida a lei de Terras, que regulava a forma de aquisição fundiária. Durante o período colonial, essa aquisição se fazia mediante a concessão de sesmarias, que foi suspensa com a independência. A nova lei estipulava que a terra pública só poderia ser adquirida mediante a compra.&lt;br /&gt;Com essa lei, os grandes proprietários pro&amp;shy;curaram dificultar o acesso a terra para as pessoas de poucos recursos. O objetivo dessa lei, portanto, era clara: se a terra fosse facilmente adquirida por qualquer pessoa, mesmo as de poucos recursos, os fazendeiros ficariam sem mão-de-obra, pois, em seus cálculos, com a extinção do tráfico, o fim da escravidão era uma questão de tempo. Com a lei de Terras, os fazendeiros garantiriam os seus privilégios de proprietários.&lt;br /&gt;Os imigrantes, geralmente pobres, chegaram ao Brasil na vigência dessa lei e foram trabalhar nos cafezais. O regime de trabalho era o colonato.&lt;br /&gt;Segundo esse regime, cada família de imigrantes - agora colonos - recebia um pagamento proporcional aos pés de café entregues para serem cuidados por ela. Com a colheita, os colonos recebiam uma espécie de gratificação de acordo com a quantidade de café colhida.&lt;br /&gt;O aspecto mais importante do regime de colonato era a permissão dada aos colonos de cultivarem produtos de subsistência nos intervalos dos cafezais, dos quais tinham o direito de dispor livremente, inclusive para vender o excedente. Essa prática, contudo, só era permitida nos cafezais novos, de terras férteis. Nos velhos, era geralmente proibida ou era destinado um lote separado para a cultura de subsistência, o que não atraía o colono, já que isso duplicava o seu trabalho ao ter que ir de um local para outro.&lt;br /&gt;Portanto, o regime de colonato caracterizava-se pelo pagamento fixo no trato do cafezal, um pagamento variável, conforme a colheita e a produção direta de alimentos. Por essa razão, não se deve confundir o colonato com o trabalho assalariado, tipicamente capitalista.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A expansão cafeeira.&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Se o regime de colo&amp;shy;nato despertava o interesse e a preferência do imigrante, ele era também muito vantajoso para os fazendeiros.&lt;br /&gt;De fato, os fazendeiros encontraram um meio excepcional para expandir a cafeicultura, com o mínimo de dispêndio. Devido à existência de terras devolutas, ainda virgens, em boa quantidade, o seu preço era relativamente baixo para as posses dos grandes fazendeiros, que as adquiriam com facilidade. Para o seu desmatamento, contratavam trabalhadores brasileiros - os "camaradas" -, aos quais pagavam por empreita. Em seguida, os colonos eram aí introduzidos para for&amp;shy;mar o cafezal, que, ao fim de quatro anos, já dava as primeiras colheitas. Como os colo&amp;shy;nos produziam os seus próprios meios de subsistência, a despesa, para o fazendeiro, era ínfima.&lt;br /&gt;Com o tempo, surgiram os "empreiteiros do café", que passaram a empresariar a formação do cafezal nessa mesma base.&lt;br /&gt;Desse modo, os cafeicultores paulistas tornaram-se tanto produtores de café quanto produtores de fazendas de café. E, à medida que se multiplicavam as fazendas de café, as terras iam se valorizando, tornando-se cada vez mais inacessíveis às pessoas de baixa renda. Ao mesmo tempo, quanto mais fazendas eram criadas, mais trabalhadores eram necessários, o que, enfim, estimulava ainda mais a imigração. Como resultado importante do pra cesso, a entrada maciça de imigrantes favoreceu a constituição do mercado de trabalho, sem o qual não há capitalismo.&lt;br /&gt;Em conseqüência, no regime de colonato “não era o fazendeiro quem pagava ao trabalha dor pela formação do cafezal. Era o trabalhador quem pagava com cafezal ao fazendeiro o direi&amp;shy;to de usar as mesmas terras na produção de ali&amp;shy;mentos durante a fase da formação”. Foi assim que os fazendeiros multiplicaram a sua riqueza e, como pretendiam, mantiveram um exército de homens despossuídos, aptos para trabalharem sob suas ordens.&lt;br /&gt;Para terminar, uma observação: a solução imigrantista, cujo êxito foi testemunhado pelos cafeicultores, esteve restrita à província de São Paulo. Em outras regiões, incluindo a cafeicultura de Minas e Rio de Janeiro, a transição para o trabalho assalariado teve por base trabalhadores locais, brasileiros. Deve ficar claro, portanto, que o modelo paulista de transição para o trabalho livre não pode ser generalizado para todo o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-2713622163927952172?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/2713622163927952172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/transicao-da-escravidao-ao-trabalho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/2713622163927952172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/2713622163927952172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/transicao-da-escravidao-ao-trabalho.html' title='A Transição da Escravidão ao Trabalho Livre na Cafeicultura (Crise do Imperio)'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-2555015952155178397</id><published>2009-11-03T19:34:00.005-03:00</published><updated>2009-11-03T19:47:00.466-03:00</updated><title type='text'>O Império entra em crise (1870-1889) - Pesquisa no livro didático</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Questão Escravista&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A crise final da escravidão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A partir de 1870, com o fim da Guerra do Paraguai, antigos problemas e contradições que não haviam sido re&amp;shy;solvidos voltaram à tona com toda a intensidade. Ao mesmo tempo, a incapacidade do Império em resolvê-los tornava se cada dia mais pa&amp;shy;tente.&lt;br /&gt;A questão central era naturalmente o escravismo. Em 1870, fazia vinte anos que o tráfico havia sido extinto, mas a escravidão resistia. Desde o início do século XIX, a Grã&amp;shy;Bretanha vinha pressionando o Brasil, e a opinião pública contra a escravidão havia cresci&amp;shy;do no mundo inteiro. Os escravistas brasileiros e o governo, que afinal os representava, ha&amp;shy;viam adotado a tática do silêncio para proteger os seus interesses. O problema da escravidão, em suma, não era discutido publicamente em parte alguma do Brasil. Muito menos no Parlamento. E isso era coerente, pois os próprios senhores de escravos sabiam que sua posição era insustentável. Porém, não moviam uma palha Pará encaminhar a solução. Fizeram de conta que o problema simplesmente inexistia.&lt;br /&gt;Havia uma explicação para isso. O governo imperial, em seu profundo conservadorismo, inquietava-se com a possibilidade de agitação incontrolável caso a questão escravista fosse abertamente colocada.&lt;br /&gt;Com certeza, essa política do avestruz adotada pelo governo era confortável para os escravistas, mas o inconveniente da situação estava no fato de que o Brasil como um todo não ficou parado. Na verdade, desde a extinção do tráfico em 1850, muitas coisas foram mudando no Brasil. Em seu imobilismo, o governo preferiu ignorar as transformações.&lt;br /&gt;Por volta de 1860 a questão escravista já havia sido colocada publicamente, o que fora uma grande novidade. A eclosão da Guerra do Paraguai interrompeu os debates que estavam começando a ganhar espaço no próprio Parlamento. Eles retornaram com intensidade imediatamente depois da vitória brasileira em 1870.&lt;br /&gt;O panorama em 1870, em síntese, era o seguinte: 62% dos escravos do Brasil estavam concentrados em São Paulo, Minas, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Dos 1 540 000 es&amp;shy;cravos, 955 109 encontravam-se nessas províncias. No norte e nordeste, em razão de sua de&amp;shy;cadência econômica, o peso da escravidão ha&amp;shy;via diminuído. Portanto, os escravistas estavam concentrados no sudeste e no sul do país, onde, por sua vez, situava-se o pólo dinâmico da nossa economia. Contudo, uma economia forte, mas desmoralizada pela escravidão não podia se apresentar como esperança e promessa para um país.&lt;br /&gt;No plano internacional as coisas eram ainda mais complicadas. A Guerra de Secessão (1861-1865) nos Estados Unidos havia mostra&amp;shy;do que o escravismo não tinha futuro. Desde a eclosão da Revolução Industrial na Inglaterra, no século XVIII, o trabalho livre foi ganhando espaço e, no final do século XIX, apenas o Brasil, em companhia de países como Cuba e Costa Rica, insistia em manter um sistema social condenado e vergonhoso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A lei do Ventre Livre (1871). &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Foi nesse ambiente que o ministério chefiado pelo visconde do Rio Branco apresentou o projeto da lei do Ventre Livre em maio de 1871 para a Câmara dos Deputados. Depois de modificada e adaptada aos interesses escravistas, a lei que declarava livres os filhos de escravos foi finalmente aprovada em 1871, por 65 votos a favor e 45 contra. A maioria dos deputados de Minas, São Paulo e Rio de Janeiro votou contra, acompanhados pelos deputados do Espírito Santo e do Rio Grande do Sul. Os representantes das províncias do norte e nordeste votaram maciçamente a favor.&lt;br /&gt;Essa lei que apenas jogava para o futuro a solução do problema foi, entretanto, considerada pelo governo e pelos escravistas como solução definitiva. Não era essa a opinião dos abolicionistas brasileiros. Em 1880, o debate retornou com maior vigor. &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;As agitações abolicionistas. &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;No Rio de Janeiro, no ano de 1880, os abolicionistas fundaram duas sociedades a fim de organizar a sua luta: a Sociedade Brasileira contra a Escravidão e a Associação Central Emancipacionista. Publicações diversas começaram a circular, pregando a abolição. Outras sociedades, no mesmo molde que as da capital, foram organizadas em várias províncias.&lt;br /&gt;A luta abolicionista se ampliou e criou condições para a organização da Confederação Abolicionista (1883), que unificou o movimento no plano nacional.&lt;br /&gt;Naturalmente, a abolição da escravatura não foi obra exclusiva dos abolicionistas que, em sua maioria, eram moradores das cidades. Como demonstram as fugas e rebeliões ao longo de toda a história do Brasil, os escravos não permaneceram passivos. A possibilidade de um levante escravo de grandes proporções foi considerada e atemorizou os escravistas, enfraquecendo a sua resistência ao movimento.&lt;br /&gt;Os cafeicultores paulistas foram particular&amp;shy;mente atingidos pelo movimento de fuga dos escravos promovido e apoiado pelos caifases, organizados por Antônio Bento, que foi juiz de paz e juiz municipal e nos cargos que ocupou defendeu sempre os escravos contra a opressão senhorial.&lt;br /&gt;Na década de 1880, o poder escravista foi seriamente abalado e o Império, atingido em seus alicerces. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A lei Saraiva-Cotegipe ou lei dos Sexagenários (1885).&lt;/span&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;A camada dominante escravista viu-se, então, forçada a novas concessões, que tinham por objetivo frear o movimento abolicionista. A lei Saraiva-Cotegipe de 1885, ao estabelecer a liberdade aos escravos com mais de 60 anos, teve exatamente esse propósito.Tratava-se de uma lei de alcance insignificante diante das exigências cada vez mais radicais de abolição imediata da escravatura.&lt;br /&gt;Assim, fora do Parlamento o desespero tomou conta dos escravistas, pois os escravos abandonavam as fazendas sob estímulo e proteção de organizações abolicionistas. Para impe&amp;shy;dir as fugas, os escravistas chegaram a convocar o próprio exército, que, entretanto, se recusou, sob a alegação de que "o exército não é capitão-&amp;shy;do-mato" e por julgar a missão indigna dos altos propósitos para que fora instituído. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;A lei Áurea (1888). &lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Finalmente, a 13 de maio de 1888, a princesa Isabel, que na ausência de D. Pedro II assumira a regência, promulgou a lei Áurea, declarando extinta a escravidão no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-2555015952155178397?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/2555015952155178397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/o-imperio-entra-em-crise-1870-1889.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/2555015952155178397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/2555015952155178397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/o-imperio-entra-em-crise-1870-1889.html' title='O Império entra em crise (1870-1889) - Pesquisa no livro didático'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-5612908565509425297</id><published>2009-11-03T00:06:00.004-03:00</published><updated>2009-11-03T19:04:08.776-03:00</updated><title type='text'>Brasil durante a Guerra Fria - CURIOSIDADE</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Su-e9MTgrXI/AAAAAAAAACU/I34A6B907rM/s1600-h/BRASIL%2520Guerra%2520Fria%2520-%2520EDUCADOR.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 249px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399709252352781682" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Su-e9MTgrXI/AAAAAAAAACU/I34A6B907rM/s320/BRASIL%2520Guerra%2520Fria%2520-%2520EDUCADOR.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#999999;"&gt;Discuta a Guerra Fria por meio de uma carta que John Kennedy endereça a João Goulart&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa forma, sabemos que a Guerra Fria tomou conta do mundo pós-Segunda Guerra foi desenvolvida por meio de negociações diplomáticas e atos públicos que deveriam demonstrar a qual bloco político e ideológico cada uma das nações do mundo estaria alinhada.&lt;br /&gt;Com relação aos Estados Unidos, bem sabemos que sua função de líder do bloco capitalista lhe impeliu de acompanhar de perto os eventos políticos que se desenrolavam nos demais Estados americanos. Tal preocupação se agravou nos fins da década de 1950, quando a Revolução Cubana impôs uma séria ameaça à hegemonia do bloco capitalista no continente americano. Dessa forma, observamos a imposição de mecanismos de controle cada vez mais rígidos sobre os governos latino-americanos.&lt;br /&gt;Nesse período, enquanto o país vivia sob a incógnita postura política dos regimes populistas, autoridades norte-americanas enviaram propostas que desejavam saber mais claramente sobre o direcionamento político brasileiro.&lt;br /&gt;Trecho de uma carta, de 1960, do presidente John F. Kennedy endereçada a João Goulart, que na época ocupava o posto de vice-presidente da República. Retirada diretamente dos arquivos pessoais desse estadista brasileiro, o documento continha a seguinte orientação:&lt;br /&gt;“... Espero que nestas circunstâncias V. Exa. sentirá que o seu país deseja unir-se ao nosso, expressando os seus sentimentos ultrajados frente a esse comportamento cubano e soviético e que V. Exa. achará por bem expressar publicamente os sentimentos do seu povo.” (...) Quero convidar V. Exa. para que suas autoridades militares possam conversar com os meus militares sobre a possibilidade da participação em alguma base apropriada com os Estados Unidos e outras forças do hemisfério em qualquer ação militar que se torne necessária pelo desenvolvimento da situação em Cuba...”&lt;br /&gt;Nessa pequena citação, podemos observar claramente quais as reações esperadas pelo governo americano no que se refere à deflagração da Revolução Cubana. Além de presumir que o Estado brasileiro se sinta “ultrajado” pelo episódio cubano, John Kennedy também recomenda que esse repúdio seja, na medida do possível, exposto para o restante da população brasileira. Com isso, notamos que a preocupação com as posições políticas eram visivelmente acompanhadas pela exposição das mesmas.&lt;br /&gt;Não bastando essas primeiras sugestões, o documento também abre espaço para o desenvolvimento de uma possível cooperação militar entre Brasil e Estados Unidos. Em certo sentido, a consolidação dessas alianças militares funcionaria como outro meio de simbolizar a aliança do Brasil ao bloco capitalista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-5612908565509425297?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/5612908565509425297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/brasil-durante-guerra-fria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5612908565509425297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5612908565509425297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/brasil-durante-guerra-fria.html' title='Brasil durante a Guerra Fria - CURIOSIDADE'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Su-e9MTgrXI/AAAAAAAAACU/I34A6B907rM/s72-c/BRASIL%2520Guerra%2520Fria%2520-%2520EDUCADOR.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-5276126068831286621</id><published>2009-11-02T23:58:00.002-03:00</published><updated>2009-11-03T19:03:48.569-03:00</updated><title type='text'>Gerra Fria - Pesquisa dos Alunos</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Su-cqGi5n1I/AAAAAAAAABs/y8j9aYah_H8/s1600-h/guerra+fria.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 297px; DISPLAY: block; HEIGHT: 287px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399706725365948242" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Su-cqGi5n1I/AAAAAAAAABs/y8j9aYah_H8/s320/guerra+fria.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As cores da Guerra Fria.&lt;br /&gt;A Guerra Fria foi um conflito que não resultou em confronto armado, foi uma disputa ideológica entre Estados Unidos e União Soviética, que transcorreu a partir do fim da Segunda Guerra Mundial (1945) e findou em 1991, com o fim da União Soviética. Esse conflito pode ser definido como uma guerra econômica, diplomática e tecnológica que tinha como objetivo a expansão das áreas de influências do capitalismo e do socialismo.&lt;br /&gt;O principal ponto da Guerra Fria foi a difusão dos sistemas político-econômicos existentes, de um lado o capitalismo, liderado pelos Estados Unidos; e do outro, o socialismo, liderado pela União Soviética. É importante lembrar que os dois eram as duas maiores potências mundiais que constituíam o mundo bipolar.&lt;br /&gt;Após a Segunda Guerra Mundial, a União Soviética aplicou grande esforço para a expansão do socialismo no Leste Europeu, além de países do continente africano e asiático. Tal iniciativa repercutiu como uma ameaça para seu rival, os Estados Unidos.&lt;br /&gt;A principal preocupação de ambos estava relacionada à questão da predominância de uma das influências, que poderia significar a hegemonia de uma potência sobre a outra, esse temor elevou ainda mais a rivalidade entre os mesmos. Assim, americanos e soviéticos saíram em busca de aliados para expandir suas respectivas ideologias.&lt;br /&gt;O clima de apreensão fez com que as potências em questão saíssem em disparada para o desenvolvimento de inovações bélicas, produzindo um gigantesco arsenal bélico, como armas, mísseis, submarinos e armamentos nucleares capazes de destruir o planeta.&lt;br /&gt;Durante a Guerra Fria o mundo conviveu com um constante clima de tensão entre americanos e soviéticos, uma vez que qualquer situação envolvendo os dois países poderia gerar um conflito armado sem precedentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-5276126068831286621?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/5276126068831286621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/gerra-fria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5276126068831286621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5276126068831286621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/gerra-fria.html' title='Gerra Fria - Pesquisa dos Alunos'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Su-cqGi5n1I/AAAAAAAAABs/y8j9aYah_H8/s72-c/guerra+fria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-466641433762705179</id><published>2009-11-02T23:51:00.002-03:00</published><updated>2009-11-03T19:03:28.707-03:00</updated><title type='text'>Meses Finais da Segunda Guerra Mundial - Professor tirando dúvidas</title><content type='html'>Partindo do norte da África, as tropas aliadas desembarcaram na ilha de Sicília, em julho de 1943, lançando-se à invasão da Itália. Logo em seguida, Mussolini foi deposto e o novo governo italiano assinou a paz com os aliados em 8 de setembro de 1943.&lt;br /&gt;Mas a Itália continuou sendo palco de intensos combates, pois a maior parte de seu território permaneceu sob o controle dos nazistas.&lt;br /&gt;Em abril de 1945, 25 mil combatentes da Força Expedicionária Brasileira (FEB) integraram as tropas aliadas que esmagaram a resistência nazista na Itália.&lt;br /&gt;Em 6 de junho de 1944------ o Dia D----- os aliados desembarcaram na Normadia (norte da França). Em apenas 75 dias, conseguiram libertar Paris, iniciando, logo depois, a marcha sobre a Alemanha.&lt;br /&gt;Na frente oriental, o exército soviético vinha avançando sem cessar desde 1943. Nessa escalada foi desalojando os nazistas na Bulgária, Romênia, Hungria, Tchecoslováquia e Polônia. Em fevereiro de 1945, já se encontrava a 150 km da capital alemã.&lt;br /&gt;Diante da derrota iminente, Hitler tentou sua última cartada: ordenou então a SS que distribuísse armas aos civis ( crianças, mulheres e idosos) para que lutassem até morrer para defendê-lo.&lt;br /&gt;Em abril de 1945, porém, ao ser informado de que Berlim estava totalmente cercada por soviéticos e anglo-americanos, Hitler e sua mulher, Eva Braun, cometeram suicídio. Dias depois, a 8 de maio de 1945, em Berlim, a Alemanha nazista rendeu-se incondicionalmente.&lt;br /&gt;No Pacífico, o Japão continuou resistindo de várias formas ao avanço norte-americano. Seus pilotos suicidas --- os kamikases--- atiravam-se juntamente com os aviões sobre os navios americanos.&lt;br /&gt;Visando aniquilar a resistência japonesa e dar demonstrações de seu poderio bélico (principalmente a URSS) , os Estados Unidos lançaram duas bombas atômicas sobre o Japão. Uma teve como alvo a cidade de Hiroshima ( 6 de agosto) e a outra, a cidade de Nagasaki (9 de agosto). As bombas causaram a morte instantânea de 350 mil pessoas, mutilando e ferindo milhares de outras.&lt;br /&gt;Intimidado, o Japão também se rendeu incondicionalmente em 2 de setembro de 1945. Era o fim da guerra. Nela morreram cerca de 50 milhões de pessoas. Perto de 6 milhões eram judeus que foram exterminados cruelmente nos campos de concentração nazistas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-466641433762705179?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/466641433762705179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/meses-finais-da-segunda-guerra-mundial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/466641433762705179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/466641433762705179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/meses-finais-da-segunda-guerra-mundial.html' title='Meses Finais da Segunda Guerra Mundial - Professor tirando dúvidas'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-1946345819650602508</id><published>2009-11-02T23:47:00.003-03:00</published><updated>2009-11-03T19:02:39.464-03:00</updated><title type='text'>Fases da Segunda Guerra Mundial - Pesquisa dos Alunos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Su-aaeeLBgI/AAAAAAAAABk/wKni2r_6aL4/s1600-h/segundaguerra.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 234px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399704257887405570" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Su-aaeeLBgI/AAAAAAAAABk/wKni2r_6aL4/s320/segundaguerra.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1ª fase: (1939-1942).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Caracterizou-se por uma rápida expansão, assinalada por importantes conquistas das forças do Eixo.&lt;br /&gt;Desde o início do conflito, os alemães assombraram o mundo pondo em prática a blitz-krieg (guerra-relâmpago) que consistia numa série de ataques rápidos e simultâneos desfechados por canhões de longo alcance, tanques blindados e pela Força Aérea Alemã.&lt;br /&gt;Por meio da blitzkrieg que a Alemanha abateu a Polônia e, em seguida, anexou a porção ocidental do país. A parte oriental, tal como havia sido combinado, ficou para a União Soviética.&lt;br /&gt;Em 1940, as forças alemãs conquistaram a Dinamarca, a Holanda, a Bélgica, a Noruega e a França.&lt;br /&gt;No início de agosto de 1940, a Força Aérea Alemã passou a bombardear as cidades inglesas, arrasando bairros inteiros e matando milhares de civis.&lt;br /&gt;Mas a Inglaterra não se rendeu. A Força Aérea Inglesa (RAF) reagiu e, fazendo uso de radares, conseguiu vencer inúmeras batalhas aéreas contra o invasor. Diante disso, os alemães viram-se forçados a adiar a invasão do território inglês.&lt;br /&gt;Foi aí que Hitler se voltou para o leste e começou a planejar a conquista da gigantesca União Soviética. Preparava-se para isso quando precisou desciar parte de suas tropas a fim de socorrer Mussolini, que fracassara ao tentar dominar a Grécia.&lt;br /&gt;No decorrer de 1941, dois acontecimentos influenciaram profundamente o curso e o desfecho da guerra: a invasão da União Soviética pela Alemanha, iniciada no mês de junho, e o ataque do Japão à base militar norte-americana de Pearl Harbour, no Havaí, no mês de dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;2º fase (1942-1945).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caracterizou-se pela contra-ofensiva bem sucedida dos aliados (Estados Unidos, Inglaterra, União Soviética, França e outros aliados).&lt;br /&gt;Interessados pelas riquezas soviéticas, Hitler passou por cima do trato firmado com Stálin e desfechou uma violenta ofensiva contra a União Soviética.&lt;br /&gt;Surpreendidos, os sovíéticos adotaram a antiga tática "terra arrasada", que consistia em ceder espaço, destruindo antes tudo aquilo que podia ser util ao adversário.&lt;br /&gt;Na cidade de Stalingrado, aconteceu uma das batalhas mais importantes e violentas da Segunda Guerra, a Batalha de Stalingrado. Os soviéticos quebraram o mito da invencibilidade nazista, obrigando os alemães à sua rendição.&lt;br /&gt;Os Estados Unidos, também contribuíram decisivamente na luta contra o Eixo. Além de participarem no conflito desde 1941, os norte-americanos forneceram aos seus aliados enormes quantidades de equipamento bélico, tanques, navios e aviões de boa qualidade.&lt;br /&gt;Os norte-americanos venceram os japoneses nas importantes batalhas navais de Midway e Mar de Coral, conseguindo barrar a ofensiva nipônica no Pacífico.&lt;br /&gt;No final desse mesmo ano, enquanto os ingleses venciam os alemães e italianos, na batalha de El Alamein (Egito), tropas anglo-americanas (tendo a participação do Brasil) desembarcaram no Marrocos e, em pouco tempo, dominara o norte da África.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-1946345819650602508?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/1946345819650602508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/fases-da-segunda-guerra-mundial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/1946345819650602508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/1946345819650602508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/fases-da-segunda-guerra-mundial.html' title='Fases da Segunda Guerra Mundial - Pesquisa dos Alunos'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Su-aaeeLBgI/AAAAAAAAABk/wKni2r_6aL4/s72-c/segundaguerra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-7054443660328697740</id><published>2009-11-02T23:39:00.003-03:00</published><updated>2009-11-03T19:02:15.789-03:00</updated><title type='text'>Alianças para a Segunda Guerra Mundial - Fala Professor</title><content type='html'>A Segunda Guerra Mundial foi resultado do fracasso diplomático das nações europeias.&lt;br /&gt;Após o fim da Primeira Guerra Mundial, os países europeus buscaram meios para que as disputas que engendraram esse desastroso conflito não mais se repetissem. Contudo, as punições severas impostas pelo Tratado de Versalhes e a ineficiência da Liga das Nações – em seu papel de manter a paz mundial – não conseguiram conter o revanchismo das nações derrotadas. Em pouco tempo, ações imperialistas e expansionistas dariam o sinal de que as feridas estavam longe se serem sanadas.&lt;br /&gt;No Oriente, os japoneses promoveram a invasão da Manchúria e prosseguiram seu projeto imperialista dominando algumas regiões da Ásia e das ilhas do Pacífico. O governo italiano, controlado por Mussolini, tomou conta da Abissínia (atual Etiópia) e promoveu a invasão da Albânia. Por outro lado, a Alemanha Nazista reintegrou os territórios do Sarre e estabeleceu a ocupação militar da Renânia. Em pouco tempo, a semelhante atuação dessas três nações renderia uma ameaçadora aproximação política.&lt;br /&gt;Durante a Guerra Civil Espanhola, alemães e soviéticos firmaram sua união com a participação neste conflito. O envio de tropas serviu como um eficiente teste para as novas tecnologias de guerra produzidas por esses países. Estava assim consolidado o eixo Berlim-Roma. Logo em seguida, o Japão, que havia entrado em conforto com a União Soviética durante a ocupação asiática, incorporou a aliança ítalo-germânica com a assinatura do pacto Antikomintern, que preconizava a luta contra os comunistas.&lt;br /&gt;As nações que acreditavam ser possível contornar a possibilidade de outra guerra, ainda buscaram negociar diplomaticamente o avanço dessas nações. Na Conferência de Munique, os alemães, que haviam incorporado a Áustria, se comprometeram a respeitar os domínios da Tchecoslováquia e da Polônia. Contudo, contrariado o que fora definido, os alemães dominaram todo o território tcheco e exerciam uma forte pressão política sob a autonomia territorial polonesa.&lt;br /&gt;Mediante essa situação, os ingleses e franceses firmaram um acordo onde defenderiam a Polônia caso acontecesse qualquer tipo de invasão aos seus territórios. A decisão política anglo-francesa foi vista com desconfiança pelos soviéticos, que decidiram assinar um pacto militar com os alemães. Segundo o Pacto Germano-soviético, as tropas da União Soviética se manteriam neutras caso os franceses e ingleses declarassem guerra contra os alemães, após uma possível invasão à Polônia.&lt;br /&gt;Com esta definição, os alemães pressentiam que esse seria o melhor momento para estabelecer a invasão da Polônia e, consequentemente, o controle do Leste Europeu. No dia 1° de setembro de 1939, Adolf Hitler foi a público anunciar as primeiras fases da operação que conquistaria do território polonês. Dessa forma, os alemães mostraram o total descumprimento da Conferência de Munique e, por isso, requeriam uma ação mais incisiva dos britânicos e franceses.&lt;br /&gt;Em uma última tentativa, a Inglaterra e a França enviaram uma advertência aos alemães exigindo o cancelamento da ação militar contra os poloneses. Contudo, valendo-se de suas alianças junto aos japoneses, italianos e soviéticos, o governo de Adolf Hitler não hesitou em dar continuidade ao seu projeto. Sem alternativas, França e Grã-Bretanha declararam guerra aos alemães, dando início aos conflitos da Segunda Guerra Mundial.&lt;br /&gt;Até 1940, a guerra não teve grandes confrontos, chegando até mesmo a ser chamada de “guerra de mentira”. Contudo, a partir do ano seguinte, os poderosos e inesperados ataques dos alemães – mais conhecidos como blitzkrieg – estabeleceram o avanço do conflito. A essa altura, as autoridades franco-britânicas pediram auxílio dos Estados Unidos para que derrotassem seus inimigos.&lt;br /&gt;Dessa forma, levando em consideração as maiores nações envolvidas no confronto, podemos dividir as alianças da Segunda Guerra da seguinte maneira: Inglaterra, França e Estados Unidos compondo o grupo dos “Aliados”; e Alemanha, Itália e Japão formando os países líderes do “Eixo”. Mais tarde, após o rompimento com os alemães, a União Soviética também decidiu colaborar militarmente com os países aliados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-7054443660328697740?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/7054443660328697740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/aliancas-para-segunda-guerra-mundial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/7054443660328697740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/7054443660328697740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/aliancas-para-segunda-guerra-mundial.html' title='Alianças para a Segunda Guerra Mundial - Fala Professor'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-9004935475229282459</id><published>2009-11-02T23:32:00.002-03:00</published><updated>2009-11-02T23:38:38.118-03:00</updated><title type='text'>Acordo de Paz - Fim da Segunda Guerra Mundial</title><content type='html'>&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Em outubro de 1945, os países vencedores reuniram-se em Londres, a fim de decidir as condições de paz. Naquela ocasião, firmou-se entre eles a divisão da Alemanha e, posteriormente, de Berlim. Os nazistas foram julgados no Tribunal de Nuremberg e seu potencial industrial foi distribuído entre as partes envolvidas. O destino dos países satélites da Alemanha nazista também firmou-se por meio de tratado:&lt;br /&gt;Em 1947, estabeleceu-se a paz com a Itália, que perdeu suas colônias para os vencedores.&lt;br /&gt;Trieste, colônia italiana, foi declarada porto livre, pois, devido à sua localização, era exigida tanto por ocidentais como por orientais. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;A Romênia cedeu aos russos os territórios de Bessarábia e da Bucovina setentrional. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;A Bulgária cedeu à Iugoslávia e à Grécia as regiões conquistadas na Macedônia e na Trácia. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;A Hungria retornou às suas fronteiras anteriores à guerra. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;A Finlândia liberou passagem para os soviéticos no porto de Petsamo; a URSS obteve o domínio da ilha de Porkkla por 50 anos e o corredor terrestre do Golfo da Finlândia-Helsinque. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;A URSS manteve ainda o controle na região danubiana. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Aos países vencidos foi imposta a redução das forças armadas e pesadas reparações de guerras. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;A Polônia cedeu à Rússia territórios da parte Leste; províncias alemãs foram integradas ao território polonês. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;O Japão restituiu a Manchúria e a Coréia à China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-9004935475229282459?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/9004935475229282459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/acordo-de-paz-fim-da-segunda-guerra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/9004935475229282459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/9004935475229282459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/acordo-de-paz-fim-da-segunda-guerra.html' title='Acordo de Paz - Fim da Segunda Guerra Mundial'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-8096595170742791412</id><published>2009-11-02T23:29:00.002-03:00</published><updated>2009-11-03T19:01:46.852-03:00</updated><title type='text'>Segunda Guerra Mundial - Grupo de Alunos</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Antecedentes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os acordos de paz impostos pelos vencedores da Primeira Guerra eram espoliativos e humilhantes, já contendo em si os germes de um novo conflito.&lt;br /&gt;O Tratado de Versalhes, considerou a Alemanha "culpada pela guerra" e exigiu dela pesadas indenizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Imperialismo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Dispostos a destruírem a ordem nacional vigente, Japão, Itália e Alemanha adotaram, na década de 30, uma política declaradamente imperialista, contra a qual a Liga das Nações mostrou-se impotente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O avanço do Japão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cobiçando as matérias-primas e os vastos mercados da Ásia, o Japão reiniciou sua investida imperialista em 1931, conquistando a Manchúria, região rica em minérios que pertencia à China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O expansionismo da Itália&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em outubro de 1935, a Itália de Mussolini afirmou seu imperialismo invadindo a Etiópia, país independente situado no nordeste da África.&lt;br /&gt;Diante disso, a Liga das Nações determinou que seus Estados-membros restringissem o comércio com a Itália. Essa proibição, não chegou a afetar a Itália, porque nações fortes como os Estados Unidos e a Alemanha continuaram a vender-lhe matérias-primas essenciais, como petróleo e carvão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;A escalada da Alemanha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 7 de março de 1936, a Alemanha começou a mostrar suas guarras ocupando a Renânia (região situada entre a França e a Alemanha).&lt;br /&gt;O próximo passo da Alemanha nazista foi juntar-se à Itália fascista e intervir na Guerra Civil Espanhola em favor das forças do general Franco.&lt;br /&gt;Logo em seguida, Hitler aliou-se formalmente com Mussolini, dando origem ao Eixo Roma-Berlim. Posteriormente, com a entrada do Japão essa aliança, formou-se o Eixo Roma-Berlim-Tóquio.&lt;br /&gt;Hitler realizou o anschluss, anexação da Áustria à Alemanha, em março de 1938. Para isso, os alemães contaram com total apoio dos nazistas austríacos.&lt;br /&gt;Em seguida, o Führer (líder) passou a exigir também os Sudetos, região da Tchecoslováquia onde viviam aproximadamente 3 milhões de alemães. O governo tcheco, decidiu resistir aos alemães. Para isso mobilizou suas tropas e pediu auxílio à França.&lt;br /&gt;A União Soviética, que tinha sido desprezada pela França, e pela Inglaterra, decidiu aproximar-se da Alemanha. Esta, por sua vez, viu vantagem na aproximação, pois em caso de guerra não precisaria ter de lutar em duas frentes. (URSS &amp;amp; países aliados)&lt;br /&gt;Assim em agosto de 1939, a Alemanha de Hitler e a União Soviética de Stálin firmaram entre si um pacto de não-agressão, que estabelecia, secretamente, a partilha do território polonês entre as duas nações. Com o sinal verde dado por Stálin, Hitler sentiu à vontade para agir.&lt;br /&gt;O número de mortos durante a guerra ultrapassou a marca de 50 milhões, número que, não soma os 28 milhões que foram mutilados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-8096595170742791412?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/8096595170742791412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/segunda-guerra-mundial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/8096595170742791412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/8096595170742791412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/segunda-guerra-mundial.html' title='Segunda Guerra Mundial - Grupo de Alunos'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-3832054261985703033</id><published>2009-11-02T23:25:00.002-03:00</published><updated>2009-11-02T23:27:45.367-03:00</updated><title type='text'>Fascismo - Mussolini</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Su-VEi6D-yI/AAAAAAAAABc/Ah2X2iEDyAs/s1600-h/mussolini.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 224px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Su-VEi6D-yI/AAAAAAAAABc/Ah2X2iEDyAs/s320/mussolini.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399698383562865442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O governo de Mussolini trouxe à tona a experiência totalitária no cenário político italiano.&lt;br /&gt;Com o fim da Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918), a Itália foi ignorada nos tratados que selaram o conflito. O desgaste social e econômico mal recompensado mobilizou diferentes grupos políticos engajados na resolução dos problemas da nação italiana. No ano de 1920, uma greve geral de mais de dois milhões de trabalhadores demonstrava a situação caótica vivida no país. No campo, os grupos camponeses sulistas exigiam a realização de uma reforma agrária. &lt;br /&gt;A mobilização dos grupos trabalhadores trouxe à tona o temor dos setores médios, da burguesia industrial e dos conservadores em geral. A possibilidade revolucionária em solo italiano refletiu-se na ascensão dos partidos socialista e comunista. De um lado, os socialistas eram favoráveis a um processo reformador que traria a mudança por vias estritamente partidárias. Do outro, os integrantes das facções comunistas entendiam que reformas profundas deviam ser estimuladas. &lt;br /&gt;O processo de divisão ideológica das esquerdas acontecia enquanto os setores conservadores e da alta burguesia pleitearam apoio ao Partido Nacional Fascista. Os fascistas liderados por Benito Mussolini louvavam uma ação de combate contra os focos de articulação comunista e socialista. Desse modo, o “fasci di combattimento” (fascismo de combatimento) passou a atacar jornais, sindicatos e comícios da esquerda italiana. &lt;br /&gt;Criando uma força miliciana conhecida como “camisas negras”, os fascistas ganharam bastante popularidade em meio às contendas da economia nacional. A demonstração de poder do movimento se deu quando, em 27 de outubro de 1922, os fascistas realizaram a Marcha sobre Roma. A manifestação, que tomou as ruas da capital italiana, exigia que o rei Vitor Emanuel III passasse o poder para as mãos do Partido Nacional Fascista. Pressionado, a autoridade real chamou Benito Mussolini para compor o governo. &lt;br /&gt;Inserido nas esferas de poder político central, os fascistas teriam a oportunidade de impor seu projeto político autoritário e centralizador. Já nas eleições de 1924, os representantes políticos fascistas ganharam a maioria no parlamento. Os socialistas, inconformados com as fraudes do processo eleitoral, denunciaram a estratégia antidemocrática fascista. Em resposta, o socialista Giacomo Matteotti foi brutalmente assassinado por partidários fascistas. &lt;br /&gt;Mussolini já tomava ações no sentido de minar as instituições representativas. O poder legislativo foi completamente enfraquecido e o novo governo publicou a Carta de Lavoro, que declarava as intenções da nova facção instalada no poder. Explicitando os princípios fascistas, o documento defendia um Estado corporativo onde a liderança soberana de Mussolini resolveria os problemas da Itália. No ano de 1926, um atentado sofrido por Mussolini foi a brecha utilizada para a fortificação do estado fascista. &lt;br /&gt;Os órgãos de imprensa foram fechados, os partidos políticos (exceto o fascista) foram colocados na ilegalidade, os camisas negras incorporaram as forças de repressão oficial e a pena de morte foi legalizada. O Estado fascista, contando com tantos poderes, aniquilou grande parte das vias de oposição política. Entre os anos de 1927 e 1934, milhares de civis foram mortos, presos ou deportados. &lt;br /&gt;O apelo aos jovens e à família instigou grande apoio popular ao regime do “Duce”. Em 1929, os acordos firmados com a Igreja no Tratado de Latrão aproximaram a população católica italiana ao regime totalitário. Ao mesmo tempo, o crescimento demográfico e o incentivo às obras públicas começaram a reverter os sinais da profunda crise que tomava conta da Itália. O setor agrícola e industrial passou a ganhar considerável incremento, interrompendo o processo inflacionário da economia. &lt;br /&gt;Com a crise de 1929, a prosperidade econômica vivida nos primeiros anos do regime sofreu uma séria ameaça. Tentando contornar a recessão econômica, o governo de Benito Mussolini passou a entrar na corrida imperialista. No ano de 1935, os exércitos italianos realizaram a ocupação da Etiópia. A pressão das demais potências capitalistas resultaria nas tensões que desaguaram na deflagração da Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), momento em que Mussolini se aproxima do regime nazista alemão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-3832054261985703033?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/3832054261985703033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/fascismo-mussolini.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/3832054261985703033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/3832054261985703033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/fascismo-mussolini.html' title='Fascismo - Mussolini'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Su-VEi6D-yI/AAAAAAAAABc/Ah2X2iEDyAs/s72-c/mussolini.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-5945377099301053522</id><published>2009-11-02T23:17:00.005-03:00</published><updated>2009-11-03T19:01:13.168-03:00</updated><title type='text'>Suástica - CURIOSIDADES</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Su-Th5__97I/AAAAAAAAABU/R22iWiJXeDQ/s1600-h/Suastica%2520-%2520BRESCOLA.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 245px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399696688954734514" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Su-Th5__97I/AAAAAAAAABU/R22iWiJXeDQ/s320/Suastica%2520-%2520BRESCOLA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A suástica foi incorporada em diferentes civilizações dos mundos ocidental e oriental.&lt;br /&gt;Um símbolo carregado de uma memória triste que marcou o século XX pelas atrocidades acontecidas na Alemanha Nazista. Essa seria a primeira definição que alguém, com poucos conhecimentos históricos, ofereceria no momento que visse o célebre escudo que um dia estampou a bandeira alemã. Entretanto, poucos conhecem a trajetória da suástica, um antigo símbolo que teve os mais diferentes significados ao longo do tempo.&lt;br /&gt;Alguns estudos apontam que esse mesmo símbolo, também conhecido pelo nome de “cruz gamada”, apareceu a mais de 3000 anos atrás em algumas moedas utilizadas na antiga Mesopotâmia. Além disso, diversas outras antigas civilizações – como os índios navajos e os maias – também registraram essa mesma marca em artefatos de sua cultura material. A primeira significação definida da suástica surgiu entre os praticantes do hinduísmo.&lt;br /&gt;Em sânscrito, a palavra suástica significa “aquilo que traz sorte”. Entretanto, o posicionamento dos braços que compõe o símbolo tinha significações religiosas completamente opostas. Quando seus braços estão em sentido horário (conforme observado na bandeira nazista) a suástica seria um ícone mágico capaz de chamar a atenção das divindades malévolas. Se estivesse disposta de maneira inversa, poderia atrair boas energias, bem como servir como uma referência ao deus Sol.&lt;br /&gt;Em outras culturas também é possível observar usos bastante variados para essa mesma simbologia. Os chineses adotavam a suástica para representar o número 10.000; a maçonaria a utiliza como meio de representação de uma constelação próxima à estrela Ursa Maior; e os bascos representam por meio da suástica a imagem de uma dupla espiral. Ainda assim, entre tantos outros usos e significações, a mais conhecida foi difundida pela poderosa máquina de propaganda nazista.&lt;br /&gt;A associação entre a suástica e o nazismo teria sido feita pelo poeta alemão Guido List, que sugeriu o uso do símbolo como síntese do orgulho nacionalista alemão e o repúdio ao povo judeu. Estudos recentes indicam que o encontro entre o nacionalismo alemão e a suástica foi possível graças às precipitadas interpretações do arqueólogo alemão Heinrich Schliemann.&lt;br /&gt;No final do século XIX, esse estudioso coordenava uma pesquisa no estreito de Dardanelos, onde presumidamente haveria sido construída a cidade de Tróia. Durante algumas escavações, Heinrich encontrou vários artefatos com suásticas bastante semelhantes a outras que ele havia encontrado nas proximidades do Rio Oder, na Alemanha. A partir disso, ele presumiu que havia algum elo entre os antigos povos gregos e os teutões, que primeiramente ocuparam a Alemanha.&lt;br /&gt;Entretanto, ao contrário do que possa aparentar, a suástica apareceu no mundo Ocidental antes do movimento nazista ganhar força na Europa. Os membros da Sociedade Teosófica, fundada por Madame Blavatsky, incorporou a suástica entre seus símbolos. No início do século XX, a Coca-cola distribuiu vários pingentes promocionais com a suástica. Ironicamente, os combatentes da 45ª Divisão de Infantaria Americana utilizaram uma suástica laranja durante a Primeira Guerra Mundial.&lt;br /&gt;Na Alemanha, o símbolo seria primeiramente incorporado por algumas organizações nacionalistas e militares. A escolha do símbolo para o Partido Nazista foi justificada por Hitler em seu livro “Minha Luta”. De acordo com o líder nazista, a suástica teria a capacidade de representar a luta em prol do triunfo do homem ariano e o desenvolvimento da nação alemã por meio da campanha anti-semita. Com isso, a suástica viria a ganhar a sua mais reconhecida interpretação.&lt;br /&gt;Na atualidade, grupos religiosos procuram combater as idéias negativas que foram vinculadas à cruz gamada por meio do nazismo alemão. Um grupo norte-americano conhecido como “Amigos da Suástica” promove a divulgação dos significados originais do símbolo e faz questão de demonstrar veementemente que são completamente contrários ao nazismo ou qualquer outra ideologia racista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-5945377099301053522?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/5945377099301053522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/suastica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5945377099301053522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5945377099301053522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/suastica.html' title='Suástica - CURIOSIDADES'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Su-Th5__97I/AAAAAAAAABU/R22iWiJXeDQ/s72-c/Suastica%2520-%2520BRESCOLA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-2330698164651596199</id><published>2009-11-02T23:12:00.002-03:00</published><updated>2009-11-03T19:00:49.184-03:00</updated><title type='text'>Holocausto - Pesquisa na internet</title><content type='html'>Nossa relação com o passado se dá de diferentes formas e a partir da interpretação das experiências vividas, o homem passa a ditar determinadas ações de sua vida cotidiana. Geralmente, as experiências ruins são respondias com ações e idéias que evitam a repetição de um mesmo infortúnio. Um claro caso desse tipo de relação do passado pode ser notado quando fazemos menção ao Holocausto.&lt;br /&gt;O Holocausto foi uma prática de perseguição política, étnica, religiosa e sexual estabelecida durante os anos de governo nazista de Adolf Hitler. Segundo a ideologia nazista, a Alemanha deveria superar todos os entraves que impediam a formação de uma nação composta por seres superiores. Segundo essa mesma idéia, o povo legitimamente alemão era descendente dos arianos, um antigo povo que – segundo os etnólogos europeus do século XIX – tinham pele branca e deram origem à civilização européia.&lt;br /&gt;Dessa forma, para que a supremacia racial ariana fosse conquistada pelo povo alemão, o governo de Hitler passou a pregar o ódio contra aqueles que impediam a pureza racial dentro do território alemão. Segundo o discurso nazista, os maiores culpados por impedirem esse processo de eugenia étnica eram os ciganos e – principalmente – os judeus. Com isso, Hitler passou a perseguir e forçar o isolamento em guetos do povo judeu da Alemanha.&lt;br /&gt;Dado o início da Segunda Guerra, o governo nazista criou campos de concentração onde os judeus e ciganos eram forçados a viver e trabalhar. Nos campos, os concentrados eram obrigados a trabalhar nas indústrias vitais para a sustentação da Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Além disso, os ocupantes dos campos viviam em condições insalubres, tinham péssima alimentação, sofriam torturas e eram utilizados como cobaias em experimentos científicos.&lt;br /&gt;É importante lembrar que outros grupos sociais também foram perseguidos pelo regime nazista, por isso, foram levados aos campos de concentração. Os homossexuais, opositores políticos de Hitler, doentes mentais, pacifistas, eslavos e grupos religiosos, tais como as Testemunhas de Jeová, também sofreram com os horrores do Holocausto. Dessa forma, podemos evidenciar que o holocausto estendeu suas forças sobre todos aqueles grupos étnicos, sociais e religiosos que eram considerados uma ameaça ao governo de Adolf Hitler.&lt;br /&gt;Com o fim dos conflitos da 2ª Guerra e a derrota alemã, muitos oficiais do exército alemão decidiram assassinar os concentrados. Tal medida seria tomada com o intuito de acobertar todas as atrocidades praticadas nos vários campos de concentração espalhados pela Europa. Porém, as tropas francesas, britânicas e norte-americanas conseguiram expor a carnificina promovida pelos nazistas alemães.&lt;br /&gt;Depois de renderem os exércitos alemães, seus principais líderes foram julgados por um tribunal internacional criado na cidade alemã de Nuremberg. Com o fim do julgamento, muitos deles foram condenados à morte sob a alegação de praticarem crimes de guerra. Hoje em dia, muitas obras, museus e instituições são mantidos com o objetivo de lutarem contra a propagação do nazismo ou ódio racial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-2330698164651596199?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/2330698164651596199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/holocausto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/2330698164651596199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/2330698164651596199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/holocausto.html' title='Holocausto - Pesquisa na internet'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-4470478116198058589</id><published>2009-11-02T23:05:00.003-03:00</published><updated>2009-11-03T19:00:19.761-03:00</updated><title type='text'>Adolf Hitler - Aluno esclarecido</title><content type='html'>Hitler e o ideal nazista: a mobilização de uma nação em torno de um governo totalitário.&lt;br /&gt;Nascido em 1889, na cidade austríaca de Braunau, Alta Áustria, Adolf Hitler era filho de Alois Hitler, funcionário aduaneiro. Sua mãe, Klara Hitler era prima de seu pai e foi até a casa de Alois para cuidar da sua mulher que já se apresentava adoentada e prestes a morrer. Depois de enviuvar-se, Louis decidiu casar-se com Klara. Para isso, teve que pedir permissão à Igreja Católica, que só liberou o casamento depois da gravidez de Klara.&lt;br /&gt;Do matrimônio de Louis e Klara nasceram dois filhos: Adolf e Paula. Durante os primeiros anos de sua juventude, Adolf era conhecido como um rapaz inteligente e mal-humorado. Na adolescência, foi duas vezes reprovado no exame de admissão da Escola de Linz. Nesse mesmo período começou a formular suas primeiras idéias de caráter anti-semita, sendo fortemente influenciado pelo professor chamado Leopold Poetsch.&lt;br /&gt;A relação de Hitler com seus pais era bastante ambígua. À mãe dedicava extremo carinho e dedicação. Com o pai tinha uma relação conflituosa, marcada principalmente pela oposição que Louis fazia ao interesse de Adolf pelas artes e a arquitetura. Frustrado com o seu insucesso na seqüência de seus estudos, Hitler mudou-se para Viena, aos 21 anos, vivendo de pequenos expedientes. Vivendo em condições precárias, mudou-se para Munique quando tinha 25 anos de idade.&lt;br /&gt;Com a explosão da Primeira Guerra Mundial, decidiu se alistar voluntariamente no Exército Alemão, incorporando o 16º Regimento de Infantaria Bávaro. Lutando bravamente nos campos de batalha, conquistou condecorações por bravura durante sua atuação militar e recomendações de um superior de origem judaica. Depois de se recuperar de uma cegueira temporária, voltou para Munique trabalhando no departamento de imprensa e propaganda do Quarto Comando das Forças Armadas.&lt;br /&gt;Em 1919, depois de presenciar a derrota militar alemã, filiou-se a um pequeno grupo político chamado Partido Trabalhista Alemão. Em meio às mazelas que o povo alemão enfrentava, esse partido discutia soluções extremas mediante os problemas da Alemanha. Entre outros pontos, pregavam a extinção dos tratados da Primeira Guerra, a exclusão sócio-econômica da população judaica, melhorias no campo econômico e a igualdade de direitos políticos.&lt;br /&gt;Utilizando seus grandes dotes oratórios, Hitler começou a angariar a adesão de novos partidários e propôs a mudança do partido para o nome de Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães. A renovação do nome acompanhou a criação de uma nova simbologia ao partido (uma bandeira vermelha com uma cruz gamada) e a incorporação de milícias comprometidas a defender o ideal do partido. As chamadas Seções de Assalto (SA) eram incumbidas de perturbar as reuniões de grupos marxistas, estrangeiros e comunistas.&lt;br /&gt;Dois anos depois de integrar o partido, Hitler tornara-se chefe supremo do Partido Nazista (contração do termo alemão “Nationalsozialist”). Agrupado a um pequeno grupo de partidários, Hitler esboçou um golpe político que foi contido pelas autoridades alemãs. No ano de 1923, foi condenado a cinco anos de prisão, dos quais só cumpriu apenas oito meses. Nesse meio tempo, escreveu as primeiras linhas de sua obra (um misto de autobiografia e manifesto político) chamada “Mein Kampf” (Minha Luta).&lt;br /&gt;Liberto, resolveu remodelar as diretrizes de seu partido incorporando diretrizes do fascismo, noções de disciplina rígida e a formação de grupos paramilitares. Adotando uma teoria de cunho racista, Hitler dizia que o povo alemão era descendente da raça ariana, destinada a empreender a construção de uma nação forte e próspera. Para isso deveriam vetar a diversidade étnica em seu território, que perderia suas forças produtivas para raças descomprometidas com os arianos.&lt;br /&gt;No campo político, o partido de Hitler era contrário à definição de um regime político pluripartidário. A diferença ideológica dos partidos somente serviu para a desunião de uma nação que deveria estar engajada em ideais maiores. Dessa forma, as liberdades democráticas eram vetadas em favor de um único partido liderado por uma única autoridade (no caso, Hitler), que estaria comprometido com a constituição de uma nação soberana. Entre outras coisas, Hitler defendia a construção de um “espaço vital” necessário para a nação ariana cumprir seu destino.&lt;br /&gt;O ideário nazista, prometendo prosperidade e o fim da miséria do povo alemão, alcançou grande popularidade com a crise de 1929. Os nazistas organizavam grandes manifestações públicas onde o ataque aos judeus, marxista, comunistas e democratas eram sistematicamente criticados. Prometendo trabalho e o fim das imposições do Tratado de Versalhes, os nazistas pareciam prometer ao povo alemão tudo que ele mais precisava. Em pouco tempo, grupos empresariais financiaram o Partido Nazista.&lt;br /&gt;No início da década de 1930, o partido tinha alcançado uma vitória expressiva que se manifestou na presença predominante de deputados nazistas, ocupando as cadeiras do Poder Legislativo alemão. No ano de 1932, Hitler perdeu as eleições presidenciais para o marechal Hindenburg. No ano seguinte, não suportando as pressões da crise econômica alemã, o presidente convocou Hilter para ocupar a cadeira de chanceler. Em pouco tempo, Hitler conseguiu empreender sucessivos golpes políticos que lhe deram o controle absoluto da Alemanha.&lt;br /&gt;Depois de aniquilar dissidentes no interior do partido, na chamada Noite dos Longos Punhais, Hitler começou a colocar em prática o conjunto de medidas defendidas por ele e o partido nazista. Organizando várias intervenções na economia, com os chamados Planos Quadrienais, Hitler conseguiu ampliar as frentes de trabalho e reaquecer a indústria alemã. A rápida ascensão econômica veio seguida pela ampliação das matérias primas e dos mercados consumidores. Foi nesse momento que a teoria do Espaço Vital fora colocada em prática.&lt;br /&gt;Hitler, tornando-se um grande líder carismático e ardoroso estrategista, impôs à Europa as necessidades do Estado nazista. Depois de exigir o domínio da região dos Sudetos e assinar acordos de não-agressão com os russos, o governo nazista tinha condições plenas de por em prática seu grande projeto expansionista. Com o início da Segunda Guerra, Hitler obteve grandes vitórias que pareciam lhe garantir o controle de um amplo território, suas profecias pareciam se cumprir.&lt;br /&gt;Somente após a invasão à Rússia e a entrada dos EUA no conflito, a dominação das forças nazistas pôde ser revertida. A vitória dos Aliados entre 1943 e 1944 colocou Hitler em uma situação extremamente penosa. Resistindo à derrota, Hitler resolveu se refugiar em seu bunker, em Berlim. Himmler, um dos generais da alta cúpula nazista, tentou assinar um termo de rendição sem o consentimento de Adolf Hitler. O acordo foi rejeitado pelos Aliados, que continuaram a atacar as tropas alemãs.&lt;br /&gt;Indignado, Hilter resolveu substituir Himmler pelo comandante Hermann Gering, que logo pediu para assumir o governo alemão. Irritado com seus comandados, em um último ato, Hilter nomeou Karl Doenitz como presidente da Alemanha e Joseph Goebbeles, chanceler. Em 30 de abril de 1945, sem oferecer nenhum tipo de resistência militar, Goebbeles, Hitler e sua esposa, Eva Braun, suicidaram-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-4470478116198058589?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/4470478116198058589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/adolf-hitler.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/4470478116198058589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/4470478116198058589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/adolf-hitler.html' title='Adolf Hitler - Aluno esclarecido'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-8594733492084799311</id><published>2009-11-02T22:50:00.003-03:00</published><updated>2009-11-03T18:59:33.743-03:00</updated><title type='text'>Fatos da História Relacionado com o Nazismo - Comentado e abordado por professores</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O Tratado de Versalhes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em julho de 1919 a Alemanha, vencida, assina com a Entente e seus aliados a Paz de Versalhes, em Paris. Não foi em vista do povo que sofria, mas para preservar o exército alemão. Existe uma divisão entre os vencedores. Os Ingleses e os americanos estão contentes por eliminar o competidor alemão. Desejam que a Alemanha se conserve Burguesa, Capitalista para impedir o comunismo Russo. Já a França, mais ferrenha em seus intuitos, queria anexar a margem esquerda do Reno, mantendo assim sua hegemonia na Europa continental. Em 28 de julho de 1919 os delegados Alemães assinaram o Tratado de Versalhes... atribuindo a Alemanha a responsabilidade moral pela guerra.&lt;br /&gt;A Alemanha foi destroçada com o tratado, foram retirados a oitava parte do seu território, sua população teve uma diminuição arrasadora, suas colônias foram para as mãos da Inglaterra e da França. O exército Alemão ficou reduzido a 100 mil homens, somente para a autodefesa nacional. O país não poderia ter industria bélica e nem construir aviões, tanques ou submarinos. Também não haveria escola de guerra e nem estado maior das forças armadas. O Tratado de Versalhes, fez com que a Alemanha mergulhasse em uma crise econômica violenta. Diante disto, surgem as agitações e a propaganda nacionalista, usados mais tarde pelos nazistas. Mas, particularmente coloquemos como fato importante do Tratado de Versalhes para o ressurgimento da Alemanha, e de ela ter mantido a soberania nacional (o Reich continua intacto), pelo interesse que Inglaterra e Estados Unidos tinham em que ela fique forte para conter o comunismo soviético.&lt;br /&gt;Desejavam conservar uma Alemanha, suficientemente forte para manter o equilíbrio do poder não só em relação à França, como também em relação a nascente Rússia Soviética... que atemorizava as classes médias européias com a ameaça do bolchevismo. O tratado não trouxe paz. Somente pôs mais lenha na fogueira.&lt;br /&gt;Onde os vencidos não foram ouvidos, receberam as condições e tiveram que aceitar pois estavam numa situação de fome e cansaço. Sendo o tratado severo em leis mas benigno em cobrar estas leis, não conseguiu conter o ressurgimento do nacionalismo alemão, baseado na injustiça sofrida, pois este veio novo e agressivo, racista e messiânico. Em 1919 a constituição de Weimar é promulgada instalando na Alemanha uma república democrática, com uma federação e um parlamento. Ela não é aceita. Surgem oposições. Os grandes proprietários não toleram a queda do marco e sabotam as empresas francesas no Ruhr.&lt;br /&gt;Assim começa a pregação contra o capitalismo estrangeiro e o internacionalismo comunista. Não podemos ignorar que atrás destes sistemas estão os judeus que começam a ser alvo do racismo que renasce. O ideal de um estado pangermânico também. Tudo nos leva a afirmar que o Tratado de Versalhes auxiliou para surgimento do nazismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;O Comunismo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comunismo vai contribuir para o surgimento da Alemanha Nazista de muitas formas, mas principalmente como ideologia que se opõe ao capitalismo. Mas esta ideologia não surgiu por acaso. Temos fatos históricos que se processam na Rússia, vamos ver algumas idéias deste processo histórico. A Rússia entra no século XX como a maior população da Europa (174 milhões).&lt;br /&gt;Mas também com grandes problemas sociais. Ela é essencialmente agrícola, quase feudal. Os camponeses viviam em situação precária, também os operários das poucas industrias existentes. Estes eram agitados freqüentemente por partidos clandestinos. O regime político era absolutista, centrado na pessoa do Czar. A burguesia russa era fraca, existia sim uma aristocracia rural com certo poder político e econômico. É neste contexto que desenvolvem-se os partidos políticos, clandestinos, pois a organização czarista impossibilitava a existência de uma oposição.&lt;br /&gt;Os problemas aumentavam mais ainda quando o império entrava em guerras, flagelando mais ainda o seu povo já sofredor. Assim em 1905 temos um ensaio geral da revolução, quando a Rússia está no auge da depressão econômica e ainda sofre derrotas militares frente o Japão. As manifestações lideradas pelo Pe. Gapone, são dissolvidas a bala, mas ainda conseguem algumas concessões diante do Czar, como a organização partidária. Sendo ela bolchevista e menchevista.&lt;br /&gt;Também se forma uma nova organização o soviete (comitê). Em 1917, a Rússia entra em guerra, há um descontentamento interno. Os soldados mal armados e alimentados, são derrotados. Surgem greves em Petrogrado, onde soldados se unem aos manifestantes e invadem prédios públicos. Três partidos se enfrentam, Democratas, Bolchevistas e Menchevistas. Feita a revolução começa uma guerra civil, de terror, para acabar com a burguesia e com os contra-revolucionários. Surgem conflitos entre o exército vermelho dos revolucionários liderados por Trotsky, contra o exercito Branco do Czar, que tem apoio das grandes potências (Grã-Bretanha, França e Japão).&lt;br /&gt;Vence a ditadura do proletariado, que anuncia o inicio de uma Rússia comunista; vencem os Bolchevistas apoiados nos sovietes. Começa um segundo período, sem coações e com muitas liberações, seria o pós-guerra Russo. Surge então a NEP (Nova Política Econômica) ou um recuo estratégico, pois diante de guerras civis e externas, o país esta esgotado.&lt;br /&gt;Esta estratégia econômica consistia: “Vigorando de 1921 a 1928, a NEP era uma economia mista de socialismo e capitalismo: permitiu a liberdade do comércio interno, o funcionamento de pequenas empresas industriais, o surgimento de propriedades rurais pertencentes aos ‘Kulaks’ e concessões a empresas capitalistas Inglesas, Norte Americanas, Francesas e Alemãs”. Política esta por muitos chamada de dar um passo para trás para depois avançar dois. No entanto, o estado conservava o direito a propriedade, transporte e comércio externo. Em 1928 morre Lénin.&lt;br /&gt;Começa assim uma luta entre o comunismo de Trostsky, que afirma que para o comunismo prosperar ele tem de acontecer no mundo inteiro, ir para os países com meios de produção avançados, uma internacionalização do comunismo. Já Stálin diz que primeiro tem-se que construir uma nação comunista, depois este se espalha para o mundo. Vence a linha de Stálin que manda matar Trostsky, que está exilado no México. Diante disto Stálin inicia a edificação do socialismo, com fazendas coletivas, industrias coletivas, principalmente bélicas, tudo nas mãos do Estado. Surgem os planos Qüinqüenais, em 28, 33 e 38, que visam a superação da propriedade privada e o aumento da produção. Sendo assim o socialismo coloca a Rússia como potência mundial com um caráter sistemático e total intervenção do estado na economia. Sendo terminantemente contra o liberalismo capitalista.&lt;br /&gt;E por assim se dizer coloca medo na classe média burguesa mundial, que incentiva a reconstrução da Alemanha, como nação e força armada, para ser uma barreira geográfica a expansão do comunismo. Decisão a qual vai favorecer o surgimento do nazismo e por conseguinte a 2ª guerra mundial. As fronteiras não seguram ideologias, e socialismo chega as sociedades que vivem a revolução industrial, e fomenta a luta do proletariado. Na Alemanha ele se aproveita da crise na social-democracia. Tanto que a Alemanha possuía o partido socialista mais numeroso, tornando-se um futuro campo eleitoral para este.&lt;br /&gt;Que só vai cair por terra com a ascensão de Hitler ao poder em 1933. Este é o perigo. A União Soviética apresenta-se como modelo a ser imitado, mas quando Hitler sobe ao poder ele dissolve todos os partidos e manda os dirigentes e militantes comunistas para os campos de concentração para serem eliminados. Em 1935 temos dois blocos distintos, a Alemanha se torna nazista, portanto totalitária, tendo como aliados as ditaduras e os partidos fascistas. Já a União Soviética toma uma bandeira antifascista que une democracia clássica e comunismo.&lt;br /&gt;Portanto os capitalistas que viram em Hitler a solução para conter o avanço do comunismo, se unem aos comunistas para conter os fascismos ditatoriais. Chegando a conclusão de que alimentara o câncer, pois a Alemanha Nazista vai ser o terror da Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Crise de 29 - Quebra da Bolsa de Nova Iorque&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Outro fator determinante para o surgimento do nazismo e sua chegada ao poder foi a chamada quinta feira negra ou crack da bolsa de Nova Iorque, a qual relatarei nos parágrafos que seguem. Com o fim da primeira guerra, a Europa está destruída. Precisa se refazer, política social e principalmente economicamente. Neste contexto temos um país que não se envolveu na guerra os Estados Unidos, enquanto, na Europa acontece queda na produção agrícola e industrial gerando inflação e desemprego.&lt;br /&gt;Os Estados Unidos pelo contrário, vivem o chamado milagre americano, com um grande avanço agrícola e industrial. Sendo assim aumenta a qualidade de vida, crescem o número de automóveis aumentam rodovias e ferrovias. A política norte americana é regida pelo mais puro liberalismo econômico, para tomar decisões o Estado tinha que consultar os executivos do país.&lt;br /&gt;A bolsa de valores de Nova Iorque, a maior do mundo, movimentava milhões de dólares investidos em ações. Só que o inesperado aconteceu: Em 24 de outubro de 1929, ocorreu o crack ( a quebra da bolsa de valores de Nova Iorque). A ilusão de uma prosperidade sem fim terminava. Havia já alguns dias que o preço das ações vinha caindo. Os EUA entravam em pânico: todos procuram vender seus papéis, fazendo com que os preços caíssem mais ainda; os banqueiros de seu lado, tentam sustentar o mercado em pouco tempo milhares de dólares são investidos em títulos e ações que não valem nada. Inicia-se a grande crise do capitalismo Americano e depois mundial.&lt;br /&gt;Com a quebra da estabilidade econômica, acumulam-se mercadorias nos estoques. Não havendo vendas diminui o lucro das empresas e estas diminuem seus empregados. Começa o desemprego que atinge trabalhadores urbanos e rurais. Isto se dá porque a produção cresce mais que os salários e as pessoas não podem consumir. Esta crise logo se espalha para o mundo, pois os credores retiram seus capitais, principalmente da Europa.&lt;br /&gt;Onde também cresce o desemprego, para se ter uma idéia chegam a 6 milhões os desempregados na Alemanha. Logo de imediato constatamos duas conseqüências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Conseqüências psicológicas:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A opinião pública perde a confiança nas instituições democráticas que se identificam com o capitalismo. O povo não acredita mais no sistema liberal, surgem agitadores. E o Nacional Socialismo encontra adeptos junto a essa massa desempregada. No entanto o movimento não nasce da crise, mas é ampliado com ela. Outra conseqüência e sobre a política dos Estados a falência do sistema liberal e a carência da iniciativa privada obrigam o poder público a intervir. Diante da opinião pública o Estado tem que se retratar pondo a economia nos trilhos novamente. Por exemplo nos Estados Unidos surge a política do new deal. Onde o Estado cria obras públicas para dar empregos, pagando salários e aquecer o comércio. Também surge um sentimento nacionalista, os países se fecham, vejamos a Grã-Bretanha símbolo do liberalismo econômico, volta ao protecionismo.&lt;br /&gt;Deste modo a depressão acarreta o abandono dos princípios liberais atingindo as democracias e proporcionando situações para o surgimento dos regimes autoritários. Pois a economia vem se apoiar no nacionalismo político e militar. No caso da Alemanha ela na década de 20 também viveu um crescimento econômico, o país começou a se reconstruir, aumentam os empregos e salários, graças aos investimentos norte-americanos. Mas também a Alemanha em 29 com o crack começa a cair em crise. Essa crise foi particularmente brutal para Alemanha.&lt;br /&gt;Os norte-americanos retiram seus capitais, não renovando os empréstimos. O mercado mundial se fechou provocando o fechamento de fábricas Alemãs e desemprego em massa. Surge fome, greves que assustam a burguesia. Assim esta começa a financiar com seu capital o partido Nazista, que boa propaganda arrebanha a juventude desocupada a classe média que está empobrecendo, aumentando consideravelmente suas fileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-8594733492084799311?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/8594733492084799311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/fatos-da-historia-relacionado-com-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/8594733492084799311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/8594733492084799311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/fatos-da-historia-relacionado-com-o.html' title='Fatos da História Relacionado com o Nazismo - Comentado e abordado por professores'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-5534037487927138496</id><published>2009-11-02T22:46:00.002-03:00</published><updated>2009-11-03T18:58:36.187-03:00</updated><title type='text'>Antissemitismo - O que você acha?</title><content type='html'>O antissemitismo ainda desperta uma série de polêmicas no mundo contemporâneo.&lt;br /&gt;O problema do antissemitismo foi historicamente construído ao longo de séculos. Para alguns, as origens da aversão aos judeus está assentada na questão das diferenças religiosas que foram estabelecidas entre judeus e cristãos na Antiguidade. Mesmo antes disso, os judeus já eram perseguidos pelas autoridades do Império Romano. A expressa recusa judaica em incorporar alguns elementos da cultura romana impôs o desenvolvimento de uma relação marcada por vários conflitos.&lt;br /&gt;Na passagem da Idade Antiga para a Idade Média, a contenda entre cristãos e judeus se fundamentava em uma divergência religiosa fundamental. Enquanto os cristãos reconheciam a Jesus Cristo como salvador de toda a humanidade e filho de Deus, os judeus acreditavam que o antigo pacto selado com a nação de Israel ainda seria cumprido por um salvador que estaria por vir. Dessa maneira, os judeus reconhecem a Jesus somente como um dos vários profetas que figuram a história de sua crença.&lt;br /&gt;Ao longo do período medieval, essa diferença acabou gerando uma série de mitos que ridicularizavam os judeus que viviam na Europa. Entre tantas outras críticas, diziam que os praticantes do judaísmo teriam uma índole duvidosa, pois seriam eles mesmos os responsáveis diretos pela morte de Jesus. Partindo dessa primeira acusação, várias outras práticas criminosas ou infortúnios de larga escala foram sendo precipitadamente atribuídos aos judeus.&lt;br /&gt;Nos fins da Idade Média, no tempo em que a Europa experimentava o reaquecimento das atividades comerciais, vários judeus se enriqueceram por meio do comércio de mercadorias e a realização de empréstimos. No que tange a essa última prática, eles seriam mais uma vez criticados pelas autoridades religiosas da época. Para os dirigentes da Igreja Cristã, a usura era um sacrilégio, pois o lucro obtido em tal atividade seria resultado da exploração do tempo, uma instância de ordem divina.&lt;br /&gt;Além dessa questão econômica, a degradação dos judeus no medievo também foi correlata ao desenvolvimento das Cruzadas e a epidemia de Peste Negra. No processo de formação dos reinos ibéricos, podemos ver que a Reconquista não só marcou a expulsão dos árabes daquele território, mas também pela perseguição ou a conversão forçada dos judeus em “cristãos-novos”. Com isso, o sentimento de intolerância reservado a esse povo atravessava os séculos.&lt;br /&gt;Ao alcançarmos o século XIX, a situação excludente dos judeus poderia se modificar com a defesa da igualdade proposta pelo pensamento liberal. Entretanto, vemos que essa mesma era do liberalismo esteve acompanhada pelo desenvolvimento das teorias raciais e nacionalistas. Por não pertencerem a um Estado próprio, os judeus eram preconceituosamente vistos como “aproveitadores” que vagueavam pelos países do mundo interessados em se apropriar das riquezas nacionais.&lt;br /&gt;O auge dessa perspectiva foi observado com o desenvolvimento do nazismo, principalmente na Alemanha. Em meio às mazelas impostas pela crise de 1929, Adolf Hitler e seus seguidores empreendiam a divulgação de frágeis teses que relacionavam a crise alemã ao papel econômico desempenhado pelos judeus. Com a eclosão da Segunda Guerra, o antissemitismo se viu manifesto nas atrocidades, abusos e violências experimentados nos campos de concentração.&lt;br /&gt;Com o passar deste conflito, a questão antissemita ganhou novos contornos com a criação do Estado de Israel, na região da Palestina. A ocupação feita pelos judeus a esse território acabou incitando a rivalidade contra os árabes palestinos que lá se encontravam antes da formação do Estado judaico. Nesse contexto, o ódio contra os judeus se assenta em argumentos que criticam a relutância de alguns grupos políticos em reconhecer a formação de um Estado Palestino e os recorrentes conflitos na região.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-5534037487927138496?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/5534037487927138496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/antissemitismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5534037487927138496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5534037487927138496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/antissemitismo.html' title='Antissemitismo - O que você acha?'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-8699089058999786334</id><published>2009-11-02T22:44:00.002-03:00</published><updated>2009-11-03T18:58:09.807-03:00</updated><title type='text'>Nazismo - Pesquisa dos Alunos</title><content type='html'>Após a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha foi palco de uma revolução democrática que se instaurou no país. A primeira grande dificuldade da jovem república foi ter que assinar, em 1919, o Tratado de Versalhes que, impunha pesadas obrigações à Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que os conflitos sociais foram se intensificando, surgiram no cenário político-alemão partidos ultranacionalistas, radicalmente contrários ao socialismo. Curiosamente, um desses partidos chamava-se Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista) e era liderado por um ex-cabo de nome Adolf Hitler. As eleições presidenciais de 1925 foram vencidas pelo velho Von Hindenburg que, com a ajuda do capital estrangeiro, especialmente norte-americano, conseguiu com que a economia do país voltasse a crescer lentamente. Esse crescimento, porém, perdurou somente até 1929.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando a crise econômica atingiu com tal força a Alemanha, que, em 1932, já havia no país mais de 6 milhões de desempregados. Nesse contexto de crise, os milhões de desempregados, bem como muitos integrantes dos grupos dominantes, passaram a acreditar nas promessas de Hitler de transformar a Alemanha num país rico e poderoso. Assim, nas eleições parlamentares de 1932, o Partido Nazista conseguiu obter 38% dos votos (230 deputados), mais do que qualquer outro partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valendo-se disso, os nazistas passaram a pressionar o presidente e este concedeu a Hitler o cargo de chanceler (chefe do governo). No poder, Hitler conseguiu rapidamente que o Parlamento aprovasse uma lei que lhe permitia governar sem dar satisfação de seus atos a ninguém. Em seguida, com base nessa lei, ordenou a dissolução de todos os partidos, com exceção do Partido Nazista. Em agosto de 1934, morreu Hindenburg e Hitler passou a ser o presidente da Alemanha, com o título de Führer (guia, condutor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fortalecido, o Führer lançou mão de uma propaganda sedutora e de violência policial para implantar a mais cruel ditadura que a humanidade já conhecera. A propaganda era dirigida por Joseph Goebbles, doutor em Humanidades e responsável pelo Ministério da Educação do Povo e da Propaganda. Esse órgão era encarregado de manter um rígido controle sobre os meios de comunicação, escolas e universidades e de produzir discursos, hinos, símbolos, saudações e palavras de ordem nazista. Já a violência policial esteve sob o comando de Heinrich Himmler, um racista extremado que se utilizava da SS (tropas de elite), das SA (tropas de choque) e da Gestapo (polícia secreta de Estado) para prender, torturar e eliminar os inimigos do nazismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No plano econômico, o governo hitlerista estimulou o crescimento da agricultura, da indústria de base e, sobretudo, da indústria bélica. Com isso, o desemprego diminuiu, o regime ganhou novos adeptos e a Alemanha voltou a se equipar novamente, ignorando os termos do Tratado de Versalhes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-8699089058999786334?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/8699089058999786334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/nazismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/8699089058999786334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/8699089058999786334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/nazismo.html' title='Nazismo - Pesquisa dos Alunos'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-2613610500707977302</id><published>2009-11-02T22:24:00.003-03:00</published><updated>2009-11-03T18:57:25.384-03:00</updated><title type='text'>Fala Professor - Propaganda Nazista</title><content type='html'>Propaganda política nazista foi um dos fenômenos marcantes deste século. Com ela, Hitler, sem recorrer a força militar, conseguiu a anexação da Áustria e Tchecoslováquia ao Reich e a queda da França. Já quando Hitler estava preso, ele começa a perceber que a propaganda seria uma grande arma, talvez uma das mais eficientes, para seu futuro empreendimento. Uma propaganda dirigida, às massas, ao povo.&lt;br /&gt;Esta também deveria ser adequada a estes interlocutores menos favorecidos intelectualmente. Explorando os sentimentos, o coração da massa, permeada de uma dose de psicologia. Pois o povo deixa-se guiar mais pelo sentir do que pelo pensar. Tal propaganda deveria ser centrada em pequenos pontos, devido à compreensão limitada do povo. Estes pontos seriam repetidos muitas vezes. Isto explica os gritos de guerra e as saudações nazistas. Outro ponto salientado por Hitler é o de que na propaganda tudo é permitido, mentir, caluniar... Segundo o maior propagandista nazista, Goebbels, na formulação de uma propaganda, deveriam ser usadas experiências existentes.&lt;br /&gt;Ela também deveria ser controlada por uma única pessoa. A propaganda feita por Gobbels foi dirigida principalmente aos Judeus. Com o uso de psicologia, e exaltação nacional, buscando um passado glorioso e ajudados pelo pós-guerra os nazistas fizeram verdadeiros Shows. Hitler tinha preferência pelas celebrações de massa, grandes espetáculos. A chave da organização dos grandes espetáculos era converter a própria multidão em peça essencial dessa mesma organização. A multidão se emocionava de maneira contagiante. Hitler atribuía grande importância psicológica a tais eventos, pois reforçavam, o ânimo do militante nazista.&lt;br /&gt;O impacto da política na rua em forma de espetáculo visava diminuir os que se encontravam fora do espetáculo, segregá-los, fazê-los sentirem-se fora da comunidade maravilhosa a que deveriam pertencer. Percebe-se a importância da propaganda de espetáculos para a manutenção do sistema, da ordem e do apoio popular, tão importante. Hitler, pessoalmente, planejava suas entradas em cena, a decoração do local, as canções a serem cantadas.&lt;br /&gt;Era um ritual uma religião Hitlerista, onde ele fazia discursos grandiosos, sempre contendo palavras fortes e encorajadoras como: ódio, força, esmagar, cruel... Nos lugares para onde Hitler se deslocava sempre ia junto um fotógrafo particular, que ficava de plantão. Se ele pegasse uma criancinha no colo, era motivo para uma fotografia, possível propaganda a seu favor.&lt;br /&gt;Ele também era uma pessoa muito carismática, ao ponto de seus generais dizerem que era impossível olhar nos seus olhos sem desviar o olhar. Sua figura, despertava, nas pessoas sentimentos de pura idolatria. Além dos espetáculos populares deu-se grande ênfase ao cinema e a arquitetura, duas artes que Hitler gostava, mas nunca conseguiu ser um expoente. Com relação à arquitetura, ela deveria expressar a grandeza do regime, em grandes construções que uniriam todo o povo.&lt;br /&gt;Berlim, que seria a capital do império deveria ser símbolo da grandiosidade deste império, através de suas grandiosas construções. Estas deveriam ser de proporções gigantescas, feitas com o material mais resistente para que resistissem ao tempo, como as grandes construções greco-romanas. O cinema veio como um meio eficiente e moderno de se influenciar as massas. Os filmes eram sempre de teor nacionalista, onde era exaltado o passado, os costumes, as guerras, o período romântico. E principalmente tinham a função de transformar os Judeus em verdadeiros demônios. Algumas vezes, a ideologia nazista aparecia camuflada nos diálogos, outras vezes era explicita e chocante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-2613610500707977302?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/2613610500707977302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/fala-professor-nazismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/2613610500707977302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/2613610500707977302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/11/fala-professor-nazismo.html' title='Fala Professor - Propaganda Nazista'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-5494511750006077464</id><published>2009-10-17T18:51:00.003-03:00</published><updated>2009-11-03T18:56:31.231-03:00</updated><title type='text'>ALGUNS FATOS QUE MARCARAM - Curiosidade na Internet</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;A SAFRA PROJETADA PARA 13,7 MILHÕES DE SACAS CHEGA A MAIS DE 21 MILHÕES E A EXPORTAÇÃO DIMINUIA CADA VEZ MAIS!&lt;br /&gt;A CRISE NOS EUA COMEÇOU A 19/10/29 COM A DIFICULDADE DE SE LEVANTAR MEROS US$ 100.000 EM FUNDOS DO GOVERNO AMERICANO. A CRISE ARRASTOU MILHÕES DE PESSOAS NA CHAMADA MATANÇA DOS INOCENTES NA QUINTA FEIRA NEGRA, (24/10/29), ONDE PESSOAS INGENUAS PERDERAM TUDO O QUE POSSUIAM JÁ QUE, EM POUCAS HORAS, 12.894.650 AÇÕES TROCARAM DE DONO PROVOCANDO UMA DAS QUEDAS MAIS DRÁSTICAS DA HISTÓRIA E A MISÉRIA DE MILHARES DE FAMÍLIAS NOS EUA.&lt;br /&gt;EM OUTUBRO DE 1929 O GOVERNO FEDERAL BRASILEIRO PRETENDIA EMPRESTAR US$ 50 MILHÕES PARA PERMITIR QUE O INSTITUTO do CAFÉ AJUDASSE OS FAZENDEIROS, SÓ QUE O GOVERNO AMERICANO RECUSOU O EMPRÉSTIMO, POIS NÃO HAVIA MAIS DINHEIRO NOS EUA PARA EMPRÉSTIMO EXTERNO E O INCENDIO DE WALL STREET ALASTROU-SE PARA O MUNDO.&lt;br /&gt;UM EMPRÉSTIMO DE EMERGENCIA DE US$ 10 MILHÕES DA SCHROEDER AND COMPANY FOI FEITO PARA ALAVANCAR O BANCO DE ESTADO DE SÃO PAULO TENDO COMO MOTIVO A NECESSIDADE DE FINACIAMENTO PARA O INSTITUTO DO CAFÉ DE SÃO PAULO TENTAR EVITAR A QUEBRADEIRA GERAL.&lt;br /&gt;A QUEDA DAS EXPORTAÇÕES DIMINUE AS IMPORTAÇÕES E OS NEGÓCIOS ENCOLHEM E PROVOCAM O FECHAMENTO DE EMPRESAS. O COMÉRCIO E A INDUSTRIA MURCHAM COM A RECESSÃO, NÃO HAVIA DINHEIRO NA PRAÇA E AS FABRICAS QUEBRAM GERANDO UM ENORME DESEMPREGO.&lt;br /&gt;O ACHATAMENTO DOS NEGÓCIOS PROVOCA A RUÍNA, A DESONRA E A DESGRAÇA DAS FAMÍLIAS ABASTADAS E MUITOS SE SUICIDAM AO SE VEREM NA MISÉRIA, ALGUNS EM DESESPERO CHEGAM A RECORRER AO JOGO PARA TENTAR SALVAR O PATRIMONIO DO NAUFRÁGIO FINAL.&lt;br /&gt;A DERROCADA FINANCEIRA QUE DEVASTA OS EUA, EUROPA E AMÉRICA LATINA PIORA TODO DIA PREPARANDO A 2ª GUERRA MUNDIAL.&lt;br /&gt;NO BRASIL:APARECEM NOTÍCIAS DE FALENCIAS, CONCORDATAS E TRAGÉDIAS FAMILIARES:&lt;br /&gt;►No Rio a tradicionalíssima Oswaldo Tardim &amp;amp; Cia quebra com um passivo de 3.359.534$900, uma enorme quantia para a época!&lt;br /&gt;►Em São Paulo a população está estarrecida com a tragédia do palacete da Rua Piauí no bairro de Higienópolis onde o empresário Abelardo Laudel de Moura, 28 anos, afogado em dívidas se arma com uma navalha e tenta matar a mulher, que consegue escapar, ele degola o filho de 2 anos e a filha e, em seguida, se suicida!&lt;br /&gt;►No interior o café é queimado, pois não há esperança de venda, nem há como arcar com o alto custo da estocagem e os grandes fazendeiros naufragam em dívidas vendendo as jóias de família para sobreviver.&lt;br /&gt;ESTA CRISE ECONOMICA REPERCURTE NA DISPUTA PRESIDENCIAL JÁ EM LITÍGIO COM A DISPOSIÇÃO DE WASHINGTON LUIS DE ROMPER O PACTO de OURO FINO de 1912 QUE FIXARA A ALTERNANCIA DE SÃO PAULO E MINAS NO PODER, COM A FAMOSA POLÍTICA CAFÉ COM LEITE AO INSISTIR NO NOME DE SEU AFILHADO POLÍTICO JÚLIO PRESTES DE SÃO PAULO EM DETRIMENTO DO MINEIRO ANTONIO CARLOS.&lt;br /&gt;A FRAQUEZA ECONOMICA DE SÃO PAULO É O FATO GERADOR PARA ALICERÇAR A AMBIÇÃO POLÍTICA DE GETÚLIO VARGAS QUE MANTEM DISFARÇADAMENTE A APARENCIA DE ALIADO CONFIAVEL DE WASHINGTON LUIS DE QUEM, ALIÁS, FORA MINISTRO DA FAZENDA DESDE O INÍCIO DO GOVERNO EM NOVEMBRO DE 1926 ATÉ O FINAL DE 1927 QUANDO VARGAS SAI PARA ASSUMIR O GOVERNO DO RIO GRANDE DO SUL.&lt;br /&gt;SURGE A OPÇÃO VARGAS EM CONTRAPOSIÇÃO A WASHINGTON LUÍS E À POLÍTICA CAFÉ COM LEITE QUE EVOLUE E CULMINA COM A DEPOSIÇÃO DE WASHINGTON LUIS A 24/10/1930 E SE INSTALA UMA NOVA SOCIEDADE.&lt;br /&gt;1930: A INSTALAÇÃO DO GOVERNO VARGAS ACABA COM A HEGEMONIA DE SÃO PAULO E MINAS NA POLÍTICA BRASILEIRA E MUDA RADICALMENTE A SOCIEDADE CONSTITUIDA PELAS GRANDES FAMÍLIAS AGRÁRIAS DE SÃO PAULO COMO FONTE DE PODER POLÍTICO.&lt;br /&gt;RESENHA HISTÓRICA: VAMOS VOLTAR AO SEC. XVII COM O PODER NAS MÃOS DOS ENGENHOS DE AÇUCAR DO NORDESTE, AO SEC. XVIII COM O PODER NAS MÃOS DOS MINERADORES DE OURO DE MINAS GERAIS AO SEC. XIX COM O PODER AGRÁRIO DO CAFÉ FAZENDO OS BARÕES DE CAFÉ FLUMINENSES QUE TIVERAM SEU PODER ANULADO PELA EXAUSTÃO DAS TERRAS E PELA QUEDA DA ESCRAVIDÃO, ATÉ CHEGAR AO SEC. XX COM O PODERIO DO CAFÉ PAULISTA E SUA LUXUOSA BELLE ÉPOQUE..&lt;br /&gt;RESUMO: NO MEU ENTENDER A PARTIR DE VARGAS O CONTEXTO SOCIAL BRASILEIRO SE FECHA PARA OS GRANDES FAZENDEIROS E SE ABRE PARA OS INDUSTRIAIS E COMERCIANTES QUE SE INSTALAM COMO OS MANDATÁRIOS DA NOVA SOCIEDADE QUE SE FORMA NO PAÍS E NO MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO ACELERADA ATÉ ECLODIR A 2ª GUERRA MUNDIAL. PORÉM HÁ QUE SE OBSERVAR QUE TODAS ESTAS TRANSFORMAÇÕES SECULARES MANTEM SEMPRE O ASPECTO DA PERMANÊNCIA HISTÓRICA DAS ELITES NO COMANDO DAS TRANSFORMAÇÕES EM PROVEITO PRÓPRIO.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Fonte pesquisada para estruturar este trabalho:&lt;br /&gt;1930, Os Órfãos da Revolução, Domingos Meirelles, Editora Record, 2006.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-5494511750006077464?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/5494511750006077464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/10/alguns-fatos-que-marcaram.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5494511750006077464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5494511750006077464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/10/alguns-fatos-que-marcaram.html' title='ALGUNS FATOS QUE MARCARAM - Curiosidade na Internet'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-5215406131829767276</id><published>2009-10-17T18:30:00.002-03:00</published><updated>2009-10-19T21:36:02.651-03:00</updated><title type='text'>Opinião de outros tantos - Crise de 29 X Crise atual</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffcc33;"&gt;Bom comparar a crise &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;atual&lt;/span&gt; com a crise de 1929 não é procedente sob o ponto de vista histórico.Hoje, temos mecanismos de certa segurança que não &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;tínhamos&lt;/span&gt; naquela época, o FMI é um exemplo, e é preparado para &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;atuar&lt;/span&gt; nesse tipo de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;emergência&lt;/span&gt; e já está &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;atuando&lt;/span&gt;.Além disso hoje, existe uma grande diferença sobre a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;atuação&lt;/span&gt; do estado.Em 1929, o estado, por conta do liberalismo preferia deixar o mercado resolver seus problemas; hoje já são aplicados grandes recursos do governo dos EUA para que bancos COMERCIAIS sejam estatizados.Temos também o fato de que países como Alemanha, Japão, Arábia e China continuam em ritmo de crescimento e tem reservas financeiras boas, podendo assim emprestar para &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;países&lt;/span&gt; menos desenvolvidos.Na &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Islândia&lt;/span&gt; por exemplo, a crise foi sentida com grande pessoa, e a Rússia manifestou o interesse de emprestar alguns &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;bilhões&lt;/span&gt;.Temos também a boa situação financeira de países emergentes como o Brasil, a Rússia e a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;India&lt;/span&gt; que também pode contribuir para a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;atividade&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;econômica&lt;/span&gt; mundial não sofrer uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;contração&lt;/span&gt; tão grande que passe do patamar de uma recessão para o da depressão, muito mais grave.Enfim, por enquanto, há vários pontos que impedem traçar um paralelismo entre a crise &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;atual&lt;/span&gt; e a Grande Depressão da década de 1930. Só não se pode deixar de lembrar que a economia se inclui entre as ciências humanas e não entre as ciências &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;exatas&lt;/span&gt;. No âmbito da economia, encontram-se componentes relacionados à mentalidade e ao comportamento das pessoas. Também se trabalha com base em expectativas do que pode acontecer em cenários futuros.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-5215406131829767276?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/5215406131829767276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/10/opiniao-de-outros-tantos-crise-de-29-x.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5215406131829767276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5215406131829767276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/10/opiniao-de-outros-tantos-crise-de-29-x.html' title='Opinião de outros tantos - Crise de 29 X Crise atual'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-5952813465996888942</id><published>2009-10-17T17:39:00.001-03:00</published><updated>2009-10-17T17:41:43.877-03:00</updated><title type='text'>Fala Professor - Crise de 1929</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Com o término da Primeira Guerra Mundial os Estados Unidos passaram a ser o grande nome do capitalismo mundial. De maior devedor, o país passou a posição de maior credor mundial, pois concederam grandes empréstimos a outros países, vencedores e perdedores. Além disso, investiram na reconstrução da Europa e, ao mesmo tempo exportavam bastante para esse continente.&lt;br /&gt;Porém, a partir de 1925, apesar de toda euforia, a economia norte-americana começou a ter sérios problemas. Enquanto a produção industrial e agrícola desenvolveu-se num ritmo acelerado, o aumento salarial foi muito lento. Além do mais, em conseqüência da progressiva mecanização da indústria e da agricultura o desemprego foi crescendo consideravelmente.&lt;br /&gt;Após recuperarem-se dos prejuízos da guerra, os países europeus passaram a comprar cada vez menos dos Estados Unidos e a concorrer com o mesmo nos mercados internacionais. Pela falta de consumidores externos e internos, começaram a sobrar enormes quantidades de produtos no mercado norte-americano, caracterizando, assim, uma crise de superprodução, ou seja, muita mercadoria e poucos consumidores.&lt;br /&gt;Na tentativa de controlar essa crise, os agricultores passaram a armazenar cereais. Para isso, tiveram que pedir empréstimos aos bancos, oferecendo suas terras como garantia, muitos perderam seus bens. Já as indústrias se viram forçadas a desacelerar o ritmo da produção e, conseqüentemente, a despedir milhares de &lt;/span&gt;&lt;a oncontextmenu="return false;" onmouseover="hw0449319(event, this, 'undefined'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" style="CURSOR: hand; COLOR: #006600; BORDER-BOTTOM: 1px dotted; TEXT-DECORATION: underline" onclick="hwClick0449319(undefined);return false;" onmouseout="hideMaybe('HOTWordsTitle'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " href="http://www.brasilescola.com/historiag/crise29.htm#"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;trabalhadores&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;, o que afetou ainda mais o mercado consumidor. A Queda da Bolsa de New York Apesar da crise vivida naquele momento, os pequenos, médios e grandes investidores mantiveram suas especulações com ações. Isto é, comercializavam esses papéis por valores que não condiziam com a real situação das empresas. No entanto, chegou o momento em que a crise atingiu a Bolsa de Valores de New York, um dos importantes centros do capitalismo mundial. Os preços das ações começaram a cair, os acionistas entraram na corrida para tentar vendê-las, mas não havia pessoas interessadas. No dia 29 de outubro de 1929, havia cerca de 13 milhões de ações à venda, mas faltavam compradores. O que resultou na queda dos preços das ações, provocando a quebra (crash) da Bolsa de New York. New Deal Em 1932, com a promessa de solucionar os efeitos alarmantes da crise de 1929, Franklin Roosevelt foi eleito presidente dos Estados Unidos. Assim que assumiu o governo, pôs em prática um conjunto de medidas para tentar solucionar a crise, as quais ficaram conhecidas como New Deal. Com a adoção desse plano, o governo se desligava das &lt;/span&gt;&lt;a oncontextmenu="return false;" onmouseover="hw1449319(event, this, 'undefined'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" style="CURSOR: hand; COLOR: #006600; BORDER-BOTTOM: 1px dotted; TEXT-DECORATION: underline" onclick="hwClick1449319(undefined);return false;" onmouseout="hideMaybe('HOTWordsTitle'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " href="http://www.brasilescola.com/historiag/crise29.htm#"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;idéias&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt; liberais, e passava a praticar o intervencionismo &lt;/span&gt;&lt;a oncontextmenu="return false;" onmouseover="hw2449319(event, this, 'undefined'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" style="CURSOR: hand; COLOR: #006600; BORDER-BOTTOM: 1px dotted; TEXT-DECORATION: underline" onclick="hwClick2449319(undefined);return false;" onmouseout="hideMaybe('HOTWordsTitle'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " href="http://www.brasilescola.com/historiag/crise29.htm#"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;econômico&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;. As principais medidas do New Deal foram: • Concessão de empréstimos a empresários urbanos e rurais, que haviam falido com a crise; • O governo passava a controlar a produção e os preços de grande parte dos produtos industriais e agrícolas; • Construção de grandes obras públicas; • Elevação dos salários, diminuição da jornada de trabalho e legalização de sindicatos. • Criação do salário-desemprego e da assistência aos inválidos e velhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Por Eliene Percília&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;Equipe Brasil Escola&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-5952813465996888942?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/5952813465996888942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/10/fala-professor-crise-de-1929.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5952813465996888942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/5952813465996888942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/10/fala-professor-crise-de-1929.html' title='Fala Professor - Crise de 1929'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-8397350732952975727</id><published>2009-10-17T17:27:00.000-03:00</published><updated>2009-10-17T17:30:20.210-03:00</updated><title type='text'>Pesquisa do Aluno - A Crise de superprodução em 1929</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Após a Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos se consolidaram como a maior potência econômica do mundo, responsável por 50% da produção industrial mundial. Abastecia seu mercado interno, o mercado europeu e o mercado latino americano. Nessa época desenvolveu-se o American Nay of life (estilo de vida americano, caracterizado pelo alto consumo).&lt;br /&gt;A partir de 1925 a Europa iniciou seu retorno à industrialização em vários setores químicos, mecânicos e elétrico. Tal recuperação promoveu excesso de produção o que levou a uma crise de superprodução dentro da economia americana. Os preços dos produtos baixaram e as indústrias demitiram milhões de trabalhadores. No mês de outubro de 1929 ocorreu uma queda vertiginosa de milhões de ações na Bolsa de Nova York(o crack). Tal fato levou milhares de empresas e bancos à falência. “Os professores primários das escolas públicas de receber salários, os arquitetos viram seus negócios despencarem, milhões de comerciantes faliram e os agricultores sofreram com extraordinária intensidade”. Depressão significou fome, desnutrição, doença, desmoronamento de planos e esperanças uma descida as condições melancólicas e sombrias de ter de lutar para sobreviver.&lt;br /&gt;Durante o governo do presidente Roosevelt, os Estados Unidos promoveram um conjunto de medidas socioeconômicas destinadas à superprodução da crise. Tais medidas receberam o nome de New Deal, inspirado nas idéias do economista inglês Jonh Keynes.&lt;br /&gt;Destacam-se entre as medidas do New Deal:&lt;br /&gt;Trabalho aos desempregados em grandes obras publicas;&lt;br /&gt;Empréstimos aos agricultores seguro desemprego;&lt;br /&gt;Controle de preços de produtos industriais e agrícolas&lt;br /&gt;Recuperação industrial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, o New Deal foi um plano de ação bem sucedida, pois foi o suficiente para recuperar a economia americana.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-8397350732952975727?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/8397350732952975727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/10/pesquisa-do-aluno-crise-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/8397350732952975727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/8397350732952975727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/10/pesquisa-do-aluno-crise-de.html' title='Pesquisa do Aluno - A Crise de superprodução em 1929'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-9062818655572380123</id><published>2009-10-17T17:22:00.003-03:00</published><updated>2009-11-03T18:55:21.540-03:00</updated><title type='text'>Crise de 1929 e Grande Depressão - Pesquisa dos Alunos</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;· &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffcc;"&gt;&lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Falência Múltipla&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1929, os Estados Unidos (EUA) mergulharam numa crise econômica que se espalharia por quase todo o mundo na década seguinte, o que levou a Grande Depressão. O choque obrigou os paises a aumentar a intervenção estatal na economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;·&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Antecedentes&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Após a Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos assumiram a hegemonia econômica do planeta. O aumento da produção industrial e a melhora do poder aquisitivo da população provocaram uma explosão de consumo. Os investidores, atraídos pela expansão das empresas, tomavam empréstimos bancários para comprar ações (títulos que representam o capital das empresas) e revendê-las com lucro. Esse processo especulativo fez com que, de 1925 a 1929, o valor total das ações negociadas subisse de 27 bilhões para 87 bilhões de dólares.&lt;br /&gt;Porem, o consumo não acompanhou o crescimento da produtividade. Além disso, as nações européias já estavam se recuperando da guerra, e agora suas exportações competiam com as norte-americanas. O resultado foi à formação de enormes excedentes nos EUA. O preço dos produtos começou a baixar, cresceu o desemprego e grandes empresas faliram. Ai ficou evidente que as ações estavam sendo negociadas a valores muito acima dos reais. Os acionistas alarmados com a situação das empresas procuram vender todos os títulos na bolsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;·&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ffff66;"&gt;Crash&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com muita gente querendo vender ações e poucas pessoas querendo comprá-las, elas se desvalorizaram. A situação chegou ao extremo em 24 de outubro de 1929, a “quinta-feira negra”, quando a imensa oferta de títulos na bolsa de Nova York fez seus preços despencarem vertiginosamente. O episódio ficou conhecido como crash, crack ou quebra da Bolsa de Nova York.&lt;br /&gt;Vários investidores ficaram pobres da noite para o dia. Nos anos seguintes milhares de bancos e empresas faliram. A redução dos salários chegou a 60% em 1932. A baixa do preço de matérias primas e a diminuição das exportações e dos créditos norte-americanos a outros paises espalharam a crise por varias nações. No Reino Unido e na Alemanha, por exemplo, o desemprego chegou a 25% em 1932.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;·&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ffff66;"&gt;New Deal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diagnosticou-se que a causa da crise era o liberalismo econômico: a quebra da bolsa ocorrera porque faltavam freios econômicos influenciado pelas idéias do economista inglês John Keynes, segundo os quais o Estado deve intervir pontualmente na economia o presidente norte-americano Franklin Roosevelt deu inicio em 1933, a um programa de reformas: o New Deal (Novo Acordo).&lt;br /&gt;Roosevelt criou mecanismos de controle de crédito e um banco para financiar as exportações. Fixou salários mínimos, limite a jornada de trabalho e ampliou a previdência social. Construiu várias obras públicas contratando operários em frentes de trabalho, o que ajudou a dinamizar a economia. Em 1937, o número de desempregados havia sido reduzido quase à metade, à renda nacional crescera 70% e produção industrial, 64%. Porém, a crise no país só foi totalmente sanada na Segunda Guerra Mundial quando aumentaria a intervenção estatal se intensificariam as exportações.&lt;br /&gt;Na Europa, surgiram as políticas de bem estar social, nas quais o Estado se compromete a oferecer garantias trabalhistas e viços com educação e saúde a população. Mas a crise também estimularia o surgimento de regimes extremistas, como o nazismo e o fascismo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-9062818655572380123?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/9062818655572380123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/10/crise-de-1929-e-grande-dpressao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/9062818655572380123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/9062818655572380123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/10/crise-de-1929-e-grande-dpressao.html' title='Crise de 1929 e Grande Depressão - Pesquisa dos Alunos'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-9149119195616250823</id><published>2009-10-15T17:24:00.001-03:00</published><updated>2009-10-15T17:45:08.958-03:00</updated><title type='text'>Pesquisa dos Alunos - Revolução Russa</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;1.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;INTRODUÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A Revolução Russa foi um série de acontecimentos ocorridos na Rússia imperial, que culminaram com a proclamação em 1917 de um Estado soviético, denominado União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).&lt;br /&gt;A expressão Revolução Russa é relativa às duas revoluções vitoriosas de 1917: a primeira, denominada Revolução de Fevereiro (março, pelo calendário juliano, então usado na Rússia), levou à queda da autocrática monarquia imperial. A segunda, denominada Revolução Bolchevique ou Revolução de Outubro, foi organizada pelo partido bolchevique contra o governo provisório instalado na primeira fase.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;2.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;ANTECEDENTES&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As reformas empreendidas, pelo czar Alexandre II, criaram uma corrente a favor de uma mudança constitucional. Em 1898, foi fundado o Partido Operário Social Democrata Russo (POSDR), que em seu segundo Congresso (1903) já contava com duas facções divergentes: os mencheviques e bolcheviques.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;3.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;A REVOLUÇÃO DE MARÇO &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em março de 1917, foi realizada em Petrogrado (atual São Petersburgo) uma manifestação comemorativa do Dia Internacional da Mulher, que acabaria transformada em protesto contra a escassez de alimentos. As tropas amotinadas uniram-se à manifestação. A incapacidade do governo em restabelecer a ordem, levou o poder às mãos de um Governo Provisório, formado pelos membros mais destacados da Duma estatal. A falta de apoio ao czar Nicolau II obrigou-o à abdicação.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;4.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;O GOVERNO PROVISÓRIO E O SOVIETE DE PETROGRADO&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O Governo Provisório iniciou de imediato diversas reformas liberalizantes, inclusive a abolição da corporação policial e sua substituição por uma milícia popular. Mas os líderes bolcheviques, entre os quais estava Lenin, formaram os Sovietes (Conselhos) em Petrogrado e outras cidades, estabelecendo o que a historiografia, posteriormente, registraria como ‘duplo poder’: o Governo Provisório e os Sovietes.&lt;br /&gt;Ao expor as chamadas Teses de abril, Lenin declarou que os bolcheviques não apoiariam o Governo Provisório, e pediu a união dos soldados numa frente que viesse pôr fim à guerra imperialista (I Guerra Mundial) e iniciasse a revolução proletária, em escala internacional, idéia que seria fortalecida com a propaganda de Leon Trotski. Enquanto isso, Alexandr Kerenski buscava fortalecer a moral das tropas.&lt;br /&gt;No Congresso de Sovietes de toda a Rússia, realizado em 16 de junho, foi criado um órgão central para a organização dos Sovietes: o Comitê Executivo Central dos Sovietes que organizou, em Petrogrado, uma enorme manifestação, como demonstração de força.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;5.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;O AUMENTO DO PODER DOS BOLCHEVIQUES&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Avisado que seria acusado pelo Governo de ser um agente a serviço da Alemanha, Lenin fugiu para a Finlândia. Em Petrogrado, os bolcheviques enfrentavam uma imprensa hostil e a opinião pública, que os acusava de traição ao exército e de organização de um golpe de Estado. A 20 de julho, o general Lavr Kornilov tentou implantar uma ditadura militar, através de um fracassado golpe de Estado.&lt;br /&gt;Da Finlândia, Lenin começou a preparar uma rebelião armada. Havia chegado o momento em que o Soviete enfrentaria o poder. Foi Trotski, então presidente do Soviete de Petrogrado, quem encontrou a solução: depois de formar um Comitê Militar Revolucionário, convenceu Lenin de que a rebelião deveria coincidir com o II Congresso dos Sovietes, convocado para 7 de novembro, ocasião em que seria declarado que o poder estava sob o domínio dos Sovietes.&lt;br /&gt;Na noite de 6 de novembro a Guarda Vermelha ocupou as principais praças da capital, invadiu o Palácio de Inverno, prendendo os ministros do Governo Provisório, mas Kerenski conseguiu escapar. No dia seguinte, Teotski anunciou, conforme o previsto, a transferência do poder aos Sovietes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;6.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;O NOVO GOVERNO&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O poder supremo, na nova estrutura governamental, ficou reservado ao Congresso dos Sovietes de toda a Rússia. O cumprimento das decisões aprovadas no Congresso ficou a cargo do Soviete dos Comissários do Povo, primeiro Governo Operário e Camponês, que teria caráter temporário, até a convocação de uma Assembléia Constituinte. Lenin foi eleito presidente do Soviete, onde Trotski era comissário do povo e ministro das Relações Exteriores e, Stalin, das Nacionalidades.&lt;br /&gt;A 15 de novembro, o Soviete ou Conselho dos Comissários do Povo estabeleceu o direito de autodeterminação dos povos da Rússia. Os bancos foram nacionalizados e o controle da produção entregue aos trabalhadores. A Assembléia Constituinte foi dissolvida pelo novo governo por representar a fase burguesa da revolução, já que fora convocada pelo Governo Provisório. Em seu lugar foi reunido o III Congresso de Sovietes de toda a Rússia. O Congresso aprovou a Declaração dos Direitos do Povo Trabalhador e Explorado como introdução à Constituição, pela qual era criada a República Soviética Federativa Socialista da Rússia (RSFSR).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;7.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;A GUERRA CIVIL&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O novo governo pôs fim à participação da Rússia na I Guerra Mundial, através do acordo de Paz de Brest-Litovsk assinado em 3 de março de 1918. O acordo provocou novas rebeliões internas que terminariam em 1920, quando o Exército Vermelho derrotou o desorganizado e impopular Exército Branco antibolchevique.&lt;br /&gt;Lenin e o Partido Comunista Russo (nome dado, em 1918, à formação política integrada pelos bolcheviques do antigo POSDR) assumiram o controle do país. A 30 de dezembro de 1922, foi oficialmente constituída a União de Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). A ela se uniriam os territórios étnicos do antigo Império russo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-9149119195616250823?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/9149119195616250823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/10/pesquisa-dos-alunos-revolucao-russa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/9149119195616250823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/9149119195616250823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/10/pesquisa-dos-alunos-revolucao-russa.html' title='Pesquisa dos Alunos - Revolução Russa'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-8525609675407765860</id><published>2009-10-15T16:14:00.003-03:00</published><updated>2009-10-15T16:18:55.040-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255); font-style: italic;font-size:180%;" &gt;Curiosidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt; Como funcionavam os Sovietes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt; Testemunha ocular da Revolução Russa, o jornalista socialista norte-americano John Reed, autor do clássico Os dez dias que abalaram o mundo, descreve como funcionavam os sovietes: “O Soviete dos Deputados Operários e Soldados de Petrogrado, que estava em plena atividade quando me encontrava na Rússia, pode fornecer um exemplo do funcionamento da organização fundamental urbana do Estado socialista. Era formado por cerca de 1.200 delegados e, em circunstâncias normais, tinha uma sessão plenária de duas em duas semanas. Ao mesmo tempo, ele nomeava um ‘Comitê Executivo Central’ de 110 membros eleitos com base numa representação proporcional dos partidos; esse Comitê Executivo Central convidava, para participar de seus trabalhos, membros do Comitê Central dos sindicatos profissionais, comissões de fábrica e outras organizações democráticas. A par do grande soviete da cidade, existiam ainda sovietes de bairro, constituídos por delegados de cada bairro no soviete da cidade e responsáveis pela administração dos respectivos setores urbanos”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;“Sou Trotsky”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt; Faltando cinco dias para a insurreição de outubro, John Reed testemunhou uma cena no mínimo curiosa quando estava diante da sede do Soviete de Petrogrado. “Um dia, quando chegava à porta exterior, vi Trotsky e sua mulher detidos por um soldado. Trotsky remexeu em todos os bolsos, mas não encontrou seu cartão de ingresso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt; - Não tem importância, afinal, dirigindo-se ao soldado, você me conhece. Sou Trotsky. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt; - Sem o cartão você não entra, respondeu-lhe o soldado. - Seu nome não me interessa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt; - Mas, sou o presidente do Soviete de Petrogrado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt; - Se você é pessoa tão importante – replicou o soldado – deve trazer consigo algum papel qualquer provando sua qualidade.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Um certo Ulianov&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt; No ano de 1915, Lênin estudava a fio obras filosóficas de Hegel na biblioteca do Museu Britânico. Anos depois da revolução de 1917, perguntaram a um velho funcionário do museu se ele se lembrava de Lênin. Nem sabia quem era. Perguntaram então se conhecia algum Ulianov. Ele responde: “Naturalmente que me lembro do sr. Ulianov; um cavalheiro muito agradável, baixo com barba em ponta. Um senhor de fala muito educada. Lembro-me muito bem dele. O senhor sabe o que foi feito dele?”&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-8525609675407765860?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/8525609675407765860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/10/curiosidade-como-funcionavam-os.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/8525609675407765860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/8525609675407765860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/10/curiosidade-como-funcionavam-os.html' title=''/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-8387199196968748514</id><published>2009-10-15T15:52:00.002-03:00</published><updated>2009-10-15T16:07:34.556-03:00</updated><title type='text'>Fala Professor - Revolução Russa</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-family: courier new; color: rgb(255, 102, 0);font-size:100%;" &gt;A Revolução Russa estabeleceu a experiência socialista de fato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: courier new; color: rgb(255, 204, 102);font-size:100%;" &gt;A Rússia promoveu uma experiência revolucionária que marcou a trajetória do século XX. Já no século XIX, Karl Marx indicava que as desigualdades do sistema capitalista abririam portas para que as massas &lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/revolucao-russa.htm#" onclick="hwClick1786069(undefined);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; text-decoration: underline;" onmouseover="hw1786069(event, this, 'undefined'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe('HOTWordsTitle'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;trabalhadoras&lt;/a&gt; viessem a tomar o poder. No entanto, a convocação dos  &lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/revolucao-russa.htm#" onclick="hwClick0786069(undefined);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; text-decoration: underline;" onmouseover="hw0786069(event, this, 'undefined'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe('HOTWordsTitle'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;trabalhadores&lt;/a&gt; em torno dos ideais de Marx parecia ser uma possibilidade remota em face ao desenvolvimento dos Estados liberais enriquecidos pelo favor dado às classes burguesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, a ocorrência da Primeira Guerra Mundial veio a trazer uma possibilidade revolucionária que estremeceu essa ordem cingida pela burguesia capitalista. No começo do século XX, a Rússia vivia um momento histórico onde as desigualdades sociais instaladas fizeram com que camponeses e operários se mobilizassem politicamente. Nos campos, os trabalhadores rurais viviam em condições lastimáveis legitimadas por um governo que preservava os privilégios feudais da classe aristocrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas cidades, a burguesia tinha um papel político limitado e não tinha apoio devido para a configuração de uma economia industrializada. O parque industrial desenvolvido na Rússia, em grande parte, era fruto da entrada de capitais de investimento estrangeiros interessados em ampliar mercados e &lt;a href="http://www.brasilescola.com/historiag/revolucao-russa.htm#" onclick="hwClick2786069(undefined);return false;" style="border-bottom: 1px dotted; text-decoration: underline;" onmouseover="hw2786069(event, this, 'undefined'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='solid';" onmouseout="hideMaybe('HOTWordsTitle'); this.style.cursor='hand'; this.style.textDecoration='underline'; this.style.borderBottom='dotted 1px'; " oncontextmenu="return false;"&gt;reduzir custos&lt;/a&gt; de produção. A classe operária, proveniente do tímido processo de industrialização, não tinha força política suficiente para exigir direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gastos com a Primeira Guerra agravaram a situação econômica do país, potencializando o clima de insatisfação e mudança. Os sovietes, grupos de organização dos trabalhadores, se transformaram em grandes centros de discussão política. A partir da organização dessas pequenas unidades, a revolução foi possível e instituiu um novo poder na Rússia. Depois de consolidada, as teorias socialistas tiveram que se defrontar com os desafios mais imediatos de uma situação histórica nunca antes vivenciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo alguns pensadores, o que se viabilizou no interior da Rússia foi um Estado cada vez mais distanciado dos princípios pautados por Marx e Engels. O Estado ganhou cada vez mais força, impedindo o florescimento de uma sociedade comunista. Mesmo não podendo constatar uma resposta conclusiva para tal perspectiva, não podemos deixar de vislumbrar como esse fato histórico inspirou outros movimentos de caráter socialista e comunista ao redor do &lt;span style="font-family: lucida grande;font-size:85%;" &gt;planeta. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;   &lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Por Rainer Sousa&lt;br /&gt;Graduado em História&lt;br /&gt;Equipe Brasil Escola&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-8387199196968748514?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/8387199196968748514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/10/fala-professor-revolucao-russa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/8387199196968748514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/8387199196968748514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/10/fala-professor-revolucao-russa.html' title='Fala Professor - Revolução Russa'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-1936944021197636873</id><published>2009-10-06T17:48:00.003-03:00</published><updated>2009-10-06T17:54:46.473-03:00</updated><title type='text'>Primeira Guerra. Pesquisa dos alunos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;1º Guerra Mundial&lt;br /&gt;No início do século XX, havia um clima de enorme tensão e rivalidade entre as grandes potências européias, como, por exemplo, Alemanha e França, muitos fatores contribuíram para essa situação destacando-se a busca de novos mercados para a venda de seus produtos. Os países industrializados entravam em choque na disputa por colônias na África e na Ásia, cada um dos grandes países industrializados dificultava a expansão econômica do país concorrente, em diversas regiões da Europa surgiram movimentos nacionalistas que pretendiam agrupar sob um mesmo Estado os povos de raízes culturais semelhantes.&lt;br /&gt;O nacionalismo exaltado provocava um desejo de expansão territorial. Durante a paz armada, o clima de tensão levou as grandes potências a firmarem tratados de aliança, cujo objetivo era somar forças para enfrentar a potência rival. A Alemanha foi o primeiro país a construir uma política de alianças. O país a ser procurado por eles foi a Áustria, e assim unem-se. Logo após a Alemanha vai em busca de mais outro país, que será a Itália pela questão das colônias, pois ambas não havia colônias, assim as três formam a Tríplice Aliança. Inglaterra e França esquecem as inimizades e se juntam com a Rússia, sendo que esta irá apoiá-las por questões geográficas, daí se forma a Tríplice Entente.&lt;br /&gt;Nesse momento de grandes disputas entre potências européias, é importante ressaltar crises que agravaram esta guerra, como:&lt;br /&gt;· Crise do Marrocos que entre 1905 e 1911, quase leva a França e Alemanha à guerra, devido à disputa da região do Marrocos, localizado no norte da África. Em 1906, foi convocada uma conferência internacional, na cidade espanhola de Algeciras, com o intuito de resolver as disputas de franceses e alemães. Esta Conferência então decidi que a França teria supremacia sobre o Marrocos, já a Alemanha caberia uma pequena faixa de terras no sudoeste africano. E assim a Alemanha ñ se conforma com a decisão e, em 1911, surgem novos conflitos com a França pela disputa da África. Para evitar a guerra, a França concedeu uma considerável parte do Congo Francês à Alemanha.&lt;br /&gt;· Crise balcânica teve como um dos principais focos de atrito entre as potências européias a península Balcânica, onde se chocavam o nacionalismo da Sérvia (apoiada pela Rússia) e o expansionismo da Áustria (aliada da Alemanha). Em 1908 a Áustria anexou a região da Bósnia-Herzegovina, ferindo os interesses da Sérvia, que pretendia criar a Grande Sérvia, incorporando aquelas regiões habitadas por eslavos. Os movimentos nacionalistas da Sérvia passaram a reagir violentamente contra a anexação austríaca da Bósnia-Herzegovina.&lt;br /&gt;A guerra então começa quando se dá o assassinato de Francisco Ferdinando, príncipe da Áustria, o responsável pela sua morte foi Gravilo Princip, que pertencia a uma organização secreta nacionalista que era apoiada pelo governo sérvio, havendo uma ligação com a Rússia. Diante disso provocou uma reação militar da Áustria contra a Sérvia, que daí a Áustria declara guerra a sua oponente.&lt;br /&gt;Na 1ª fase da guerra entre 1914-1915 os exércitos se movimentam com a Áustria atacando a Sérvia e a Alemanha invadindo a França. Rússia e Inglaterra apóiam seus aliados.&lt;br /&gt;Na 2ª fase entre 1915-1917 houve a guerra de trincheiras devido à paridade das forças, os exércitos se movimentam com grande dificuldade, evitando a penetração de inimigos. Os Estados Unidos são a unia grande potência industrial a estar fora do conflito e, por isso, tornam-se os únicos grandes fornecedores de produtos industrializados, O grande despreparo tecnológico da Rússia termina tornando-o a grande vítima da guerra. Mais de 3.300.000 russos morreram no conflito. A recusa do tzar Nicolau II em abandonar o conflito e a inação da burguesia russa terminam promovendo a Revolução Comunista em outubro de 1917. A Rússia sai da guerra.&lt;br /&gt;Na 3ª fase entre outubro de 1917 e março de 1918 com a saída da Rússia, os EUA percebem que, uma guerra muito prolongada poderia vir a destruir os mercados europeus. Os EUA não respeitam o bloqueio naval que a Alemanha impôs contra a Inglaterra, e assim entram na Guerra.&lt;br /&gt;O final da guerra é decidido com o apoio financeiro e material pelos Estado Unidos ao entrarem na guerra, pois se torna decisivo a vitória da Entente e de seus aliados forçando os países da Aliança assinarem a rendição. Os derrotados tiveram ainda que assinar o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.suapesquisa.com/pesquisa/tratado_de_versalhes.htm"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;Tratado de Versalhes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt; que impunha a estes países fortes restrições e punições. A Alemanha teve seu exército reduzido a uma milícia, sua indústria bélica controlada, perdeu a região do corredor polonês, teve que devolver à França a região da Alsácia Lorena, além de ter que pagar os prejuízos da guerra dos países vencedores, perdia sua colônia e toda a marinha de guerra e aeronáutica, teria que dar carvão à França durante dez anos, venderia a preço de custo mercadorias industrializadas para a Inglaterra e França também por dez anos. O Tratado de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;Versalhes teve repercussões na Alemanha, influenciando o início da &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.suapesquisa.com/segundaguerra"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;Segunda Guerra Mundial&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ff9966;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ff9966;"&gt;Escrito por:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ff9966;"&gt;Lorena&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ff9966;"&gt;Rafael&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ff9966;"&gt;Amanda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#ff9966;"&gt;Joemiller&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-1936944021197636873?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/1936944021197636873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/10/1-guerra-mundial-no-inicio-do-seculo-xx.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/1936944021197636873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/1936944021197636873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/10/1-guerra-mundial-no-inicio-do-seculo-xx.html' title='Primeira Guerra. Pesquisa dos alunos'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-718951176106317</id><published>2009-09-29T20:26:00.003-03:00</published><updated>2009-09-29T20:36:34.615-03:00</updated><title type='text'>Por que a Primeira Guerra começou?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A gota d’água para o conflito travado entre 1914 e 1918 foi o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando. Ele era herdeiro do trono austro-húngaro, um império que abrangia as atuais Áustria e Hungria, além de partes da Romênia, República Checa e Eslováquia, entre outras regiões. O arquiduque e sua esposa, Sofia, foram mortos em Sarajevo, na província da Bósnia, no dia 28 de junho de 1914 por um ativista sérvio. Após o crime, o Império Austro-Húngaro culpou a Sérvia por não ter evitado o atentado e declarou guerra ao país no dia 28 de julho. Mas é claro que não foi apenas esse assassinato que botou o mundo em guerra. O episódio serviu mais como uma boa desculpa para várias potências européias resolverem velhas rixas. "A guerra na realidade foi sendo maturada ao longo das transformações nas economias européias, que fortaleceram as nações, estimularam sua militarização, levaram ao acirramento das disputas por mercados e à formação de novas alianças políticas", afirma a historiadora Denise de Moura, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Franca (SP). Nessa época, por exemplo, a Alemanha encrencava com França e Inglaterra por áreas coloniais; a Rússia, por sua vez, incentivava a independência de províncias anexadas pelo Império Austro-Húngaro. Nesse clima de hostilidade geral, os russos se aliaram à Sérvia após o assassinato do arquiduque e entraram em estado de guerra contra os austro-húngaros. Os alemães deram o troco e declaram apoio ao império que perdeu seu herdeiro. A partir daí, num grande efeito dominó, franceses, ingleses e turcos também tomaram partido na coisa. De um lado, ficaram os Aliados: Inglaterra, França, Itália, Estados Unidos, Sérvia e Rússia; do outro os impérios centrais: Alemanha, Império Austro-Húngaro, Império Turco-Otomano e Bulgária. O conflito só terminaria em 1918, com a vitória dos Aliados, e após a morte de pelo menos 15 milhões de pessoas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Estopim nos Bálcãs&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um atrapalhado plano de assassinato na Bósnia deu início ao grande conflito&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;1.&lt;/span&gt; Ao ser anunciada a visita do arquiduque Francisco Ferdinando a Sarajevo, vários estudantes planejam um atentado. A cidade fica na Bósnia, província anexada pelo Império Austro-Húngaro, que tem Ferdinando como herdeiro do trono. Os conspiradores são apoiados pela Mão Negra, sociedade secreta que defendia a unificação da Sérvia com outras províncias dos Bálcãs&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;2.&lt;/span&gt; Assim que chega à cidade, em 28 de junho de 1914, a comitiva do arquiduque é alcançada por um dos conspiradores. Ele tem uma pistola, mas não chega a sacá-la, desistindo do ataque por motivos desconhecidos. Pouco depois, um segundo conspirador se aproxima, mas também desiste, supostamente por ter ficado com pena de ferir a mulher do arquiduque, Sofia&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;3.&lt;/span&gt; Um terceiro atacante, porém, não dá para trás. Nedjelko Cabrinovic lança uma bomba contra a comitiva. Entretanto, ele erra o alvo, a bomba passa por cima do carro do arquiduque e explode embaixo do veículo que vinha atrás. Ferdinando e seus acompanhantes próximos não são atingidos, mas um membro da comitiva é ferido e hospitalizado&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;4.&lt;/span&gt; Após o incidente com a bomba, o arquiduque decide cancelar os compromissos restantes na cidade. Mas, no meio da confusão, ocorre um mal-entendido quanto à nova rota a ser seguida. O motorista de Ferdinando acaba se perdendo nas ruas de Sarajevo&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;5.&lt;/span&gt; Numa incrível coincidência, ao rodar pela cidade, o carro com o herdeiro do trono austro-húngaro pára ao lado de um quarto conspirador, o sérvio-bósnio Gavrilo Princip, um estudante de 19 anos, cheio de ideais nacionalistas sobre a unificação de uma grande Sérvia&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;6.&lt;/span&gt; Armado com uma pistola, Princip salta à frente do carro e mata o arquiduque e sua mulher - depois, o assassino diria que não pretendia atirar nela, mas sim num governador militar da Bósnia que acompanhava o casal. Gavrilo Princip é preso e condenado a 20 anos de prisão, mas morre por complicações de uma tuberculose no dia 28 de abril de 1918, sete meses antes do final da guerra que ajudou a iniciar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;Por Roberto Navarro&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-718951176106317?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/718951176106317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/09/por-que-primeira-guerra-comecou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/718951176106317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/718951176106317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/09/por-que-primeira-guerra-comecou.html' title='Por que a Primeira Guerra começou?'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-3769880773759658866</id><published>2009-09-29T19:49:00.005-03:00</published><updated>2009-09-29T20:24:45.053-03:00</updated><title type='text'>Que equipamentos um soldado carrega?</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:180%;color:#ffffff;"&gt;Curiosidade&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depende da missão. Desde o Império Romano, quando começaram a ser feitos registros do dia-a-dia militar, até a atualidade, a bagagem de um soldado baseia-se em armas, equipamentos de defesa e de sobrevivência no campo de batalha. Em geral, essa carga tem ficado em torno de 30 quilos. Para acoplar essa tralha extra sem literalmente matar o soldado, os militares precisaram criar jeitos de distribuí-la pelo corpo. Um dos estudos mais importantes sobre o assunto apareceu em 1910, quando o Exército dos Estados Unidos desenvolveu seu primeiro padrão para o equipamento do soldado. Chamado de M-1910, o equipamento sofreu vários aperfeiçoamentos nos anos seguintes, mas serviu de base para tudo o que foi feito dali para a frente. Pode-se dizer que sua última versão é o uniforme usado pelos fuzileiros americanos em ação hoje no Iraque. No infográfico, você conhece os detalhes dessa carapaça hi-tech.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387031641625159314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 333px; CURSOR: hand; HEIGHT: 170px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/SsKUvIDbZpI/AAAAAAAAABE/DomLIhyoIH4/s320/soldado.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;Guerra portátil&lt;br /&gt;Fuzileiros americanos levam 30 kg de pura tecnologia bélica&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;CAPACETE&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Os militares americanos usam na atualidade quatro modelos diferentes de capacete, todos feitos com várias camadas de kevlar. Desde de 2004, os fuzileiros recebem um modelo resistente a projéteis de 9 mm&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;BOLSA PARA REMÉDIOS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Aqui vão medicamentos de extrema urgência, incluindo poderosos anestésicos injetáveis - a maioria dos outros apetrechos para primeiros socorros vai com o paramédico que acompanha cada patrulha&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;PISTOLA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;As forças americanas usam dois modelos de armas para combates mais próximos. Parte dos fuzileiros usa a pistola semi-automática Colt M1911 calibre 45, com alcance de 60 m. Outros usam a pistola Beretta 92S-1, com alcance de 50 m e 1 kg de peso, como a Colt&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;MEIAS&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Manter os pés secos e limpos é indispensável para evitar micoses e feridas que impeçam o soldado de caminhar. Por isso, três pares de meias são incluídos na bagagem, sendo trocados uma vez ao dia e lavados com regularidade&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;COLETE&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Feito de kevlar, uma fibra sintética ultra-resistente, é capaz de deter o impacto direto de um projétil de 9 mm, calibre da maioria das submetralhadoras e pistolas militares usadas pelos exércitos&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;FUZIL&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A arma básica é o fuzil de assalto M-16. Desenhado em 1957, tem calibre 5,56 mm, alcance de 550 m, pesa em torno de 3 kg, é feito de plástico e liga de alumínio. Os modelos mais recentes podem receber um lançador de granadas montado sob o cano&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;FACA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Usada para cortar fios e cabos, pode ser adaptada ao cano do fuzil M-16, além de servir como punhal de combate, faca de campo e até como serra. A lâmina tem mais de 20 cm e a arma é usada em conjunto com outros modelos mais antigos de baioneta&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;MUNIÇÃO PARA MORTEIRO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Transportada junto com rádios e agasalhos na mochila maior, que resiste a cargas de quase 60 kg. Morteiros são armas simples, feitas apenas de uma base de metal e um cano que dispara projéteis explosivos capazes de espalhar estilhaços por grandes áreas&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;BOLSA PARA ÁGUA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente usada por ciclistas de competição, a chamada camelbak é transportada nas costas, armazena quase 5 litros e tem um caninho plástico até a boca do soldado, que agora leva apenas um cantil na cintura - usado geralmente para reabastecer a camelbak&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;PONCHO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Feito de tecido impermeável camuflado, é usado sob chuva, como agasalho leve ou abrigo para dormir à noite. Suas aberturas laterais permitem que o soldado faça movimentos bruscos e rápidos e possa manejar armas com facilidade&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;BOLSAS PARA MUNIÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Munição nunca é demais. Por isso as bolsas no suspensório de um fuzileiro são desenhadas com capacidade para pelo menos três magazines de 30 cartuchos para fuzil M-16 ou dois magazines de 20 tiros para carabina M-4 ou ainda quatro pentes de munição para pistola&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;KIT LIMPA-ARMA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Usado para limpar e lubrificar fuzis, pistolas, submetralhadoras e carabinas - armas que podem emperrar por causa de poeira e umidade. Contém óleo mineral, grafite, flanela e escovinha para retirar resíduos de pólvora do cano&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;CHEM LIGHT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Do inglês "luz química", são pequenos tubos plásticos (em torno de 15 cm de comprimento) que ao ser agitados produzem uma reação química, gerando luz de baixa intensidade em diversas cores para sinalização ou iluminação de emergência&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;TOLDO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Feito de plástico ou tecido impermeável em padrões variados de camuflagem (para selva, deserto ou neve), é usado como abrigo contra o sol e a chuva, além de servir para montar barracas e macas improvisadas&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Texto feito por Roberto Navarro&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Revista Mundo Estranho&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-3769880773759658866?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/3769880773759658866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/09/que-equipamentos-um-soldado-carrega.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/3769880773759658866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/3769880773759658866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/09/que-equipamentos-um-soldado-carrega.html' title='Que equipamentos um soldado carrega?'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/SsKUvIDbZpI/AAAAAAAAABE/DomLIhyoIH4/s72-c/soldado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4152531317124022328.post-1901574893307057748</id><published>2009-09-29T18:31:00.003-03:00</published><updated>2009-09-29T19:46:37.800-03:00</updated><title type='text'>Fala Professor - 1ª Guerra Mundial</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/SsKOLXoDbII/AAAAAAAAAA8/5Bl8-5kzLgA/s1600-h/Primeira+Guerra+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387024430260251778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 383px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/SsKOLXoDbII/AAAAAAAAAA8/5Bl8-5kzLgA/s320/Primeira+Guerra+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#ffcc33;"&gt;Entre os anos de 1870 e 1914, o mundo vivia a euforia da chamada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Belle&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Epóque&lt;/span&gt; (Bela Época). Do ponto de vista da burguesia dos grandes países industrializados, o planeta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;experimentava&lt;/span&gt; um tempo de progresso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;econômico&lt;/span&gt; e tecnológico. Confiantes de que a civilização atingira o ápice de suas potencialidades, os países ricos viviam a simples expectativa de disseminar seus paradigmas às nações menos desenvolvidas. Entretanto, todo esse &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;otimismo&lt;/span&gt; encobria um sério conjunto de tensões.Com o passar do tempo, a relação entre os maiores países industrializados se transformou em uma relação marcada pelo signo da disputa e da tensão. Nações como Itália, Alemanha e Japão, promoveram a modernização de suas economias. Com isso, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;concorrência&lt;/span&gt; pelos territórios imperialistas acabava se acirrando a cada dia. Orientados pela lógica do lucro capitalista, as potências industriais disputavam cada palmo das matérias-primas e dos mercados consumidores mundiais.Um dos primeiros sinais dessa vindoura crise se deu por meio de uma intensa corrida &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;armamentista&lt;/span&gt;. Preocupados em manter e conquistar territórios, os países europeus investiam em uma pesada tecnologia de guerra e empreendia meios para engrossar as fileiras de seus exércitos. Nesse último aspecto, vale lembrar que a ideologia nacionalista alimentava um sentimento utópico de superioridade que abalava o bom entendimento entre as nações.Outra importante experiência ligada a esse clima de rivalidade pôde ser observada com o desenvolvimento da chamada “política de alianças”. Através da assinatura de acordos político-militares, os países europeus se dividiram nos futuros blocos políticos que conduziriam a Primeira Guerra Mundial. Por fim, o Velho Mundo estava dividido entre a Tríplice Aliança – formada por Alemanha, Império &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Austro&lt;/span&gt;-Húngaro e Itália – e a Tríplice &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Entente&lt;/span&gt; – composta por Rússia, França e Inglaterra.Mediante esse contexto, tínhamos formado o terrível “barril de pólvora” que explodiria com o início da guerra em 1914. Utilizando da disputa política pela região dos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Balcãs&lt;/span&gt;, a Europa detonou um conflito que inaugurava o temível poder de metralhadoras, submarinos, tanques, aviões e gases venenosos. Ao longo de quatro anos, a destruição e morte de milhares impuseram a revisão do antigo paradigma que lançava o mundo europeu como um modelo a ser seguido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Courier New;color:#ffcc33;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;Por Rainer Sousa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;Graduado em História&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#c0c0c0;"&gt;Equipe Brasil Escola&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4152531317124022328-1901574893307057748?l=terceiroanoi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/feeds/1901574893307057748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/09/fala-professor-1-guerra-mundial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/1901574893307057748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4152531317124022328/posts/default/1901574893307057748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terceiroanoi.blogspot.com/2009/09/fala-professor-1-guerra-mundial.html' title='Fala Professor - 1ª Guerra Mundial'/><author><name>História</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11523706014977227070</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/Sr107qO60wI/AAAAAAAAAAc/GYx2KW3puw0/S220/90.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9w_XujKheD0/SsKOLXoDbII/AAAAAAAAAA8/5Bl8-5kzLgA/s72-c/Primeira+Guerra+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
